Dr. Enrico Zanon

Dr. Enrico Zanon Ortopedia, Traumatologia, Medicina Esportiva e Reabilitação

Olhe para os desafios como uma oportunidade de evoluir.
05/12/2016

Olhe para os desafios como uma oportunidade de evoluir.




RabdomióliseAs modalidades de corrida que abrangem as longas distâncias, tais como as maratonas, ultramaratonas, corrida...
23/11/2016

Rabdomiólise
As modalidades de corrida que abrangem as longas distâncias, tais como as maratonas, ultramaratonas, corridas de montanha e corridas de aventura tem crescido de forma acelerada em nosso meio. Muitos dos praticantes destas modalidades estabelecem metas de rendimento a prazos curtos e com preparos inadequados para disputarem competições.

Provas duradouras exigem uma longa base de aprendizado técnico, periodização de treinamento adequado e apoio nutricional, dentre outros cuidados.

As complicações clínicas decorrentes do excesso de atividade muscular em condições adversas podem ser preocupantes e muitas vezes graves para a vida do esportista.

A Rabdomiólise (RM) é uma síndrome caracterizada por uma destruição das fibras musculares esqueléticas e que resulta na liberação dos constituintes intracelulares das fibras para a circulação sanguínea.

Os elementos liberados para o sangue são os eletrólitos (sódio, potássio, cálcio, fosfatos, uratos), as mioglobinas (proteínas transportadoras e armazenadoras de oxigênio intracelular nos músculos), e as proteínas do músculo como a creatinoquinase (CK) e a aspartato aminotransferase (TGP). A quantidade de mioglobina e de CK no sangue representam uma medida do grau de lesão muscular causada pela RM.

A rabdomiólise apresenta gravidades variáveis e dependentes da massa muscular comprometida e pode causar complicações para o sistema renal, pois o excesso de mioglobina leva à obstrução dos túbulos renais, causando isquemia e lesão tubular, culminando com uma insuficiência renal aguda. A insuficiência renal aguda é uma das complicações relativamente frequentes da RM e em casos raros, pode até mesmo levar à morte.

Os sinais e sintomas da Rabdomiólise são:

- cor da urina escura, vermelho ou cor de coca-cola (mioglobinúria);
- redução do volume de urina;
- fadiga, dores musculares e fraqueza generalizada;
- rigidez muscular e dores articulares;
- dosagem de enzimas musculares elevadas no sangue (CK muito elevado);
- desequilíbrio dos eletrólitos no sangue mais frequente: potássio elevado (hipercalemia), fosfato elevado (hiperfosfatemia), cálcio baixo (hipocalcemia), - ácido úrico elevado (hiperuricemia).

O exercício físico extenuante e prolongado é descrito como um dos fatores desencadeantes da rabdomiólise e está relacionado às condições climáticas desfavoráveis, como temperaturas muito baixas ou nas altas temperaturas com alta umidade, associadas a hidratação e reposição de eletrólitos inadequadas.

Há muitas outras causas relacionadas ao aparecimento da rabdomiólise, tais como:

- traumatismo muscular direto, lesões por esmagamento, quedas e acidentes;
- síndrome compartimental aguda dos membros inferiores após fraturas;
- queimaduras graves e extensas, lesões por choques elétricos ou raios;
- infecções virais: vírus da gripe A e B, Coxsackie, vírus Epstein-Barr, Herpes;
- simplex, parainfluenza, adenovírus, Echovirus, HIV e citomegalovírus;
- infecções bacterianas que podem causar septicemia e acúmulo de toxinas nos músculos;
- convulsões;
- estado de coma, com tempo de compressão muscular prolongado, causado pelo estado de inconsciência devido a uma doença, alcoolismo, medicamentos ou overdose de dr**as (co***na e anfetaminas);
- imobilizações prolongadas;
- picadas de insetos e venenos de cobra, pois liberam enzimas chamadas de proteases e fosfolipases, podendo causar hemólise (destruição de glóbulos vermelhos), lesão muscular e necrose de tecidos;
- doenças endócrinas como a diabetes, o hipotireoidismo e o hiperaldosteronismo;
- doenças genéticas, como deficiências congênitas das enzimas musculares (deficiências enzimáticas mitocondriais) e a distrofia muscular;
- doenças autoimunes: polimiosite e a dermatomiosite.

Atenção redobrada durante as atividades físicas intensas e de longa duração. (SBRATE)

Você vai colher o que plantar!
21/11/2016

Você vai colher o que plantar!

