Dr. Hérick Amarante

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Consultório de Osteopatia, Reabilitação Neuromeníngea e Terapia Manual Funcional

A dor aponta o lugar. A avaliação precisa entender a história.Duas pessoas podem apontar para a mesma região da lombar e...
17/09/2026

A dor aponta o lugar. A avaliação precisa entender a história.

Duas pessoas podem apontar para a mesma região da lombar e apresentar quadros completamente diferentes.

Em uma, a dor pode responder mais à carga e ao movimento. Em outra, podem existir sinais de participação neural. Nos quadros persistentes, sono, estresse, medo e sensibilização do sistema nervoso também podem influenciar.

E, muitas vezes, esses fatores coexistem.

Por isso, “dor lombar” não é um diagnóstico final. É o ponto de partida de uma investigação.

Uma ressonância pode revelar uma hérnia, um desgaste ou outra alteração estrutural. Mas a imagem só ganha signif**ado clínico quando é relacionada à história, aos sintomas e ao exame físico.

O objetivo não é tratar um laudo.
É compreender o quadro da pessoa que está diante de mim.

Durante a avaliação, observo o comportamento da dor, os movimentos que pioram ou aliviam, força, sensibilidade, possíveis sinais neurais, tempo de evolução e fatores que podem estar mantendo o problema.

A partir dessas informações, construo hipóteses, escolho a abordagem e reavalio a resposta.

Terapia manual, osteopatia, neurodinâmica, exercício e orientação podem fazer parte do tratamento. Mas nenhuma técnica deveria ser escolhida antes de entendermos por que e quando ela faz sentido.

Se a sua dor persiste, volta ou continua sem uma explicação clara, talvez o próximo passo não seja tentar apenas outra técnica.

Talvez seja olhar para o seu quadro com mais profundidade.

Informações e agendamentos pelo link da bio.

Ansiedade e dor podem caminhar juntas — sem que uma invalide a outra.Na última semana, atendi uma paciente com dor cervi...
14/09/2026

Ansiedade e dor podem caminhar juntas — sem que uma invalide a outra.

Na última semana, atendi uma paciente com dor cervical intensa há mais de seis meses, piora progressiva e redução importante do treino.

Os exames não mostravam uma alteração estrutural relevante que, isoladamente, justif**asse toda a intensidade do quadro. O ortopedista não identificou sinais que exigissem uma abordagem medicamentosa mais agressiva, enquanto o psiquiatra, dentro do acompanhamento já estabelecido, introduziu duloxetina e pregabalina diante do contexto de estresse elevado, ansiedade e dor persistente.

Esse tipo de situação exige cuidado para não cair em dois extremos.

O primeiro é procurar, a qualquer custo, uma lesão capaz de “explicar tudo”.

O segundo é reduzir o problema a uma frase como:
“é só ansiedade”.

Nenhuma das duas leituras é suficiente.

A dor era real.
A limitação era real.
Mas o contexto do paciente também fazia parte do quadro.

Na minha avaliação, havia tensão cervical importante, redução de movimento e um organismo funcionando em estado de alerta elevado. O estresse e a mudança recente da medicação psiquiátrica eram fatores que precisavam ser considerados dentro do conjunto — não como uma conclusão isolada.

Meu papel, nesse momento, não era tratar a ansiedade. Isso pertence ao acompanhamento psiquiátrico.

Meu papel era atuar sobre o componente musculoesquelético, reduzir tensão, melhorar mobilidade, diminuir a sensação de ameaça associada ao movimento e ajudar o paciente a recuperar confiança no próprio corpo.

A resposta inicial foi muito boa.

E, à medida que o quadro estabilizar, o tratamento seguirá para uma etapa igualmente importante: exercício direcionado, progressão de carga e retomada gradual das atividades.

Porque em dor persistente, tratar bem nem sempre signif**a fazer mais.

Às vezes, signif**a entender melhor qual sistema precisa de cuidado naquele momento.

A dor não precisa ser ignorada.
O estresse também não.
E reconhecer essa relação pode mudar completamente a direção do tratamento.

Isso faz sentido para você?

Dor irradiada no braço nem sempre é hérnia de disco.Atendi uma paciente com dor recorrente no trapézio direito, irradian...
10/09/2026

Dor irradiada no braço nem sempre é hérnia de disco.

