Psicóloga Raquel Cardoso

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Uma meta-análise publicada na Clinical Psychology Review, que reuniu mais de 4.000 participantes, encontrou que níveis m...
17/04/2026

Uma meta-análise publicada na Clinical Psychology Review, que reuniu mais de 4.000 participantes, encontrou que níveis mais altos de autocompaixão estão associados a menores níveis de ansiedade, depressão e estresse, com correlações moderadas a fortes (r variando aproximadamente entre -0,47 e -0,54).

Ou seja… não é apenas sobre “se sentir melhor”.

É sobre como a sua mente regula emoções e responde às dificuldades.

A forma como você fala consigo pode intensificar o sofrimento…
ou pode se tornar um recurso para atravessá-lo.

E talvez não seja sobre se cobrar mais uma vez.
Mas sobre começar a construir uma nova forma de se tratar.

🎧 Episódio novo no ar no Compassivamente.

REFERÊNCIA
MacBeth, A., & Gumley, A. (2012).
Exploring compassion: A meta-analysis of the association between self-compassion and psychopathology.
Clinical Psychology Review, 32(6), 545–552.
https://doi.org/10.1016/j.cpr.2012.06.003

Quando falo sobre os impactos, falo com base em estudos, é importante repensar e colocar sua saúde como prioridade.Uma m...
17/04/2026

Quando falo sobre os impactos, falo com base em estudos, é importante repensar e colocar sua saúde como prioridade.

Uma meta-análise publicada na Clinical Psychology Review, que reuniu mais de 4.000 participantes, encontrou que níveis mais altos de autocompaixão estão associados a menores níveis de ansiedade, depressão e estresse, com correlações moderadas a fortes (r variando aproximadamente entre -0,47 e -0,54).

Ou seja… não é apenas sobre “se sentir melhor”. É sobre como a sua mente regula emoções e responde às dificuldades.

A forma como você fala consigo pode intensificar o sofrimento… ou pode se tornar um recurso para atravessá-lo.

E talvez não seja sobre se cobrar mais uma vez. Mas sobre começar a construir uma nova forma de se tratar.

🎧 Episódio 88 no ar no Compassivamente.

REFERÊNCIA
MacBeth, A., & Gumley, A. (2012).
Exploring compassion: A meta-analysis of the association between self-compassion and psychopathology.
Clinical Psychology Review, 32(6), 545–552.
https://doi.org/10.1016/j.cpr.2012.06.003

Às vezes, não é a situação que está distorcida.É a forma como estamos enxergando ela.Na Terapia Cognitivo-Comportamental...
17/03/2026

Às vezes, não é a situação que está distorcida.
É a forma como estamos enxergando ela.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente entende que não reagimos diretamente aos fatos, mas às interpretações que fazemos sobre eles.

E essas interpretações não surgem do nada.

Elas são influenciadas por:

– experiências passadas
– crenças que desenvolvemos ao longo da vida
– histórias que marcaram a forma como nos vemos e vemos o outro

É como se estivéssemos usando uma lente.

E quando essa lente está “embaçada” por medo, insegurança ou necessidade de controle…
situações neutras podem parecer ameaçadoras.

Um silêncio pode virar rejeição.
Um comportamento diferente pode virar desaprovação.
Um detalhe pode virar prova de que algo está errado.

E, a partir disso, surgem pensamentos que alimentam ansiedade, dúvida e tensão nas relações.

Não porque a realidade é assim.
Mas porque a lente está influenciando a forma como ela é percebida.

Compromisso não é fazer só quando dá vontade.É continuar mesmo quando a vontade vai embora.Porque ela vai.A motivação os...
27/02/2026

Compromisso não é fazer só quando dá vontade.
É continuar mesmo quando a vontade vai embora.

Porque ela vai.
A motivação oscila. O ânimo falha. O dia pesa.

Se você depende da vontade para agir, qualquer cansaço vira motivo para parar.
Mas compromisso é maior que o impulso do momento.