Aproveite os obstáculos do dia a dia para evoluir.
11/11/2016

Aproveite os obstáculos do dia a dia para evoluir.

Tratamento conservador das lesões parciais e completas do manguito rotadorAs lesões degenerativas e traumáticas que afet...
08/11/2016

Tratamento conservador das lesões parciais e completas do manguito rotador

As lesões degenerativas e traumáticas que afetam o manguito rotador (MR) estão entre as mais frequentes causas de dor no ombro, merecendo uma atenção cada vez maior no diagnóstico e tratamento, sendo considerada hoje patologia que exige equipe multidisciplinar. Ultimamente, a medicina permitiu um significativo aumento da expectativa média de vida. Além disso, os indivíduos desejam também viver com qualidade de vida, livres de dores do sistema musculoesquelético, a ponto de permitir a realização de ampla gama de atividades esportivas e outras. A importância de uma articulação do ombro com normalidade funcional assumiu importância maior do que se supõe. O MR atua para estabilizar dinamicamente e equilibrar a cabeça do úmero em relação a glenoideo, enquanto que o grupo muscular axial (deltoide e peitoral maior, etc.) age para mover o úmero: a ruptura do MR pode levar facilmente à perda da função do ombro em variados graus. ((A patologia do MR pode ser classificada em 03 estágios: I) edema, inflamação e hemorragia da bursa e dos tendões do MR, ocorrendo principalmente em jovens; II) espessamento da bursa e fibrose dos tendões, ocorrendo em indivíduos entre 25 e 40 anos; III) ruptura completa do MR, associada com alterações ósseas da cabeça do úmero e do acrômio, ocorrendo em indivíduos acima de 40 anos. Estas rupturas também se classificam quanto à espessura do tendão envolvido (parcial articular, parcial intra-tendínea, parcial bursal, e total), quanto à etiologia (degenerativa ou traumática). Quanto ao tamanho, a ruptura pode ser pequena (menor que 1,0 cm), média (menor que 3,0 cm), grande (menor que 5,0 cm) ou maciça (maior que 5,0 cm). O tratamento conservador das rupturas completas do MR pode ser bem sucedido em pacientes sedentários e/ou idosos; porém, o reparo cirúrgico do MR, seja por via aberta ou artroscópica, é a melhor conduta para os indivíduos ativos ou nos casos de dor e fraqueza muscular persistente e evolutiva. Sabe-se que a cicatrização espontânea do tendão do MR é incomum, devido à retração das extremidades rotas. Todavia, em rupturas parciais pequenas, observa-se proliferação vascular e granulação local; estes achados apoiam a possibilidade de eventual cicatrização espontânea. Foi constatado que o período de tratamento entre pacientes submetidos à artroscopia e à conduta conservadora era de mesma duração. Alguns autores defendem que a lesão do MR pode ser tratada conservadoramente através de um programa de exercícios supervisionados com base em controle ecográfico, porém apresentaram escassa casuística.

Outros autores relataram resultados satisfatórios com tratamento conservador em pacientes com ruptura completa do supraespinhal quando o infraespinhal era normal. Outro comparou dois grupos de pacientes (com exercícios e sem exercícios) e concluiu que o tratamento com exercícios foi eficaz para aumentar a função do ombro.


Epicondilite Lateral (“cotovelo do tenista”)A epicondilite lateral é uma causa frequente de dor no cotovelo e afeta de 1...
04/11/2016

Epicondilite Lateral (“cotovelo do tenista”)

A epicondilite lateral é uma causa frequente de dor no cotovelo e afeta de 1 a 3% da população adulta anualmente.
Atualmente, está claro que a epicondilite lateral é uma afecção degenerativa que compromete os tendões extensores originários do epicôndilo lateral, com extensão pouco frequente à articulação. Estudos histopatológicos caracterizam essa afecção não como uma condição inflamatória e sim como uma tendinose, com resposta fibroblástica e vascular, denominada degeneração angiofibroblástica da epicondilite.

Apesar da descrição clássica relacionada à prática esportiva do tênis, apenas 5 a 10% dos pacientes que apresentam a epicondilite praticam este esporte. Sendo assim, a tendinose do cotovelo é mais comum em não atletas, com acometimento semelhante em ambos os sexos e com mais frequência no braço dominante. Além dos tenistas, pode ocorrer em outros esportes e também está relacionada a atividades laborativas variadas. A epicondilite lateral ocorre inicialmente por microlesões na origem da musculatura extensora do antebraço, sendo mais frequente o acometimento do tendão extensor radial curto do carpo (ERCC), que se localiza abaixo do extensor radial longo do carpo (ERLC).