Atendi uma paciente com dor recorrente no trapézio direito, irradiando para a escápula e para o membro superior além de uma dor importante no cotovelo. O diagnóstico inicial era de epicondilite.

Mas a avaliação mostrou outra direção: havia tensão muscular importante na cervical (pescoço), na parte lateral do ombro e na região dos músculos escalenos que estão em destaque na imagem superior, com provável participação dos nervos.

A minha análise passou por avaliação global e local, manipulação no crânio, mobilizações no pescoço, manipulações para o nervo e cotovelo.

O resultado foi alívio importante do trajeto neural e melhora dos sintomas.

Esse caso mostra algo fundamental:

Nem toda dor que desce pelo braço signif**a automaticamente hérnia de disco.

Alterações musculares, articulares e neurais podem produzir sintomas parecidos — e até coexistir.

Um estudo com 126 pacientes com dor cervical crônica irradiada para o membro superior e ressonância normal mostrou que 88,9% apresentavam ao menos um ponto-gatilho muscular. Os escalenos apareceram entre os mais frequentes (34,9%).

Ou seja: a localização do sintoma, sozinha, não fecha diagnóstico.

A osteopatia olha o todo, não apenas a lesão.

Referência: Ezzati K, et al. Arch Bone Jt Surg. 2021;9(2):230-234.

Hoje, a queixa era no braço.Um paciente jovem, dois meses de dor e limitação. Trabalha grande parte do dia sentado e rel...
27/08/2026

Hoje, a queixa era no braço.

Um paciente jovem, dois meses de dor e limitação. Trabalha grande parte do dia sentado e relatou que tudo começou depois de um “mal jeito” ao tentar pegar o filho pequeno.

À primeira vista, seria fácil olhar apenas para o braço.

Mas a história clínica apontava para outro caminho.

A dor irradiada pode ter origem no pescoço e, quando existe irritação ou comprometimento de algum nervo, o sintoma pode percorrer ombro, braço e até chegar à mão.

No caso de hoje, a hipótese clínica levantada foi de aumento da sensibilidade do nervo após o episódio de esforço, associado à participação da coluna cervical.

Por isso, o tratamento não foi direcionado simplesmente ao local onde ele apontava a dor.

Foram utilizadas mobilizações cervicais e técnicas específ**as sobre os tecidos envolvidos, buscando melhorar o movimento e reduzir a sensibilidade do nervo.

A resposta inicial foi muito favorável.

E esse caso traz uma mensagem importante:

A região onde dói nem sempre é a região onde o problema começou.

Estudos mostram que, nos quadros de radiculopatia cervical, C7 é a raiz mais frequentemente envolvida, seguida por C6. Hérnia discal pode ser uma das causas, mas alterações degenerativas e outras formas de comprometimento foram também descritas. Em um estudo populacional clássico, apenas 14,8% dos pacientes relataram esforço físico ou trauma antes do início dos sintomas.

Isso também ajuda a explicar por que um simples “mal jeito” nem sempre conta toda a história.

A avaliação precisa entender o nervo, a coluna cervical, a carga cotidiana, o comportamento dos sintomas e os sinais neurológicos.

Quando o nervo sofre, o braço pode ser apenas o lugar onde ele fala.

A dor melhora.  Mas, às vezes, o paciente continua vivendo como se a próxima crise estivesse prestes a acontecer.Isso ap...
26/08/2026

A dor melhora.

Mas, às vezes, o paciente continua vivendo como se a próxima crise estivesse prestes a acontecer.

Isso aparece de muitas formas:

“Tenho medo de travar de novo.”
“Parei de fazer exercício.”
“Não voltei ao Pilates.”
“Evito abaixar.”
“Prefiro não carregar peso.”

No começo, evitar pode parecer uma forma de proteção. E, em algumas fases, reduzir carga realmente pode ser necessário.

O problema é quando o medo passa a determinar a rotina.

Com o tempo, a pessoa pode se movimentar menos, perder condicionamento, força, equilíbrio e, principalmente, confiança no próprio corpo. Movimentos que antes eram comuns começam a parecer perigosos.

É aí que o tratamento precisa ir além do alívio da dor.

Nem todo cuidado acontece com as mãos.

