Psicóloga Ana Laura Calhado Bottaro

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Psicóloga Ana Laura Calhado Bottaro Psicóloga, Psicanálise. Atendimento para casais, adultos e adolescentes. Especialista em Psicanálise Clínica. Pós graduanda em Sexualidade e Sexologia

Mas, muitas vezes, o que transforma nossa vida não é a quantidade, e sim a qualidade do que escolhemos, e como fazemos e...
07/08/2026

Mas, muitas vezes, o que transforma nossa vida não é a quantidade, e sim a qualidade do que escolhemos, e como fazemos essas escolhas. Atualmente vivemos em uma sociedade dos excessos que estimula a quantidade ao invés da qualidade. Que determina e estimula escolhas no impulso, já que temos que produzir e correr o tempo todo. Afinal, existe uma promessa silenciosa por trás de muitos excessos: se você não tiver, não acompanhar, não produzir, não consumir, não alcançar… ficará de fora.

A qualidade das nossas escolhas costuma definir a qualidade da nossa vida. A maturidade não está em escolher mais, mas em escolher melhor. Relações que acolhem, conversas que fazem pensar, refletir e expandir nossos “horizontes mentais”.

Quando deixamos de buscar quantidade e passamos a sustentar escolhas com sentido, com qualidade, algo muda na forma como nos relacionamos com a vida, com outro e com a gente.

Afinal, uma vida significativa não se mede pelo quanto acumulamos, mas pela qualidade dos vínculos, das experiências, das relações e das decisões que construímos ao longo do caminho!
Uma escolha pode ser admirada por muitos e não fazer sentido para você. Por isso, talvez amadurecer também seja construir os próprios critérios…

O que determina a qualidade das suas escolhas? E quais critérios você tem usado para escolher as coisas de qualidade pra você?

No dia 16 de maio, completei meus 30 anos. E acho que, aos trinta, existe uma certa tendência a pensar: “Bom, e agora?”T...
07/06/2026

No dia 16 de maio, completei meus 30 anos. E acho que, aos trinta, existe uma certa tendência a pensar: “Bom, e agora?”

Talvez essa seja uma pergunta que nos acompanha ao longo de toda a vida. A diferença é que, conforme o tempo passa, muda a forma como nos questionamos e até a resposta. Afinal, nós mudamos.

À medida que crescemos, a pergunta pode continuar sendo a mesma, mas o modo de olhar para ela se transforma ano após ano. O que antes poderia surgir como preocupação, hoje talvez apareça como reflexão, mais sobre o que precisamos aprender do que precisamos cumprir.

Penso que existe algo muito humano na busca incessante por respostas. Como se precisássemos preencher todas as lacunas, nomear todos os sentimentos e antecipar todos os caminhos. Mas a vida raramente se organiza dessa forma. Ufa!

Talvez o amadurecimento emocional tenha menos relação com encontrar respostas definitivas e mais com aprender a sustentar algumas perguntas, tolerar as incertezas, reconhecer nossos limites e compreender que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente. Hoje, entendo mais sobre meus sentimentos, meus mecanismos internos e meus limites… Um viva para a psicanálise, e o tempo - e de análise! rsrs
Porque algumas “respostas” vem com o tempo, com o amadurecimento.

Talvez precisamos nos lembrar que a vida não acontece quando finalmente entendemos tudo. Ela acontece enquanto crescemos emocionalmente, enquanto nos tornamos mais gentis com nós mesmos, enquanto aprendemos a nos cobrar menos e a confiar mais.

E então talvez seja justamente nesse espaço entre a pergunta e a resposta que a vida, de fato, acontece ❤️.
E se hoje me perguntassem o que faz a vida valer a pena, eu não responderia com conquistas ou certezas. Responderia com nomes, histórias, abraços e amores.

Muitas vezes esperamos que o outro cure nossas inseguranças e, quase de forma mágica, alivie nossos medos e nos faça sen...
22/03/2026

Muitas vezes esperamos que o outro cure nossas inseguranças e, quase de forma mágica, alivie nossos medos e nos faça sentir suficientes e especiais o tempo todo.