É escolher seguir na medida do possível.
É fazer o que dá, não o que seria perfeito.
É entender que constância não é intensidade, é repetição.

Não é sobre estar animado.
É sobre estar decidido.

Por que você não consegue se comprometer com uma mudança?Talvez não seja falta de força.Talvez você tenha criado metas q...
11/02/2026

Por que você não consegue se comprometer com uma mudança?

Talvez não seja falta de força.

Talvez você tenha criado metas que não cabem na sua vida real. Mudança precisa ser possível, não perfeita.

Talvez a escolha nem seja sua, mas baseada no que os outros valorizam. Sem conexão com seus próprios valores, não há sustentação.

Ou talvez você esteja esperando vontade para agir. Só que compromisso é continuar, mesmo nos dias sem motivação.

Mudança não exige radicalismo.

Exige clareza, gentileza com o processo e pés no chão.

Uma vida mais estávelnão nasce de grandes mudanças,mas de pequenas escolhas repetidastodos os dias.Escolhas simples. Pos...
09/02/2026

Uma vida mais estável
não nasce de grandes mudanças,
mas de pequenas escolhas repetidas
todos os dias.

Escolhas simples. Possíveis. Reais.
Voltar para o corpo. Respirar. Pausar um pouco.
Falar consigo com menos dureza.
Seguir, mesmo sem perfeição.

É assim que o cuidado se constrói.
No cotidiano. No pouco. No constante.

Se essa frase te lembra do que realmente sustenta, salva esse post para reler nos dias em que tudo parecer demais.

Aceitação significa reconhecer fatos que já existem, não aprová-los.Quando o cérebro luta contra o que não pode ser muda...
09/12/2025

Aceitação significa reconhecer fatos que já existem, não aprová-los.

Quando o cérebro luta contra o que não pode ser mudado, ele permanece preso em loops de frustração, ressentimento e autocobrança.

Aceitar é interromper o conflito interno para liberar energia emocional e cognitiva para o que realmente pode ser transformado.

Aceitação é movimento, não resignação.

Vivemos correndo, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, como se isso fosse sinal de valor. Mas será que é mesmo? Às vezes, ...
12/11/2025

Vivemos correndo, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, como se isso fosse sinal de valor. Mas será que é mesmo? Às vezes, o barulho das tarefas é só uma forma de fugir do que dói. Estar ocupado pode parecer produtividade, mas muitas vezes é distração. Quando foi a última vez que você simplesmente parou, respirou e se ouviu?

Quantas vezes você vive acreditando que há algo errado com você?Tentando ser bom o suficiente, se perde na pressa, na co...
10/11/2025

Quantas vezes você vive acreditando que há algo errado com você?
Tentando ser bom o suficiente, se perde na pressa, na comparação e acaba esquecendo de aproveitar o tempo o tempo de simplesmente ser.

A autocompaixão nos lembra de que não é preciso corresponder a todos os padrões para ter valor. Ela nos convida a olhar com mais suavidade para as próprias falhas, entender os limites e acolher o que sentimos, mesmo quando não é o ideal.

Quando paramos de lutar contra quem somos e aprendemos a estar presentes com o que existe em nós, descobrimos que o que parecia errado, na verdade, só precisava de cuidado.
E é nesse cuidado que o ser floresce com verdade e leveza.

É curioso como muitas pessoas oferecem cuidado, apoio e generosidade para familiares, amigos e colegas, mas negam isso a...
20/10/2025

É curioso como muitas pessoas oferecem cuidado, apoio e generosidade para familiares, amigos e colegas, mas negam isso a si mesmas.

A autocompaixão nos lembra de algo essencial: nós também fazemos parte da humanidade que merece acolhimento.

Não se trata de “deixar de cuidar dos outros”, mas de **incluir-se no círculo de cuidado**. Afinal, o cuidado que se oferece ao mundo ganha força quando também se volta para dentro.

*Germer & Neff (2019) – Teaching the Mindful Self-Compassion Program*

Endereço

Rua Claudionor Peri 86
São João De Meriti, RJ
25555831

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