GEPA - Grupo de Estudo Psicanálise do Acolhimento

GEPA - Grupo de Estudo Psicanálise do Acolhimento O GEPA é um grupo de pensadores que, por estarem conscientes de sua ignorância, encontram-se dispo

O GEPA é um grupo composto por pensadores que conscientes de sua ignorância estão em busca de aprender com as experiências. A fundamentação do grupo é a de uma psicanálise com a premissa do acolhimento. Carecendo de elementos que não podem manter-se tão somente no plano teórico, mas que devem transcender e manifestar-se nas experiências dos vínculos. Isso é o que promove um movimento terapêutico n

o nível psíquico. Para tanto, mais do que dotes intelectuais, a maturidade emocional é imprescindível. A proposta de ir para além do nível do saber sobre o outro, para se expandir na dimensão do ser para o outro.

11/08/2026

CONVENCER

Quando a gente fala assim para alguém: “Ah! Você precisa, de repente, você passar por um psicólogo, um psiquiatra, a pessoa fala assim: ah! Eu não estou louco! Ah! eu não preciso disso!” Existe esse tipo de é um preconceito? Existe sim, existe sim, Marlon. Mas, assim ó: a psicanálise que eu acredito é aquela em que o sujeito vai espontaneamente. Que ele percebe que ele precisa e ele vai. Como que a gente consegue convencer uma pessoa de que isso não é ruim, pelo contrário... Se você precisa se você precisar convencer uma pessoa ela já ela não está pronta para isso. Não está preparada. Até porque, eu acredito que tentar convencer alguma a pessoa de alguma coisa é um desrespeito. Não é função da psicanálise convencer ninguém de nada. A psicanálise pode ajudar no tratamento de problemas emocionais e mentais? Recurso por excelência. A psicanálise pode ajudar muito, se o sujeito estiver disponível para isso. Ele precisa estar disponível. Se ele tiver disponível, a psicanálise é um recurso muito bom para isso. Talvez o melhor. Tenho vinte anos de prática da psicanálise e tem história belíssimas para te contar.

Prof. Renato Dias Martinorenatodiasmartino

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Clínica Prof. Renato Dias Martino Psicoterapia - Psicanálise

11/08/2026

DA MORAL À ÉTICA

A moral ela é baseada no medo. Na moral eu não faço mal para você porque eu não quero que você faça mal para mim; na ética eu não faço mal para você porque eu não faço mal para mim. A ética é respeito, não é medo. Na ética o outro não existe; o outro é uma extensão daquilo que eu sou comigo mesmo. Então, se eu me amo, se eu me respeito, isso se expande na relação que eu tenho como o outro. Então, se eu me respeito isso se estende ao respeito que eu tenho pelo outro, se eu amo a mim mesmo isso se estende ao amor que eu possa ter com o outro. Se eu aprendi a me respeitar e isso tem sempre um pressuposto de ter sido respeitado, se eu aprendi a me amar e isso tem um pressuposto ter sido amado. Eu fui amado eu aprendi a me amar e agora eu estendo este amor na relação que eu tenho com o próximo.

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11/08/2026

PARTES DO EU

Não é só, não ser capaz de respeitar a diferença do outro, mas é não ser capaz de respeitar a diferença das partes que constituem a minha personalidade. Eu sou partes diferentes que se constituem num todo. Eu preciso respeitar as diferenças que constituem a mim mesmo, porque senão, eu vou me desintegrar e vou acabar projetando essas partes que são diferentes em pessoas externas. E criando um atrito, criando uma competitividade, um conflito com as pessoas do meu convívio.

Veja o vídeo completo pelo link:
https://youtu.be/uyCo1AV7K8k?si=U0_nmEWH-lbb13kZ
Transcrição do vídeo: http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/2025/07/humanos-diferentes-desejando-ser-iguais.html
Que seja enriquecedor!

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10/08/2026

COMPLEXO DE IMPOSTOR

O sujeito acredita que ele é um impostor. Ele não acredita nas suas capacidades e não reconhece as suas capacidades quando alguém o reconhece nas suas capacidades nos seus talentos nas suas virtudes ele discorda do sujeito muitas vezes ele sente raiva do sujeito ele acaba entrando no conflito com ele porque o seu superego Diz para ele que ele é uma fraude que tudo aquilo que ele faz não é verdadeiro não é tudo não é com alegria não é com amor é por obrigação é por exigência. O grande prejuízo do sujeito que sofre com desse tal complexo de impostor é que ele acaba se auto sabotando nas relações saudáveis e só mantém relações que concordam que ele é uma fraude E aí ele acaba se configurando num grupo ali de pessoas que muitas vezes abusos dele ou permitem que ele abuse e não consegue manter relações saudáveis.

