Psicóloga Carla Fernanda Simão

Psicóloga Carla Fernanda Simão Atendimento psicológico de orientação psicanalítica direcionada à crianças, jovens e adultos.

Psicanalista em formação, especialista clínica em dependências , orientação à família, psicossomática e psicopatologia.

💜 Muitas pessoas aprendem, desde muito cedo, que precisam ser úteis para serem amadas.Então escutam, acolhem, resolvem, ...
22/05/2026

💜 Muitas pessoas aprendem, desde muito cedo, que precisam ser úteis para serem amadas.

Então escutam, acolhem, resolvem, ajudam, salvam.
Estão sempre disponíveis. Sempre fortes. Sempre prontas para cuidar do outro.

Mas, por trás dessa necessidade constante de “dar conta”, às vezes existe um medo profundo: o medo de não serem escolhidas quando param de servir.

Algumas formas de cuidado também podem nascer do desamparo. Como se, inconscientemente, fosse preciso merecer afeto o tempo inteiro para não ser abandonada.

E é aí que muitas pessoas passam a viver para preencher dores externas… enquanto tentam fugir dos próprios vazios internos.

Porque olhar para a própria solidão exige coragem.
Exige silêncio.
Exige contato consigo.

Só que ninguém se encontra vivendo apenas para sustentar os outros.

Amadurecer emocionalmente também passa por perceber que você não precisa se sacrif**ar para ter valor. Não precisa salvar todo mundo para merecer amor.

Você pode continuar sendo afetiva, cuidadosa e presente.
Mas sem abandonar a si mesma no processo.

Ser inteiro é diferente de ser indispensável. ☺️

💜 Em tempos onde tudo parece rápido, intenso e descartável, a disponibilidade afetiva começou, aos poucos, a ser confund...
20/05/2026

💜 Em tempos onde tudo parece rápido, intenso e descartável, a disponibilidade afetiva começou, aos poucos, a ser confundida com falta de valor.

Demonstrar interesse virou “emocionar demais”.
Responder com carinho parece excesso.
Estar presente demais parece diminuir o encanto.

Enquanto isso, a distância, a frieza e a ambiguidade passaram a ser interpretadas como algo misterioso, desejável… quase mais valioso.

Mas será que isso é amor — ou apenas ansiedade emocional?

Relações emocionalmente indisponíveis costumam alimentar fantasia, idealização e insegurança. E, muitas vezes, o que chamamos de “paixão intensa” nasce justamente da instabilidade e da falta.

O outro não se entrega totalmente, e o psiquismo tenta preencher os espaços vazios com expectativa, interpretação e desejo.

Por isso algumas relações confundem tanto:
não existe presença suficiente para trazer segurança, mas existe ausência suficiente para gerar obsessão.

E pouco a pouco, muitas pessoas passaram a associar intensidade com sofrimento emocional.

Mas afeto não deveria ser um jogo constante de dúvida.
Amor saudável não precisa desaparecer para parecer valioso.

Talvez maturidade emocional também seja reaprender que reciprocidade não tira o encanto.
Segurança emocional não deveria parecer tédio.
E presença não deveria assustar. 🤗

🤐 Muitas vezes, aquilo que buscamos na “última conversa” não é exatamente entendimento.É alívio.Alívio para a dor da rej...
19/05/2026

🤐 Muitas vezes, aquilo que buscamos na “última conversa” não é exatamente entendimento.
É alívio.

Alívio para a dor da rejeição.
Para a angústia do abandono.
Para a sensação difícil de algo que terminou sem respostas claras.

Existe uma esperança silenciosa de que o outro diga algo que finalmente organize tudo dentro de nós. Como se uma explicação pudesse diminuir o vazio ou encerrar a dor.

Mas, na vida psíquica, nem sempre existe fechamento perfeito.

Na psicanálise, entendemos que alguns sofrimentos permanecem justamente porque ainda não conseguimos simbolizar a perda. E insistir em respostas pode, às vezes, ser uma tentativa de continuar ligado àquilo que já acabou.

O mais difícil não é apenas perder alguém.
É sustentar o que ficou sem explicação, sem acordo, sem conclusão.

Porque existem finais que não terminam com clareza.
Terminam com silêncio.

E amadurecer emocionalmente também passa por aprender que nem tudo será completamente entendido. Algumas dores precisam menos de respostas externas e mais de elaboração interna.

Talvez seguir em frente não seja entender tudo o que aconteceu.
Talvez seja conseguir viver, aos poucos, com aquilo que ficou em aberto. 💜

18/05/2026

😫 Quantas vezes um pequeno erro já foi suficiente para despertar uma autocrítica enorme dentro de você?

Na psicanálise, chamamos de superego essa instância interna que cobra, critica e, muitas vezes, transforma falhas humanas em grandes acusações contra nós mesmos.