Mas quando o amor vira uma tentativa de preencher nossas faltas, o relacionamento começa a carregar um peso…E um peso impossível!

Nenhum relacionamento consegue reparar tudo aquilo que ainda dói dentro de nós, (nossos traumas e faltas infantis).

Talvez, ainda estamos presos a uma ideia muito antiga: o mito da “metade da laranja”, conhecido como mito do andrógino, ou mito de Aristófanes. No mito, ele conta que um dia fomos inteiros e, desde então, buscamos alguém que nos complete e nos faça felizes.

A ideia é bonita… mas perigosa. 🏹

Quando tentamos colocar o outro nesse lugar de completude da nossa vida o amor facilmente se transforma em cobrança, dependência e ciúmes… Então não vejo o outro, somente a mim mesmo. Assim, o outro tem que nos completar, e nunca falhar.

Mas amar não é isso. Amar é se relacionar sendo dois sujeitos, sem exigir que o outro resolva tudo aquilo que é do nosso próprio trabalho emocional e que se constrói na análise, dentro de nós.

Por isso, é a nossa tarefa nos amar exatamente como somos e como precisamos, e cuidar daquela criança que fomos e principalmente do adulto que somos hoje.

Uma reflexão: Você se relaciona com quem o outro é… ou com o que espera que ele preencha em você? 💘

Superproteger pode até parecer amor… Mas impedir o outro de enfrentar suas próprias responsabilidades também pode enfraq...
11/03/2026

Superproteger pode até parecer amor… Mas impedir o outro de enfrentar suas próprias responsabilidades também pode enfraquecer sua capacidade de suportar a dor e, consequentemente, de lidar com a própria vida e se tornar sujeito de si mesmo.

Vamos combinar? :A vida é cheia de frustrações. Aliás, costumo brincar que ela se parece mais com uma “madrastra” dos filmes infantis do que com uma mãe sempre boazinha 😅.

Para a psicanálise, essas frustrações têm uma função importante. Lacan nos diz que o sujeito se constitui na falta, quando ele faz essa colocação ele aponta que é justamente no encontro com aquilo que nos falta, com limites, frustrações e responsabilidades que vamos nos tornando sujeitos da nossa própria vida.

Por isso, também crescemos quando nossos pais deixam de nos poupar de tudo. Quando deixam de tentar nos salvar da vida… Se tudo fosse plenamente satisfeito, não haveria desejo. E, sem desejo, a vida psíquica empobrece. A falta, a responsabilidade e a frustração não é algo para evitar, pois é parte do que nos faz crescer emocionalmente em várias áreas da nossa vida.

Talvez amar seja também permitir que o outro se depare com a vida em toda a sua complexidade: com suas faltas, responsabilidades, limites e frustrações. “Superproteção” ou “poupar os filhos” não leva a gente pra vida, mas pra morte e o empobrecimento dela. ❤️

Durante séculos falaram sobre nós, falaram sobre as mulheres, determinando nosso lugar e como deveríamos nos portar. Def...
08/03/2026

Durante séculos falaram sobre nós, falaram sobre as mulheres, determinando nosso lugar e como deveríamos nos portar. Definiram nossos corpos, nossos lugares e também os nossos silêncios.

Disseram e ainda dizem quem deveríamos ser.

Mas há algo que muda a história, quando uma mulher toma a palavra sobre si.

Falar de si é romper o silêncio imposto, é recusar o lugar de objeto e vir a ser sujeito desejante, e assim, existir como sujeito da própria história.

E toda vez que uma mulher sustenta sua própria voz,
o mundo evolui e se expande um pouco mais.

Não se esqueça, falar de si é um gesto político, psíquico e histórico, pois durante séculos falaram sobre nós. Hoje, falamos de nós.

Porque existir como mulher também é isso tornar-se autora de si. Há muitas mulheres dentro de nós, aliás, não há um jeito certo de ser mulher.

E assim seguimos quebrando padrões, tabus e paradigmas que um dia nos foram impostos, por aquelas que nos antecederam, pelas que caminham conosco e por aquelas que ainda virão.

