17/09/2026
A dor aponta o lugar. A avaliação precisa entender a história.
Duas pessoas podem apontar para a mesma região da lombar e apresentar quadros completamente diferentes.
Em uma, a dor pode responder mais à carga e ao movimento. Em outra, podem existir sinais de participação neural. Nos quadros persistentes, sono, estresse, medo e sensibilização do sistema nervoso também podem influenciar.
E, muitas vezes, esses fatores coexistem.
Por isso, “dor lombar” não é um diagnóstico final. É o ponto de partida de uma investigação.
Uma ressonância pode revelar uma hérnia, um desgaste ou outra alteração estrutural. Mas a imagem só ganha signif**ado clínico quando é relacionada à história, aos sintomas e ao exame físico.
O objetivo não é tratar um laudo.
É compreender o quadro da pessoa que está diante de mim.
Durante a avaliação, observo o comportamento da dor, os movimentos que pioram ou aliviam, força, sensibilidade, possíveis sinais neurais, tempo de evolução e fatores que podem estar mantendo o problema.
A partir dessas informações, construo hipóteses, escolho a abordagem e reavalio a resposta.
Terapia manual, osteopatia, neurodinâmica, exercício e orientação podem fazer parte do tratamento. Mas nenhuma técnica deveria ser escolhida antes de entendermos por que e quando ela faz sentido.
Se a sua dor persiste, volta ou continua sem uma explicação clara, talvez o próximo passo não seja tentar apenas outra técnica.
Talvez seja olhar para o seu quadro com mais profundidade.
Informações e agendamentos pelo link da bio.