Um esquecimento, um atraso, uma desorganização momentânea… e logo surgem pensamentos duros:
“Como você pôde fazer isso?”
“Você deveria ter feito melhor.”
“Você nunca consegue.”

Mas talvez amadurecer emocionalmente também tenha relação com aprender a olhar para si sem tanta rigidez.

Errar não precisa ser sinônimo de fracasso.
Pode ser apenas um convite à consciência, ao ajuste e ao cuidado consigo mesmo.

Quando o ego está mais fortalecido, conseguimos reconhecer nossas limitações sem transformar isso em punição.

Nem toda falha precisa virar sofrimento.
Às vezes, ela só precisa de compreensão e reorganização — sem tirania interna. 💜

💔 Existe um tipo de luto que quase ninguém valida:o luto por uma relação que nunca chegou, de fato, a existir.Não houve ...
14/05/2026

💔 Existe um tipo de luto que quase ninguém valida:
o luto por uma relação que nunca chegou, de fato, a existir.

Não houve um namoro assumido.
Talvez não tenha existido um “fim” oficial.
Mas existiram expectativas, investimento emocional, fantasias, conversas, esperança… e, principalmente, afeto.

E quando isso se rompe, a dor também é real.

O sofrimento não nasce apenas da perda concreta, mas também da perda daquilo que imaginamos viver. Muitas vezes, o que dói não é apenas a ausência da pessoa, mas o futuro que foi criado internamente ao redor dela.

É difícil elaborar algo que nunca teve nome.
Porque o coração sente, mas a mente tenta invalidar:
“Nem era um relacionamento.”
“Eu nem deveria estar sofrendo assim.”

Mas sentir não depende de contratos.
Depende de vínculo.

Relações indefinidas costumam deixar marcas profundas justamente porque permanecem abertas dentro de nós. Sem fechamento, sem resposta, sem clareza. E o psiquismo tenta voltar inúmeras vezes ao mesmo lugar, buscando entender o que faltou, o que poderia ter sido ou o que deu errado.

Superar esse tipo de dor não signif**a fingir que não importou.
Signif**a reconhecer que houve afeto ali — mesmo que incompleto.

Alguns lutos precisam menos de explicações e mais de acolhimento. 💜

E, às vezes, seguir em frente começa quando você para de perguntar “o que eu poderia ter feito?” e começa a olhar com mais carinho para aquilo que você sentiu… e para aquilo que merece viver de forma inteira daqui pra frente. ☺️

💜 Às vezes, aquilo que chamamos de amor também carrega projeções, faltas, idealizações e partes nossas que ainda não con...
12/05/2026

💜 Às vezes, aquilo que chamamos de amor também carrega projeções, faltas, idealizações e partes nossas que ainda não conhecemos completamente.

Na perspectiva da psicanálise e também dos estudos de Carl Jung, muitos vínculos despertam conteúdos internos profundos. Não é apenas sobre o outro, mas sobre aquilo que a relação ativa dentro de nós.

Por isso, algumas conexões parecem tão intensas, quase magnéticas.
Elas tocam desejos antigos, feridas, expectativas e imagens inconscientes que, muitas vezes, ainda buscamos integrar.

O problema não está em sentir. Sentir faz parte da experiência humana.
Mas quando colocamos no outro a tarefa de preencher vazios internos, o amor pode acabar se confundindo com necessidade, idealização ou dependência emocional.

E talvez o caminho mais importante não seja apenas perguntar:
“Por que essa pessoa mexe tanto comigo?”

Mas também:
“O que essa relação revela sobre mim?”

Porque nem todo encontro vem para completar.
Alguns vêm para conscientizar.

E quando olhamos para isso com mais profundidade, o amor deixa de ser apenas busca… e passa a ser também autoconhecimento. 🥰

10/05/2026

Hoje celebramos quem acolhe, cuida, sustenta e ama das mais diferentes formas. 💜

Ser mãe também é presença, afeto, escuta, tentativa, aprendizado e entrega cotidiana.
Que este dia possa ser vivido com carinho, leveza e reconhecimento por todas as histórias que existem dentro da maternidade.

Feliz Dia das Mães 🌷✨

❤️‍🩹 Às vezes, aquilo que o mundo chamou de “maturidade” era apenas uma forma de sobrevivência.Muitas crianças aprendem ...
08/05/2026

❤️‍🩹 Às vezes, aquilo que o mundo chamou de “maturidade” era apenas uma forma de sobrevivência.

Muitas crianças aprendem cedo demais a observar o ambiente, perceber o humor dos outros, evitar conflitos, agradar, se adaptar… não porque queriam, mas porque sentir parecia perigoso demais.

Então elas silenciam partes de si para manter vínculos.
Trocam espontaneidade por controle.
Necessidades por desempenho.
Afeto por adaptação.

