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Desejo s€xual no casal: a clínica precisa ir além do sintoma individual.Um estudo recente com 263 casais que lidavam com...
08/05/2026

Desejo s€xual no casal: a clínica precisa ir além do sintoma individual.

Um estudo recente com 263 casais que lidavam com Transtorno do Interesse/Excitação S€xual investigou como componentes da intimidade se relacionavam com satisfação s€xual, sofrimento s€xual e função s€xual.

O achado mais relevante para a prática clínica foi a importância da responsividade percebida: sentir que o(a) parceiro(a) compreende, valida e cuida.

Para profissionais, esse dado reforça um ponto central: falar sobre s€xualidade é importante, mas o modo como o casal responde emocionalmente a essa conversa pode ser ainda mais decisivo.

Na terapia s€xual e de casal, isso amplia o foco do sintoma individual para a regulação emocional diádica, a segurança relacional e a construção de respostas menos defensivas e mais conectadas.

Como você trabalha a responsividade do casal na prática clínica?

Fonte: Léonard DP, Rosen NO, Bigras N, Massé-Pfister M, Bergeron S. Intimacy and sexual well-being in couples coping with sexual interest/arousal disorder: the importance of perceived partner responsiveness. The Journal of Sexual Medicine. 2025;22:1093–1105.

28/04/2026

A s€xualidade do casal não existe isolada.

Na prática clínica, é comum observar que dificuldades s€xuais estão diretamente relacionadas à qualidade do vínculo afetivo.

Conflitos não resolvidos, falhas na comunicação e distanciamento emocional impactam desejo, excitação e intimidade.

O encontro s€xual exige segurança emocional. Sem isso, o corpo responde.

Muitas queixas s€xuais são, na verdade, sintomas relacionais.

➡️ Não olhe apenas para a s€xualidade.
➡️ Olhe para a relação.

Na formação em saúde, muitas vezes aprendemos a identificar sintomas de forma fragmentada. No entanto, diante de casos d...
27/04/2026

Na formação em saúde, muitas vezes aprendemos a identificar sintomas de forma fragmentada. No entanto, diante de casos de violência s€xual e violência por parceiro íntimo, é fundamental adotar uma leitura integrada.

Os desfechos não se restringem ao evento agudo. Eles podem se manifestar ao longo do tempo, atravessando a saúde física, mental, reprodutiva e o funcionamento social.

Para o profissional recém-formado, esse é um ponto-chave: ampliar a escuta clínica para além da queixa principal. Muitas vezes, sintomas persistentes, inespecíficos ou de difícil manejo podem estar relacionados a experiências de violência não reveladas.

Nomear esses possíveis desfechos não é rotular é qualificar o olhar e abrir espaço para intervenções mais sensíveis e efetivas.

Cuidar também é saber perguntar, sustentar e acolher.

A s€xualidade ainda é um dos territórios mais íntimos da experiência humana e, justamente por isso, um dos mais silencia...
27/04/2026

A s€xualidade ainda é um dos territórios mais íntimos da experiência humana e, justamente por isso, um dos mais silenciados.

Como pontua o Prof. Dr. Marco de Tubino Scanavino, falar sobre s€xualidade não é apenas falar de s€xo. É falar de identidade, de história, de vínculos, de valores e, muitas vezes, de dores que nunca encontraram espaço para serem nomeadas.

Nem todo mundo se sente confortável e isso precisa ser respeitado. Mas também é importante reconhecer que o silêncio prolongado pode manter sofrimentos invisíveis, dúvidas não esclarecidas e padrões que se repetem sem consciência.

Criar espaços seguros de escuta e acolhimento não significa expor, mas sim permitir que, no tempo de cada um, a s€xualidade possa ser compreendida com menos julgamento e mais humanidade.

Falar sobre s€xualidade, quando possível, não é invadir é cuidar.

Seu desejo não nasce do nada. Ele tem história.A forma como você vive o amor, o desejo e a s€xualidade não começa na vid...
22/04/2026

Seu desejo não nasce do nada. Ele tem história.

A forma como você vive o amor, o desejo e a s€xualidade não começa na vida adulta.
Ela começa muito antes nas suas primeiras relações.

É na infância que aprendemos:
✔️ como nos sentimos no nosso corpo
✔️ se o afeto é seguro ou ameaçador
✔️ se podemos desejar… ou se devemos nos conter

Essa é a “arqueologia do desejo” uma ideia central no trabalho de Esther Perel.

