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Adão Neto Podologista A Hope Podologia, é uma clínica especializada na assistência e cuidados com os pés.

Tratamentos como Laserterapia, Ortoplastia, atendimento específico ao paciente com Diabetes entre outros, fazem parte da nossa Missão: Cuidar de pessoas.

O MEDO dos ácidos ainda é uma das maiores barreiras dentro da Podologia.Curiosamente, esse medo raramente nasce do conhe...
16/07/2026

O MEDO dos ácidos ainda é uma das maiores barreiras dentro da Podologia.
Curiosamente, esse medo raramente nasce do conhecimento. Na maioria das vezes, ele surge da falta de compreensão sobre o mecanismo de ação dessas substâncias ou de relatos de aplicações realizadas de forma irresponsável, sem critérios técnicos ou respeito às indicações.

Os ácidos não são inimigos do podólogo. Assim como qualquer recurso terapêutico, eles exigem conhecimento, avaliação clínica, domínio da técnica e entendimento de suas limitações. Quando utilizados de maneira criteriosa, tornam-se ferramentas valiosas; quando empregados sem preparo, podem causar danos e alimentar uma cultura de medo que não deveria existir.

Por isso, mais do que ter medo dos ácidos, devemos ter respeito pelo seu uso. Respeito significa estudar, compreender as evidências científicas, conhecer indicações e contraindicações e reconhecer que nenhum recurso substitui o raciocínio clínico. O problema nunca foi o ácido. O problema sempre foi utilizá-lo sem o conhecimento necessário.

Este estudo mostrou que alguns óleos apresentaram atividade antifúngica in vitro, com destaque para o cravo-da-índia (Eu...
20/06/2026

Este estudo mostrou que alguns óleos apresentaram atividade antifúngica in vitro, com destaque para o cravo-da-índia (Eugenia caryophylata). Mas existe uma diferença importante entre resultados de laboratório e eficácia clínica.

Talvez a maior lição seja esta: antes de transformar um achado científico em conduta, precisamos aprender a interpretar a evidência. Ciência não é sobre acreditar. É sobre compreender.

Durante muito tempo, a discussão sobre os ácidos na onicomicose ficou restrita a uma pergunta simples: funciona ou não f...
20/06/2026

Durante muito tempo, a discussão sobre os ácidos na onicomicose ficou restrita a uma pergunta simples: funciona ou não funciona? Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante. Quando entendemos os mecanismos envolvidos, percebemos que o valor de uma intervenção não está apenas no produto utilizado, mas na forma como ele se integra ao raciocínio clínico.

Em determinadas situações, os ácidos podem auxiliar na redução de barreiras físicas, favorecer o acesso a áreas comprometidas e contribuir para estratégias mais direcionadas. Porém, nenhum recurso deve ser analisado isoladamente. O resultado depende do agente etiológico envolvido, das características da unha, da extensão do comprometimento e dos objetivos definidos para cada caso.

Por isso, a discussão não deveria ser sobre qual ácido é melhor, mas sobre quando, por que e para quem ele pode ser útil. Quanto mais entendemos a biologia da infecção e os fatores que sustentam sua permanência, menos dependemos de protocolos prontos e mais valorizamos decisões fundamentadas em conhecimento e raciocínio clínico.

E você? Quando fala sobre ácidos na onicomicose, costuma discutir o produto ou os motivos que justificam seu uso?

O estudo mostrou melhora clínica em muitos pacientes tratados com ácido nítrico 67%. Mas o que mais chamou minha atenção...
19/06/2026

O estudo mostrou melhora clínica em muitos pacientes tratados com ácido nítrico 67%. Mas o que mais chamou minha atenção não foi o resultado em si. Foi perceber quantos profissionais ainda analisam esses dados de forma superficial.
A verdadeira pergunta não é se o ácido funciona. A pergunta é: para qual fungo, em qual situação e com qual objetivo? Quando você começa a enxergar a onicomicose por essa perspectiva, percebe que a diferença entre repetir protocolos e tomar decisões clínicas está no conhecimento.

Foi exatamente por isso que desenvolvi o curso Ácidos na Onicomicose. Não para ensinar uma receita pronta, mas para ajudar você a entender a literatura, interpretar resultados e utilizar os ácidos com mais segurança e raciocínio clínico. Se esse tema te provoca reflexão, talvez seja hora de aprofundar seus estudos. O link está na BIO

O Ácido Tricloroacético (ATA) tem sido utilizado por alguns profissionais da Podologia como recurso auxiliar no manejo d...
19/06/2026

O Ácido Tricloroacético (ATA) tem sido utilizado por alguns profissionais da Podologia como recurso auxiliar no manejo da onicomicose. Entretanto, um estudo brasileiro que avaliou a aplicação de ATA 90% após a remoção mecânica da unha não observou o efeito esperado de avulsão química da placa ungueal. Em vez disso, o principal efeito observado foi a descamação do leito ungueal e dos tecidos periungueais.

Apesar de não promover o descolamento da unha, a associação entre a onicotomia realizada pelo podologista e a descamação induzida pelo ATA contribuiu para melhora da aparência local e elevada satisfação dos pacientes. Além disso, muitos participantes relataram sentir-se mais motivados a aderir ao tratamento após a intervenção.