E, na vida adulta, isso pode aparecer em pessoas extremamente funcionais — responsáveis, fortes, independentes — mas que carregam uma sensação difícil de explicar: a de não conseguirem descansar dentro de si mesmas.

O desamparo vivido na infância não desaparece apenas porque crescemos. Muitas vezes, ele continua ecoando nos excessos, na autocobrança, na dificuldade de pedir ajuda e até na sensação constante de vazio.

Porque quem precisou “dar conta sozinho” cedo demais, quase sempre aprendeu a sobreviver… antes mesmo de aprender a sentir.

E talvez o verdadeiro amadurecimento não esteja em suportar tudo sozinho, mas em perceber que acolher a própria vulnerabilidade também é uma forma de cuidado.

Nem toda dureza é força.
Às vezes, é apenas uma proteção antiga tentando não se quebrar novamente.

😔 Existem relações que não acabam… mas também não começam de verdade.Ficam nesse “entre”: próximas o suficiente para env...
07/05/2026

😔 Existem relações que não acabam… mas também não começam de verdade.

Ficam nesse “entre”: próximas o suficiente para envolver, distantes o bastante para não se comprometer. E é justamente nesse espaço indefinido que, muitas vezes, nasce um tipo de sofrimento silencioso.

Na psicanálise, entendemos o quanto o ser humano precisa nomear, dar sentido, simbolizar o que vive. Quando uma relação não tem lugar — não é assumida, não é encerrada, não é clara — algo dentro de nós f**a em suspensão também.

E então surge o cansaço emocional.

A mente entra em estado de alerta: tentando interpretar mensagens, decifrar silêncios, buscar sinais onde talvez só exista ausência de definição. É como se o outro nunca estivesse totalmente presente… mas também nunca fosse embora.

E isso pode doer mais do que um “não” claro.

Porque a rejeição, por mais difícil que seja, encerra. Já a ambiguidade mantém aberto. Mantém a expectativa viva. Mantém o investimento emocional girando sem direção.

Por isso, mais do que entender o outro, talvez valha um olhar gentil para si:

O que você tem sustentado mesmo sem retorno claro?
O que te prende nesse “quase”?
E o que você merece viver que seja, de fato, inteiro?

Nem todo vínculo precisa continuar só porque não terminou.
Às vezes, cuidar de si também é escolher sair do que nunca se define. 🥰💜

✨ A “grama do vizinho” nunca foi tão verde...Na era digital, somos constantemente atravessados por recortes da vida dos ...
05/05/2026

✨ A “grama do vizinho” nunca foi tão verde...

Na era digital, somos constantemente atravessados por recortes da vida dos outros: viagens, conquistas, relacionamentos “perfeitos”, rotinas produtivas… Mas, do ponto de vista psicanalítico, vale um lembrete importante: o que vemos é sempre uma construção, não a totalidade.

Quando nos comparamos o tempo todo, passamos a medir a nossa vida por uma régua que não nos pertence. E isso pode gerar uma sensação silenciosa de insuficiência — como se estivéssemos sempre atrás, sempre devendo algo.

Mas o que muitas vezes está por trás dessa comparação constante?

Um desejo de pertencimento.
Uma busca por reconhecimento.
Ou até tentativas inconscientes de validar o próprio valor.

O problema não é olhar para o outro. É se perder de si nesse processo.

Ao invés de de perguntar “por que a vida do outro parece melhor que a minha?”, talvez possamos nos perguntar:
“O que, na minha história, me faz sentir que nunca é suficiente?”

Nem toda grama precisa ser mais verde.
Às vezes, ela só precisa ser mais sua. 💜

04/05/2026

😫 A frustração incomoda — e não é por acaso.

Muitas vezes, ela aparece como algo que saiu do roteiro. Aquilo que foi planejado, esperado, idealizado não acontece como imaginávamos.
E o desconforto não vem só do resultado, mas do que isso toca dentro de nós.

Porque, no fundo, a frustração esbarra nos nossos desejos, nas nossas expectativas e, principalmente, na ideia de como as coisas deveriam ser.

Dentro da psicanálise, a frustração não é vista como uma inimiga. Ela pode ser um ponto de partida. Um convite para olhar com mais cuidado para os nossos ideais, para aquilo que estamos tentando sustentar — às vezes até além do que conseguimos.

Desde muito cedo tentamos burlar o “não”, a falta, o limite.
E, na vida adulta, ainda tentamos evitar esse encontro a qualquer custo.

E talvez valha se perguntar com mais gentileza:

O que você tem feito para não se frustrar?
O que você vem tentando controlar demais?
E o que, de alguma forma, parece sempre se repetir?

A frustração dói, desampara,
mas também pode abrir caminhos importantes de compreensão sobre si. 💜

Um psicólogo pode te ajudar 🛋️✨

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