Carregamos para os relacionamentos um “dote invisível”:
experiências, emoções e mensagens que moldam nossa forma de amar e desejar.

E isso aparece de várias formas:

Pessoas que amam profundamente… mas bloqueiam o desejo
Pessoas que desejam intensamente… mas evitam vínculos
Pessoas que associam s€xo a culpa, medo ou desempenho

O desejo s€xual não é apenas biológico.
Ele é psicológico, relacional e imaginativo.

Segundo o terapeuta Jack Morin,
nossa imaginação €rótica pode até transformar dores antigas em fontes de €xcitação.

Ou seja:
Aquilo que nos marcou pode, mais tarde, influenciar o que nos excita
E também pode limitar nossa capacidade de viver o prazer

O paradoxo:
Ao tentar evitar vulnerabilidade, muitas pessoas acabam também bloqueando o desejo.

Entender sua história não é ficar preso ao passado.
É ganhar liberdade no presente.

Porque quando você entende de onde vem seu desejo…

você pode começar a escolher como quer vivê-lo.

Nos relacionamentos contemporâneos, existe uma crença implícita:👉 se a relação melhora, o s€xo melhora junto.Mas, na prá...
12/04/2026

Nos relacionamentos contemporâneos, existe uma crença implícita:

👉 se a relação melhora, o s€xo melhora junto.

Mas, na prática clínica, sabemos que nem sempre é assim.

💡 Intimidade emocional e s€xualidade são linguagens distintas.

Enquanto a intimidade busca segurança, previsibilidade e estabilidade, o desejo €rótico se alimenta do oposto: novidade, mistério e incerteza.

🔎 Para a Terapeuta de Casais Esther Perel:

▪️ O €rotismo é uma energia vital, ligada à curiosidade, exploração e autonomia
▪️ O desejo oscila entre dois polos:
→ segurança (vínculo, base segura)
→ aventura (risco, novidade, €xcitação)

▪️ Relações duradouras tendem a privilegiar o previsível

➡️ mas o desejo precisa de imprevisibilidade

⚖️ O grande desafio dos casais modernos:

Conciliar duas necessidades humanas fundamentais:

❤️ Segurança emocional
🔥 €xcitação €rótica

🌍 Vivemos uma mudança histórica:

▪️ O s€xo deixou de ser apenas reprodutivo
▪️ Tornou-se parte da identidade
▪️ Um projeto pessoal, em constante construção

Mas há um custo:

➡️ Mais liberdade
➡️ Mais responsabilidade
➡️ E… mais ansiedade

💭 Hoje, esperamos que o parceiro seja:

✔️ apoio emocional
✔️ companhia
✔️ segurança
✔️ e ainda… fonte constante de desejo

⚠️ Uma sobrecarga relacional que impacta diretamente a vida s€xual.

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É possível sustentar o desejo dentro da intimidade?No livro S€xo no Cativeiro, de Esther Perel, somos convidados a revis...
09/04/2026

É possível sustentar o desejo dentro da intimidade?

No livro S€xo no Cativeiro, de Esther Perel, somos convidados a revisitar uma tensão central da vida conjugal:

➡️ O conflito entre segurança e desejo

Enquanto o amor busca previsibilidade, estabilidade e vínculo…
o desejo precisa de novidade, mistério e certa distância.

E é exatamente aí que muitos casais se perdem.

📉 A chegada dos filhos
📉 A rotina exaustiva
📉 O excesso de fusão emocional
📉 A ideia de que “intimidade = bom s€xo”

Tudo isso pode, paradoxalmente, enfraquecer o erotismo.

Perel propõe uma leitura clínica sofisticada e provocativa:

🔹 O desejo não desaparece — ele se transforma diante da dinâmica relacional
🔹 A intimidade excessiva pode sufocar o erótico
🔹 O erotismo precisa de espaço psíquico, não apenas de proximidade emocional

Na prática clínica, isso nos leva a uma reflexão importante:

👉 Nem todo problema s€xual é disfunção
👉 Muitas vezes, é configuração relacional

Ao longo de mais de 20 anos de atendimento a casais, Perel mostra que:

✨ É possível sustentar o desejo em relações duradouras
✨ Mas isso exige sair do automático
✨ E questionar modelos idealizados de amor e s€xualidade

📚 S€xo no Cativeiro não é apenas um livro
é um convite para o terapeuta ampliar o olhar clínico sobre desejo, vínculo e erotismo.