Parte importante do processo pode ser compreender o que aconteceu na crise, diferenciar proteção necessária de evitação excessiva, ajustar cargas, orientar movimentos e reconstruir atividades de forma progressiva.

Voltar ao Pilates, à academia, a caminhar ou simplesmente se abaixar novamente não precisa ser um salto.

Pode ser um processo.

Começar pelo que é tolerável.
Observar a resposta do corpo.
Progredir com critério.
Recuperar capacidade.

O objetivo não é convencer alguém a ignorar a dor.

É ajudar essa pessoa a não transformar uma experiência dolorosa em uma limitação permanente.

Porque, muitas vezes, a dor já diminuiu — mas ainda é preciso tratar o medo que ficou.

E recuperar a confiança no próprio corpo também faz parte do tratamento.

Dr. Hérick Amarante
Osteopatia

Nem toda transformação começa com uma técnica.Muitas vezes, ela começa quando a dor deixa de ser vista como um ponto iso...
24/08/2026

Nem toda transformação começa com uma técnica.

Muitas vezes, ela começa quando a dor deixa de ser vista como um ponto isolado.

Na prática clínica, o local da dor importa — mas não conta toda a história. Movimento, rotina, carga de trabalho, sono, hábitos e a forma como o corpo responde também ajudam a organizar a investigação.

Por isso, as mãos não trabalham sozinhas. O toque precisa caminhar com escuta, te**es, raciocínio clínico e reavaliação.

O paciente também não ocupa um lugar passivo. Quando reconhece padrões, compreende seus limites e participa das decisões, o cuidado se torna mais consciente, objetivo e coerente com a sua realidade.

A sessão pode iniciar uma mudança. Mas é na vida cotidiana que ela encontra continuidade.

Para mim, esse é um dos sentidos mais importantes da osteopatia: ampliar possibilidades sem oferecer respostas prontas.

Qual dessas ideias mais mudou a sua forma de enxergar um tratamento?

Se este conteúdo ajudou a organizar algo que você já sentia, salve para reler. E, se a dor tem interferido na sua rotina e você procura uma avaliação mais aprofundada, o contato está no perfil.

A crise parece ter começado naquele instante.Você tenta se levantar, mudar de posição ou simplesmente virar na cama — e ...
13/08/2026

A crise parece ter começado naquele instante.

Você tenta se levantar, mudar de posição ou simplesmente virar na cama — e a coluna “trava”.

Mas o momento em que a dor se intensif**a nem sempre representa o início do problema.

Antes disso, o corpo pode ter apresentado alguns sinais:

• rigidez ao acordar;
• perda gradual de mobilidade;
• desconfortos recorrentes;
• dificuldade em determinados movimentos;
• tensão que aumenta ao longo dos dias.

Esses sinais podem evoluir silenciosamente, até que uma atividade aparentemente simples ultrapasse o limite daquele momento.

Nem toda crise pode ser prevista ou evitada. Mas reconhecer os sinais, manter-se ativo dentro das possibilidades e realizar um trabalho consciente de mobilidade, força e controle pode ajudar a reduzir riscos e recorrências.

Muitas pessoas procuram ajuda somente quando a dor chega ao limite.

Talvez o melhor momento para cuidar da coluna seja antes de precisar perguntar:

“E agora?”

Quando fizer sentido, estou aqui para uma avaliação criteriosa.

Dr. Hérick Amarante
Osteopatia

Você pode estar tratando o local errado.Nem toda dor que parece muscular começa, de fato, no músculo.Às vezes, o músculo...
30/07/2026

Você pode estar tratando o local errado.

Nem toda dor que parece muscular começa, de fato, no músculo.

Às vezes, o músculo é apenas o lugar onde a dor aparece.
O ponto visível do problema.
O peão sendo acusado no tabuleiro.

Mas por trás daquela dor pode existir um sistema nervoso em alerta, protegendo, amplif**ando sinais ou mantendo o corpo em defesa há tempo demais.

Isso é muito comum em dores que persistem, dores que irradiam, dores que mudam de lugar ou desconfortos que voltam mesmo depois de tratar sempre a mesma região.

Não signif**a que a dor é “psicológica”.
Não signif**a que está “na sua cabeça”.
E não signif**a que o músculo não importa.