O diagnóstico é feito, basicamente, observando-se a história do paciente e o exame clínico. A queixa principal é a dor na região do epicôndilo lateral estendendo-se ao dorso do antebraço e a incapacidade para a prática esportiva, atividades laborativas e da vida diária.

A radiografia é um exame dispensável na apresentação inicial de paciente com diagnóstico clínico de epicondilite lateral. A ultrassonografia do cotovelo é um exame auxiliar simples para avaliação das partes moles, que podem apresentar alterações no caso da epicondilite. A ressonância magnética é um exame cada vez mais utilizado nos casos refratários ao tratamento incruento da epicondilite, pois auxilia na exclusão de outras patologias e também pode influenciar na técnica cirúrgica a ser empregada para o tratamento dessa tendinose.

O controle da dor será o objetivo principal do tratamento inicial através do repouso relativo, que pode ser definido não como a abstenção da atividade, mas sim como controle do excesso.
Em relação à prática esportiva, a técnica correta irá permitir um melhor desempenho e a prevenção de lesões. Os esportes relacionados à epicondilite lateral ou medial incluem, entre outros, tênis, golfe, esportes que utilizam raquetes em geral, natação e levantamento de peso.
As atividades laborativas, tais como carpintaria e outras atividades que utilizam a mão com frequência, como digitadores, também estão relacionadas à epicondilite.

O uso de AINH, crioterapia, ultrassom e laser são adjuvantes para obtermos analgesia.
A infiltração com corticosteroide pode ser indicada nos casos em que, apesar do tratamento fisioterápico instituído, não há melhora da dor, impossibilitando, desta forma, que o paciente inicie os exercícios de reabilitação.
Independentemente do tratamento instituído, uma vez que se tenha conseguido o controle da dor, o paciente iniciará o alongamento e o ganho da amplitude articular do punho e cotovelo, seguido de exercícios isométricos e isocinéticos. Não existindo dor, inicia-se o processo de reforço muscular.

Os pacientes que se submeteram à reabilitação correta por um período não inferior a nove meses sem que a dor fosse controlada são candidatos à cirurgia, principalmente se o tratamento incruento realizado incluiu três ou mais infiltrações sem sucesso e quando o processo é um fator de limitação das atividades da vida diária.


CrioterapiaA crioterapia é uma modalidade terapêutica frequentemente utilizadano tratamento de lesões musculoesquelética...
01/11/2016

Crioterapia

A crioterapia é uma modalidade terapêutica frequentemente utilizada
no tratamento de lesões musculoesqueléticas agudas. Traumas
Moderados e graves nos tecidos moles estão presentes na maior parte
Das lesões causadas por esportes recreacionais e competitivos. O
Tecido muscular esquelético é o mais afetado nesses tipos de traumas e
A maior incidência de lesões musculares em humanos é decorrente, principalmente,
De contusões produzidas por mecanismo de impacto.
A lesão muscular é caracterizada por uma serie de fatores, tais como.
Desorganização das mio fibrilas, ruptura de mitocôndria e reticulo sarcoplasmático,
Interrupção da continuidade do sarcolema, autodigestão
E necrose celular além de disfunção microvascular progressiva e
Inflamação local.
Apesar do insulto primário não poder ser influenciado terapeuticamente,
o crescimento secundário da lesão pode ser amenizado
com certas intervenções, tais como frio local, imobilização temporária, administração de dr**as analgésicas e anti-inflamatórias. Há evidencias de que a crioterapia produz efeitos analgésicos e promove a restauração estrutural e funcional, o que favorece o processo de reabilitação. Dessa forma, a crioterapia local pode facilitar a recuperação
de tais lesões, sendo que a vasoconstrição induzida pelo frio reduz
a formação de edemas, bem como a intensidade do dano celular
local, por meio da redução do quadro hemorrágico e das demandas
metabólicas no tecido lesado.
(Rev Bras Med Esporte)


Cuide-se, seu corpo retribui.
24/10/2016

Cuide-se, seu corpo retribui.