💭 Para levar para sua prática:
Você tem escutado o desejo como sintoma… ou como linguagem da relação?

📚✨ Grupo de Pesquisa LabSex BrasilA ciência da s€xualidade precisa de rigor, profundidade e, acima de tudo, compromisso ...
07/04/2026

📚✨ Grupo de Pesquisa LabSex Brasil

A ciência da s€xualidade precisa de rigor, profundidade e, acima de tudo, compromisso com a produção de conhecimento de qualidade.

É com esse propósito que apresentamos o Grupo de Pesquisa do LabSex Brasil, formado por profissionais que compartilham não apenas formação técnica, mas uma motivação em comum: o amor pela pesquisa e a busca contínua por conhecimento científico em s€xualidade.

👩‍🔬 Integrantes do grupo:
• Profa. Dra. Ana Larissa Perissini — Psicóloga, Diretora e Pesquisadora
• Me. Junior Malinowski — Psicólogo, Especialista em Sexualidade
• Amanda Xocaira — Psicóloga, Pós-graduanda em Neuropsicologia
• Monize Souza — Psicóloga, Especialista em Sexualidade
• Savana Orso — Psicóloga, Especialista em Sexualidade

🔬 Linha de pesquisa
Comportamento s€xual contemporâneo e suas interfaces com a saúde mental, com ênfase no uso problemático de pornografia e no transtorno do comportamento s€xual compulsivo.

⚠️ Desafios de fazer pesquisa no Brasil
Produzir ciência no contexto brasileiro exige resiliência:
• Limitações de financiamento
• Barreiras éticas e burocráticas
• Dificuldades no acesso e coleta de dados
• Estigma social em torno da s€xualidade

Ainda assim, é justamente nesse cenário que a pesquisa se torna ainda mais necessária para gerar dados nacionais, qualificar a prática clínica e promover uma educação em s€xualidade baseada em evidências científicas.

💡 O que nos une é maior que os desafios:
➡️ a curiosidade científica
➡️ o compromisso com a verdade
➡️ e o desejo de contribuir com a sociedade

🚀 Em breve, novidades.

📚✨ Por onde começar a estudar s.xualidade?Essa é uma das perguntas que mais recebo e hoje trago uma indicação que vale m...
20/03/2026

📚✨ Por onde começar a estudar s.xualidade?

Essa é uma das perguntas que mais recebo e hoje trago uma indicação que vale muito a pena.

O livro “S.xoterapia: Desejos, Conflitos, Novos Caminhos em Histórias Reais”, de Ana Canosa, é uma obra que, apesar de não ser recente, permanece extremamente atual naquilo que realmente importa: o olhar clínico sobre a s.xualidade humana.

A leitura traz casos reais, reflexões e intervenções que ajudam a compreender a complexidade dos desejos, dos conflitos e das vivências s.xuais algo que nenhum conteúdo superficial consegue ensinar.

💡 Para quem está começando:
É uma excelente porta de entrada, pois aproxima teoria e prática de forma acessível.

💡 Para quem já atua na área:
É uma oportunidade rica de aprender com a experiência clínica de uma s.xóloga consolidada algo essencial na nossa formação contínua.

Na s.xualidade, o conhecimento não está apenas nos conceitos, mas na escuta, na sensibilidade e na forma de compreender as histórias.

E isso, esse livro entrega muito bem.

📖 Vale a leitura.

❤️ A sexualidade humana não é apenas técnica ou desempenho.🗣 Na clínica, observamos com frequência uma defasagem entre a...
13/03/2026

❤️ A sexualidade humana não é apenas técnica ou desempenho.

🗣 Na clínica, observamos com frequência uma defasagem entre aquilo que as pessoas esperam do s**o e aquilo que realmente vivem.

💏 Quando o romance, o flerte, a sedução, o carinho e a comunicação desaparecem, o s**o tende a se tornar mecânico, ansioso e muitas vezes insatisfatório.

❤️ Desejo e prazer não surgem de forma instantânea.
Eles são construídos no encontro, na intimidade e na conexão emocional.

💏 Talvez a verdadeira revolução sexual seja reaprender aquilo que sempre esteve no centro da experiência humana: o vínculo.

📚 É esse olhar científico e clínico sobre a sexualidade do LabSex.

Fonte: Philips D & Judd R

Endereço

São José Do Rio Prêto, SP

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