Signif**a que a dor é uma experiência produzida pelo corpo inteiro, com participação importante do sistema nervoso.

Por isso, tratar apenas o ponto dolorido nem sempre é suficiente.

Em alguns casos, é preciso entender:

por que aquela região está sendo protegida,
por que o corpo mantém tensão ali,
por que o movimento virou ameaça,
e por que o sistema continua avisando que algo não está bem.

O músculo pode estar sofrendo.
Mas nem sempre ele é o verdadeiro inimigo.

Antes de tratar, é preciso interpretar o jogo.

Seu corpo fala.
A osteopatia escuta.

Dr. Hérick Amarante
Osteopatia | Coluna | Dores crônicas

Disquesia do lactente: assusta, mas nem sempre é constipação.É comum os pais se assustarem quando o bebê faz força, f**a...
28/07/2026

Disquesia do lactente: assusta, mas nem sempre é constipação.

É comum os pais se assustarem quando o bebê faz força, f**a vermelho, chora, se contorce e parece sofrer antes de evacuar.

Mas, em muitos casos, isso pode estar relacionado à disquesia do lactente, um distúrbio funcional gastrointestinal benigno e transitório, geralmente associado à imaturidade da coordenação evacuatória.

Na disquesia, o bebê ainda não coordena bem duas ações importantes:

aumentar a pressão abdominal e, ao mesmo tempo,
relaxar o assoalho pélvico e o esfíncter a**l.

Por isso, ele faz força, chora, parece desconfortável, mas depois elimina fezes geralmente macias.

Esse detalhe é importante.

Quando as fezes são macias, o quadro não deve ser confundido automaticamente com constipação intestinal. A Sociedade Brasileira de Pediatria descreve a constipação como dificuldade ou dor para evacuar associada a fezes ressecadas, enquanto a disquesia é citada como um distúrbio funcional relacionado à imaturidade e incoordenação da evacuação.

A orientação, na maior parte dos casos, é tranquilizar a família, observar a evolução e evitar intervenções desnecessárias, como estímulos anais frequentes, supositórios ou medicamentos sem orientação, porque o bebê precisa amadurecer essa coordenação evacuatória. A própria SBP orienta evitar remédios, supositórios ou estímulo a**l na disquesia, justamente por não se tratar de fezes endurecidas.

Na osteopatia, a avaliação do bebê não substitui o acompanhamento pediátrico.

Mas pode ajudar a observar fatores corporais que participam do conforto do lactente, como tensão abdominal, padrão respiratório, mobilidade global, organização postural e sinais de desconforto associados.

O objetivo não é “forçar” a evacuação.

É favorecer conforto, orientar a família e respeitar o tempo de maturação do bebê.

Mas entender o que está acontecendo muda tudo.

Menos desespero.
Mais orientação.
Mais segurança para cuidar.

Dr. Hérick Amarante
Osteopatia

A maioria das pessoas sabe o que faria bem.Dormir melhor.Comer com mais cuidado.Se movimentar.Diminuir o ritmo.Fazer exe...
25/07/2026

A maioria das pessoas sabe o que faria bem.

Dormir melhor.
Comer com mais cuidado.
Se movimentar.
Diminuir o ritmo.
Fazer exercício com regularidade.
Cuidar do corpo antes que ele trave de novo.

O problema é que saber não signif**a conseguir.

Muitas vezes, a pessoa até quer mudar.
Mas sente dor.
Tem medo de piorar.
Está cansada.
Dorme mal.
Vive sob pressão.
Começa, para, tenta de novo e se frustra.

E aí a mudança de comportamento vira mais uma cobrança.

Mas o corpo não muda no grito.

Ele precisa de segurança.
Precisa de um começo possível.
Precisa entender que se mover não é uma ameaça.
Precisa sair, aos poucos, do modo defesa.

A osteopatia não substitui exercício, sono adequado ou bons hábitos.

Mas pode ajudar em uma parte importante desse processo: reduzir barreiras, melhorar mobilidade, diminuir proteção excessiva e criar mais confiança para o corpo voltar a se mover.

Porque muitas vezes o primeiro passo não é fazer tudo certo.

É conseguir começar.

Seu corpo fala.
A osteopatia escuta.

Dr. Hérick Amarante
Osteopatia | Coluna | Dor

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