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10/08/2026

INVEJA MATERNA

Onde a mãe não confia em si mesma e acaba desenvolvendo inveja pelos avanços da filha, pelo crescimento da filha. Existe um conflito muito grande, na medida em que esta mãe deprecia a filha para aplacar a sua própria inveja e a filha f**a num conflito, onde, de um lado está: “eu sou realmente ruim, fracassada”, ou: “a minha mãe está sentindo inveja de mim”. Para não reconhecer a mãe como uma pessoa total, que tem suas características boas, mas a inveja. Ela deprecia a si mesma, aceita a depreciação que a mãe faz com ela e se sente uma pessoa fracassada para não reconhecer a mãe como uma pessoa total que tem inveja, mas também tem coisas boas.

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10/08/2026

DISPUTA

Todas as vezes que começa a haver ou uma ligação por identif**ação com o outro, que seja fixada e se prolongue para além sem que se desenvolva em outro tipo de vínculo mais nobre, ou quando existe o desejo do sujeito se tornar igual ao outro, logo vai se instalar uma competitividade, uma disputa, porque dois iguais vão disputar. Não há espaço para dois iguais. Onde há dois iguais, ou porque ele se identificou com o outro, ele força o outro ser igual a ele, ou porque ele quer se tornar igual ao outro, logo vai se instalar um conflito por disputa, por competição. Esse é um dos grandes danos desta experiência de se tentar se tornar igual ao outro ou tentar que o outro se torne igual a ele.

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https://youtu.be/uyCo1AV7K8k?si=U0_nmEWH-lbb13kZ
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10/08/2026

DOIS MODELOS

Então, existem duas configurações. Existe a configuração da extensão da ligação por identif**ação, onde o sujeito procura pessoas iguais a ele porque ele não consegue se ligar as pessoas diferentes, existe a configuração onde o sujeito não conseguiu substância na sua essência, reconhecimento nas suas peculiaridades e ele acaba tentando se tornar igual ao outro, buscando características do outro para que ele seja igual ao outro, porque ele não confia na sua essência. Ele não confia naquilo que ele está sendo, ele não confia em si mesmo como referência, então ele procura grupos, ele procura pessoas influentes, líderes para que ele possa agir igual ao outro.

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09/08/2026

SUPEREGO

O superego é uma instância inerente à estrutura da mente. Estará ali, independente de qualquer coisa, o superego estará ali. Mas onde está a autonomia da vida do sujeito? Dentro da perspectiva do ego, daquilo que ele está sendo ou da perspectiva [música] daquilo que ele deveria ser? Quando eu sou capaz de acreditar naquilo que eu estou sendo, [música] o que eu deveria ser muito pouco importa. Talvez um dia ou outro que eu acorde não muito bem, o deveria [música] ser vai me ajudar. Mas eu funciono pelo que eu estou sendo. O super, por mais que ele seja um integrante da estrutura da personalidade do sujeito, ele vai ganhar autonomia, ele vai ganhar força, ele vai ganhar mais potência na medida em que o sujeito não esteja acreditando nele mesmo, naquilo que ele está sendo. O superego é o herdeiro do complexo de Édipo, ou pelo menos esta configuração mais manifesta dele, já que Melanie Klein vai nos orientar sobre o superego arcaico, num [música] período pré-edípico, prototípica, por assim dizer, desde o início da vida. No entanto, ele vai ganhar um status de preponderância na medida em que este ego não seja nutrido adequadamente. O reconhecimento do eu, por mais que o superego seja um integrante da estrutura da personalidade, ainda assim ele ganha esse status de rigidez quando o sujeito não está acreditando em si mesmo.

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09/08/2026

AUTOAJUDA

A autoajuda, ela é uma tentativa de dizer para o outro como é que ele deve proceder consigo mesmo para resolver os seus problemas emocionais afetivos. A psicoterapia não pode ser uma tentativa pedagógica de ensinar o sujeito como lidar com seus problemas, né? A gente vê por aí assim anúncios, né? Como lidar com angústia? Como lidar com ansiedade? Dizer pro outro o que ele deve fazer ou deixar de fazer não é psicanálise. A autoajuda é isso. É querer dar pro outro ferramentas para ele lidar com as suas questões emocionais. O que a psicanálise acredita que a transformação acontece a partir do vínculo. Então, nós precisamos estabelecer um vínculo para que dentro desta configuração vincular possa se desobstruir os caminhos que vão levar a possibilidade de viver experiências emocionais afetivas reparadoras. Isso tá distante de um aconselhamento. Nada que a gente trabalha dentro da psicanálise do acolhimento propõe que o sujeito faça fora do vínculo psicoterapêutico. Tudo é feito dentro do vínculo psicoterapêutico. Aquilo que acontece fora do vínculo terapêutico é porque o sujeito internalizou algum modelo ali dentro da psicoterapia e aí ele passa a ser capaz de viver isso para além dali. Então, não é uma autoajuda. A autoajuda seria trazer pro sujeito ferramentas e dizer para ele: "Olha, você pega essa ferramenta e aí quando você tiver se sentindo assim, você faz assim".

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Alameda Franca
São José Do Rio Prêto, SP
15030125

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Terça-feira 19:00 - 20:30
Quarta-feira 19:00 - 20:30

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