Falar de si muda aquilo que antes te determinava. Feliz dia internacional da mulher! ❤️

“A presença de alguém com quem se possa compartilhar e comunicar alegria e sofrimento (amor e compreensão) cura o trauma...
03/03/2026

“A presença de alguém com quem se possa compartilhar e comunicar alegria e sofrimento (amor e compreensão) cura o trauma.” - Ferenczi

Para iniciar o mês de março ❤️

Por séculos, o casamento se organizou a partir de um arranjo silencioso: a mulher servia, cuidava, sustentava emocionalm...
06/02/2026

Por séculos, o casamento se organizou a partir de um arranjo silencioso: a mulher servia, cuidava, sustentava emocionalmente a casa, os filhos, a relação, e renunciava ao próprio desejo.

Essa dinâmica nas relações produziu estabilidade social do casamento (por um tempo), porém produziu silêncios, ausências, sintomas e adoecimentos. Uma morte em vida.

Quando a mulher deixa o lugar da servir e cuidar
e passa a se reconhecer como sujeito desejante, o laço amoroso entra em crise. Não porque o amor acabou,
mas porque sua base histórica sustentada por séculos deixa de funcionar.

As relações contemporâneas revelam esse impasse.
Talvez, o desafio do nosso tempo não seja amar menos,
mas aprender a amar sem submissão e sem apagar o desejo do outro.

Relembrar também é reviver! 🏖️❤️
03/01/2026

Relembrar também é reviver! 🏖️❤️

Encerrar um ano é, muitas vezes, um tempo de recolhimento e reflexão. Um momento de rever escolhas, encontros e desencon...
30/12/2025

Encerrar um ano é, muitas vezes, um tempo de recolhimento e reflexão.
Um momento de rever escolhas, encontros e desencontros, lutos, desejos e expectativas, caminhos que retornam e as marcas simbólicas deixadas pelos afetos vividos ao longo do ano e da nossa própria história. É também um tempo em que repensamos a vida, como estamos vivendo e como desejamos viver. Para alguns, esse período até se aproxima de um exercício meditativo: uma tentativa de separar o essencial do acessório, diria que é como separar o joio do trigo da nossa própria experiência. 🧘‍♀️🌾

Na clínica, venho escutando o quanto amar atravessa nossas camadas mais sensíveis e profundas:
a angústia da perda,
a saudade daqueles que partiram,
a sombra das histórias familiares que insistem,
o desejo de ser visto(a) - e o medo de não ser,
o estranhamento diante do que é diferente do Eu,
o anseio de fazer diferente do que foi constituído,
os movimentos que se repetem - ou ao menos tentam,
o desafio de amar e, assim, assumir a própria vida, sustentar a responsabilidade sobre o desejo,
a fantasia da paixão
e a busca - quase sempre inconsciente -
por um lugar onde seja possível existir com menos defesas, com mais liberdade e acolhimento. Pra mim, tudo isso fala de amor. 🫶

Eu te desejo que, em 2026: possamos nos relacionar com mais verdade do que expectativas irreais, com mais presença do que idealizações, com menos defesas e mais humildade (com você e com o outro). Que aquilo que retorna nos vínculos não nos aprisione, mas nos convoque à elaboração - como um gesto de cuidado com a própria história e com a forma singular de amar. ❤️

Amar e ser amado é sustentar a nossa própria ambivalência. Um abraço carinhoso em você para o seu 2026. Um brinde aos recomeços - e a nossa capacidade de renascer a cada ciclo dessa viagem que é a vida! 🥂✨

Com carinho,
Ana Laura Calhado Bottaro
Psicóloga Clínica, Psicanálise, Psicoterapeuta

Eu acredito que na psicanálise e na vida, crescer é sempre um movimento de troca.  Como dizia Freud, “a psicologia indiv...
04/12/2025

Eu acredito que na psicanálise e na vida, crescer é sempre um movimento de troca. Como dizia Freud, “a psicologia individual é, desde o princípio, psicologia social”. Não crescemos sozinhos, crescemos no encontro, expandimos na escuta e nos transformamos na troca.

Confraternização Grupo de Estudos de Freud ❤️()

Freud, S. (1921). Psicologia das Massas e Análise do Eu;

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São José Do Rio Prêto, SP
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