ESPONDILOLISTESEA lombalgia é bastante frequente em atletas, com uma prevalência estimada em até 45%, enquanto em não at...
19/10/2016

ESPONDILOLISTESE

A lombalgia é bastante frequente em atletas, com uma prevalência estimada em até 45%, enquanto em não atletas a prevalência é de 18%. Os atletas, em sua maioria, apresentam lombalgia mecânica secundária à contratura muscular e às lesões ligamentares. Nos adultos, as principais causas de dor são herniação discal, fratura de corpo vertebral, estenose de canal vertebral e doenças degenerativas. Nos pacientes jovens, embora a maior causa de lombalgia seja de origem muscular, alguns aspectos clínicos devem chamar atenção, como dor noturna, dor após trauma, dor a hiperextensão, presença de ponto doloroso específico ou qualquer achado neurológico. Em adolescentes, o desbalanço muscular, a ossificação incompleta da pars articular e os treinos inadequados são os fatores de risco envolvidos no desenvolvimento de lesões na coluna. Nesses jovens atletas, a alteração estrutural mais comum é espondilólise, ou seja, fratura da pars articular. A espondilólise é responsável por 47% das dores lombares nesta população, enquanto nos adultos esse diagnóstico aparece em apenas 5% dos casos. Os atletas com maior risco de desenvolver espondilólise e espondilolistese são os que praticam atividades com movimentos repetitivos de extensão, flexão e rotação da coluna, como os praticantes de ginástica artística, patinação, jogadores de hóquei e futebol. A espondilólise pode ser assintomática, exceto na fase aguda da fratura. O paciente pode apresentar postura hiperlordótica, e a dor lombar pode ser reproduzida pela hiperextensão e rotação da coluna, manobra facilmente reprodutível e positiva. Após a espondilólise, há um aumento do risco de deslizamento anterior de uma vértebra sobre outra, chamada de espondilolistese. A fase de maior instabilidade é durante o pico de crescimento na adolescência. A espondilolistese é classificada em cinco graus, sendo grau I quando há 25% de escorregamento, grau II 50%, grau III 75%, grau IV 100%, e o grau V, também chamado de espondiloptose, quando ocorre o deslizamento total de uma vertebra sobre a outra. A sintomatologia depende do grau de deslizamento e pode variar desde um paciente assintomático até lombalgia com sintomas neurológicos associados. É fundamental prevenir a lesão nos jovens atletas. Isso deve ser feito revertendo os fatores de risco, como encurtamentos e desbalanços musculares, e técnicas incorretas durante o treino. Deve-se considerar também, como fator de risco, uma mudança abrupta no volume de treino durante a fase de pico de crescimento. A investigação da espondilólise por imagem deve ser feita com solicitação de uma radiografia simples em três posições, que evidencia o defeito na pars interarticular (sinal do scotty dog), porém com baixa sensibilidade. A tomografia computadorizada (TC) é o padrão ouro para o diagnóstico. A realização de cintilografia óssea é recomendada para os pacientes com lombalgia, pois apresenta alta sensibilidade. A TC pode ser indicada quando a cintilografia é positiva para definir se a etiologia da hipercaptação representa fratura da pars articular, ou reação de estresse ósseo, e ajuda a definir o grau e a cronicidade da fratura. A ressonância nuclear magnética (RNM) é menos sensível que a TC para avaliar a lesão óssea, porém pode contribuir para avaliar se a lesão é aguda quando identifica edema local. Quando há a suspeita de espondilolistese, indica-se a realização de RNM ou de TC para avaliar estenose do canal e forame vertebral. O tratamento da espondilolistese é controverso. Modalidades terapêuticas incluem repouso e às vezes coletes ortopédicos, com o objetivo de evitar a hiperextensão da coluna. A artrodese cirúrgica é indicada para dor refratária ao tratamento conservador ou em espondilolistese de alto grau (deslizamento maior que 50%), principalmente em crianças ou adolescentes em fase de crescimento, devido ao risco de progressão e lesão neurológica.

Espera-se que os atletas jovens possam voltar à atividade desportiva após o tratamento bem-sucedido, mesmo nos casos em que o tratamento cirúrgico foi necessário, com a exceção dos esportes de colisão. Portanto, em um adolescente atleta, é sempre importante valorizar e investigar a queixa de lombalgia crônica, pois esse sintoma pode ser um marcador de lesão estrutural, que pode ser definitiva e trazer perda funcional irreversível.



Parabéns a todos que cuidam da nossa saúde com amor e carinho.
18/10/2016

Parabéns a todos que cuidam da nossa saúde com amor e carinho.

Faça a diferença, você nasceu para vencer.
14/10/2016

Faça a diferença, você nasceu para vencer.

Invista em uma vida com mais bem estar.
10/10/2016

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São Caetano Do Sul, SP
09531-190

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