Talvez a principal reflexão não seja se o ATA funciona ou não, mas para qual objetivo ele está sendo utilizado. Melhorar a aparência da região, auxiliar no manejo local e favorecer a adesão ao tratamento são resultados diferentes de promover a eliminação do fungo ou a avulsão química da unha. É justamente essa distinção que torna o raciocínio clínico tão importante na prática baseada em evidências.

Muitas vezes, a busca por um tratamento começa antes mesmo da confirmação do diagnóstico. O problema é que meses de tent...
19/06/2026

Muitas vezes, a busca por um tratamento começa antes mesmo da confirmação do diagnóstico. O problema é que meses de tentativas, trocas de produtos e expectativas frustradas podem custar muito mais do que um exame capaz de identificar o que realmente está acontecendo.

Na onicomicose, diferentes fungos podem estar envolvidos no mesmo quadro clínico. Sem conhecer o agente etiológico, qualquer decisão terapêutica passa a ser baseada em suposições. E quando tratamos suposições, aumentamos o risco de investir tempo, dinheiro e energia sem alcançar os resultados esperados.

O exame micológico não é apenas uma ferramenta diagnóstica. Ele é um investimento em direção, precisão e raciocínio clínico. Afinal, o que custa mais caro: descobrir o fungo desde o início ou passar meses tratando algo sem saber exatamente o que está tentando combater?

Você costuma solicitar ou orientar exames micológicos antes de definir uma estratégia para casos suspeitos de onicomicose?

A pergunta que mudou minha forma de enxergar os ácidos não foi: “O ácido funciona?”Foi:  “Funciona para quê?”Durante mui...
18/06/2026

A pergunta que mudou minha forma de enxergar os ácidos não foi: “O ácido funciona?”

Foi: “Funciona para quê?”

Durante muito tempo, a discussão ficou centrada no produto. Mas, com o passar dos anos, percebi que a resposta não está apenas no ácido, e sim no problema que estamos tentando resolver. Fungos diferentes, mecanismos diferentes, objetivos diferentes e resultados diferentes.

Quando trocamos a pergunta, mudamos também a qualidade das nossas decisões. O raciocínio clínico começa quando deixamos de procurar soluções universais e passamos a entender melhor as causas. Afinal, não existe tratamento inteligente sem uma pergunta inteligente antes.

E você? Qual pergunta sobre os ácidos acha que a podologia ainda precisa responder melhor?

A aparência clínica é uma ferramenta valiosa, mas nem sempre conta toda a história. Alterações ungueais podem sugerir um...
17/06/2026

A aparência clínica é uma ferramenta valiosa, mas nem sempre conta toda a história. Alterações ungueais podem sugerir uma condição específica e, ainda assim, o exame laboratorial revelar um diagnóstico completamente diferente. O que parece onicomicose pode ser psoríase ungueal. O que parece trauma pode ser uma infecção. E o inverso também acontece.

Quando baseamos nossas decisões apenas naquilo que vemos, corremos o risco de transformar hipóteses em certezas. O exame laboratorial não existe para substituir a experiência clínica, mas para complementá-la, reduzir erros diagnósticos e aumentar a segurança das nossas condutas.

Talvez a pergunta mais importante não seja "o que essa unha parece ser?", mas sim "como eu posso confirmar o que ela realmente é?". Afinal, quantas vezes a aparência clínica já te levou a uma conclusão que o exame laboratorial desmentiu?

Quanto mais conhecemos os agentes etiológicos, menos dependemos de protocolos prontos.Na onicomicose, diferentes fungos ...
17/06/2026

Quanto mais conhecemos os agentes etiológicos, menos dependemos de protocolos prontos.
Na onicomicose, diferentes fungos podem produzir manifestações clínicas semelhantes, mas isso não significa que compartilham o mesmo comportamento biológico. Dermatófitos, leveduras e fungos não dermatofíticos possuem características próprias, mecanismos distintos de invasão e respostas variáveis às estratégias terapêuticas.

Quando compreendemos quem é o agente envolvido, deixamos de tratar apenas a aparência da unha e passamos a tomar decisões mais fundamentadas. O raciocínio clínico não nasce da repetição de protocolos. Ele surge da combinação entre conhecimento científico, avaliação individualizada e confirmação diagnóstica.
Afinal, quanto mais sabemos sobre a causa do problema, menos precisamos confiar em fórmulas prontas e mais conseguimos construir condutas baseadas em evidências.

Você costuma direcionar suas decisões pela identificação do agente etiológico ou pela aparência clínica da unha?

Nem toda onicomicose é causada pelo mesmo fungo.Então por que tratamos todas como se fossem iguais?Dermatófitos, levedur...
16/06/2026

Nem toda onicomicose é causada pelo mesmo fungo.
Então por que tratamos todas como se fossem iguais?
Dermatófitos, leveduras e fungos não dermatofíticos podem provocar alterações muito semelhantes na unha. Porém, nem sempre apresentam o mesmo comportamento biológico, a mesma capacidade de invasão ou a mesma resposta aos tratamentos.
Quando baseamos nossas decisões apenas na aparência clínica, corremos o risco de ignorar uma informação fundamental: qual é o agente causador?
Talvez a pergunta mais importante não seja:
"Qual tratamento eu devo usar?"
Mas sim:
"Qual fungo eu estou tentando tratar?"
Sem identificar o agente etiológico, estamos tomando decisões com informações incompletas.
E você, acredita que o exame micológico ainda recebe menos atenção do que deveria na prática clínica da podologia?

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São José Do Rio Prêto, SP

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