Psicóloga Cássia Abe

Psicóloga Cássia Abe CRP 06/177618
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Atendimentos online e presencial voltados à saúde mental, desenvolvimento humano, orientação de carreira, relações interpessoais e gestão de riscos psicossociais (NR-1).

19/06/2026
27/04/2026

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é caracterizado por um padrão persistente de irritabilidade, comportamento desafiador e atitudes que geram conflito com figuras de autoridade.

Conforme o DSM-5, esses comportamentos precisam estar presentes por pelo menos 6 meses, com frequência e intensidade acima do esperado para a idade, causando prejuízos nas relações.

Na prática, o quadro se organiza em três dimensões: humor irritável, comportamento desafiador e atitudes de confronto. Não se trata apenas de “desobediência”, mas de dificuldades na regulação emocional e na tolerância à frustração.

O desenvolvimento é multifatorial, envolvendo fatores temperamentais, ambientes com pouca previsibilidade ou limites inconsistentes e dificuldades na aprendizagem de habilidades emocionais e sociais. Muitas vezes, esses comportamentos se mantêm porque cumprem uma função imediata, como evitar demandas ou reduzir desconforto.
A prevalência varia entre 2% e 10% em crianças e adolescentes, o que reforça a necessidade de avaliação criteriosa.

O tratamento é, prioritariamente, psicoterapêutico e envolve também a orientação aos responsáveis. Nem todos os casos requerem medicação, sendo essa considerada quando há comorbidades associadas e sempre de forma individualizada. O acompanhamento pode ser multidisciplinar, conforme a necessidade.
Não há subtipos formais, mas diferentes níveis de gravidade, de acordo com os contextos em que os comportamentos ocorrem.

Compreender o TOD como um padrão de funcionamento — e não como um traço fixo — permite intervenções mais efetivas. Muitas vezes, o comportamento opositor é uma forma de comunicação de dificuldades que a criança ainda não consegue expressar de outra maneira.

21/04/2026

A convivência entre um parceiro com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outro com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) pode se tornar desafiadora quando os sintomas passam a se reforçar mutuamente.

Embora ambos envolvam ansiedade, funcionam de formas distintas. No TOC, há pensamentos intrusivos associados a rituais que aliviam o desconforto imediato. No TAG, predomina uma preocupação difusa e constante, marcada pela antecipação de cenários negativos — como descrito em manuais diagnósticos atuais, a exemplo do DSM-5.

Na prática, isso pode gerar ciclos de manutenção: enquanto um busca confirmação (“tem certeza que a porta está trancada?”), o outro tende a oferecer garantias repetidas; ou, diante de preocupações constantes (“e se algo der errado?”), aumentam-se checagens e tentativas de controle. Somam-se ainda comportamentos de evitação, que reduzem a ansiedade no curto prazo, mas a mantêm no longo prazo.

Uma convivência mais saudável envolve diferenciar acolhimento de participação no sintoma, assumir responsabilidade individual pelo próprio tratamento e apoiar com limites — reduzindo respostas de garantia, evitando decisões baseadas apenas no alívio imediato e desenvolvendo tolerância à incerteza.

Sem esse cuidado, a relação tende a se organizar em torno da ansiedade. Com manejo adequado, pode se estruturar em autonomia emocional, limites funcionais e
escolhas mais conscientes.

Diagnóstico não define a relação — a forma como cada um conduz o próprio processo faz diferença.

TerapiaCognitivoComportamental

19/04/2026

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição de saúde mental caracterizada pela presença de obsessões — pensamentos, impulsos ou imagens intrusivos e indesejados — e/ou compulsões, comportamentos repetitivos realizados para reduzir a ansiedade. Conforme o DSM-5, esses sintomas consomem tempo significativo ou geram prejuízo relevante no funcionamento pessoal, social ou profissional.

Na prática clínica, observam-se diferentes dimensões do TOC, como: contaminação e limpeza, verificação (checagens repetidas), simetria/ordem, pensamentos intrusivos de conteúdos sensíveis (como agressividade, temas íntimos ou ligados a valores pessoais) e padrões de acumulação. Essas manifestações vão além do senso comum associado ao “perfeccionismo” e, frequentemente, envolvem sofrimento intenso, dúvidas persistentes e sensação de responsabilidade elevada.

Estima-se que o TOC afete cerca de 2% a 3% da população mundial (OMS, 2022; APA, 2022), podendo iniciar na infância, adolescência ou início da vida adulta.

Seu desenvolvimento é multifatorial, envolvendo predisposição biológica, interpretações cognitivas distorcidas sobre pensamentos intrusivos e padrões comportamentais que reforçam o ciclo de ansiedade e alívio momentâneo.

Embora, em muitos casos, apresente curso crônico, existem intervenções baseadas em evidências que possibilitam melhora significativa dos sintomas e da qualidade de vida. Compreender o TOC de forma adequada contribui para reduzir estigmas, favorecer o reconhecimento precoce e ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental. Se tiver dúvidas procure um profissional da saúde mental.

17/04/2026

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é classificado como um transtorno de ansiedade e se caracteriza por preocupação excessiva, persistente e difícil de controlar, presente na maioria dos dias por pelo menos seis meses, conforme o DSM-5. Diferente da ansiedade adaptativa, que surge diante de situações específicas, no TAG a apreensão é difusa e pode envolver diferentes áreas da vida, como trabalho, saúde, finanças e relações.

Do ponto de vista clínico, essa preocupação constante costuma funcionar como uma tentativa de antecipar problemas e reduzir incertezas. No entanto, esse padrão mantém o indivíduo em estado contínuo de alerta, reforçando o ciclo de ansiedade. É comum que esse quadro se desenvolva a partir da interação entre fatores predisponentes (como traços de personalidade e histórico familiar) e contextos de estresse prolongado ou alta exigência.

Em relação ao tratamento, a psicoterapia baseada em evidências oferece recursos consistentes para manejo e redução dos sintomas, com bons resultados na melhora da qualidade de vida. Em alguns casos, a avaliação médica para uso de medicação pode ser indicada, especialmente quando há prejuízo significativo no funcionamento. Praticar atividades físicas regularmente, utilizar técnicas de relaxamento, ter sono de qualidade, alimentação e hidratação adequadas potencializam a regulação emocional.

O TAG não é definida como um transtorno “com cura” no sentido tradicional, mas possui prognóstico favorável quando tratada adequadamente. Com acompanhamento, é possível reduzir significativamente os sintomas, ampliar o repertório de enfrentamento e retomar uma relação mais funcional com as próprias preocupações.

Quando a ansiedade deixa de ser um sinal de adaptação e passa a limitar a vida, ela deixa de ser apenas um traço e passa a ser um ponto de cuidado.

13/01/2026

O quinto ano do Projeto Cuidando de Quem Cuida, desenvolvido em parceria com a ONG CIVE, reafirma o compromisso contínuo com o suporte psicológico a familiares, tutores e profissionais que se dedicam ao cuidado de pessoas com deficiência. Ao longo dessa trajetória, a iniciativa tem se consolidado como um espaço de acolhimento, fortalecimento emocional e construção de estratégias para enfrentar, de forma mais saudável, os desafios cotidianos do cuidado. Além do atendimento psicológico oferecido às funcionárias, membros da diretoria, pais e responsáveis pelas pessoas atendidas e voluntários da instituição, o projeto também disponibiliza, conforme a agenda e a proposta de cada período, vagas para supervisão de estágio a graduandos em Psicologia, contribuindo para a formação ética, técnica e humanizada de novos profissionais.

Cuidar de uma pessoa com deficiência envolve demandas intensas e prolongadas, frequentemente associadas à sobrecarga emocional e física, ao estresse crônico diante das incertezas do futuro e à ansiedade relacionada às responsabilidades permanentes. Esse contexto pode favorecer o isolamento social, sentimentos de culpa, autocrítica e o chamado luto simbólico — decorrente da necessidade de adaptação a uma realidade diferente da inicialmente imaginada. Conflitos familiares, negligência das próprias necessidades e fadiga de compaixão também são recorrentes, comprometendo o equilíbrio emocional e a qualidade de vida de quem cuida.

Reconhecer essas experiências é um passo essencial para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento mais adaptativas e para a prevenção do esgotamento. Investir no próprio bem-estar não representa um ato de egoísmo, mas uma condição fundamental para que o cuidado seja mais leve, ético e sustentável, promovendo benefícios tanto para quem cuida quanto para quem é cuidado.

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Santa Paula
São Caetano Do Sul, SP
09541-270

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