Dr. João Gomes Netinho

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Dr. João Gomes Netinho Referência em doenças do aparelho digestivo. Mestrado (FAMERP -SP) e Doutorado (UNICAMP-SP) em cir Mestrado (FAMERP -SP) e Doutorado (UNICAMP-SP) em cirurgia.

Professor da residência médica na FAMERP- SP.

Durante muito tempo, pessoas com divertículos foram orientadas a evitar sementes, castanhas e outros alimentos semelhant...
13/10/2026

Durante muito tempo, pessoas com divertículos foram orientadas a evitar sementes, castanhas e outros alimentos semelhantes, pela ideia de que pequenas partículas poderiam provocar inflamação. As evidências atuais, porém, não sustentam essa restrição de forma rotineira.

O Fiesole Consensus, consenso internacional publicado em Gut, afirma que não está demonstrado que o consumo de sementes provoque complicações da doença diverticular e também destaca o papel de uma alimentação adequada, incluindo fibras, na saúde intestinal.

Isso não significa que a orientação seja igual para todos. Sintomas e condições individuais precisam ser considerados, portanto, antes de excluir alimentos da dieta, converse com seu médico.

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(Fonte: Fiesole Consensus Report – Global Guidelines on Diverticular Disease of the Colon, Gut.)
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08/10/2026

Você entra no banheiro com o celular e, quando percebe, passou muito mais tempo ali do que precisava? Um estudo publicado em 2025 na PLOS ONE, com 125 adultos, observou esse comportamento: 37,3% dos usuários de smartphone permaneciam mais de cinco minutos no vaso sanitário, contra 7,1% entre quem não usava o aparelho. Após os ajustes estatísticos, o uso do smartphone também esteve associado a uma chance 46% maior de apresentar hemorroidas.

O estudo não demonstra que o celular causa hemorroidas, mas sugere uma explicação bastante prática para essa associação: o aparelho pode fazer você permanecer sentado no vaso por mais tempo do que o necessário, aumentando o tempo de pressão sobre a região a**l.

Então, se o celular costuma acompanhar você ao banheiro, vale mudar o hábito: terminou de evacuar, terminou o tempo no vaso.

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((Fonte: Ramprasad C. et al. Smartphone use on the toilet and the risk of hemorrhoids. PLOS ONE, 2025.)
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Constipação intestinal não significa apenas passar vários dias sem evacuar. Fezes endurecidas, esforço excessivo, sensaç...
06/10/2026

Constipação intestinal não significa apenas passar vários dias sem evacuar. Fezes endurecidas, esforço excessivo, sensação de evacuação incompleta, dificuldade para eliminar as fezes e necessidade de utilizar auxílio manual para facilitar a evacuação também podem fazer parte do quadro, mesmo quando existe certa regularidade nas idas ao banheiro.

Por isso, a frequência é apenas uma das informações consideradas na avaliação. Se evacuar se tornou frequentemente difícil, exige muito esforço, auxílio manual ou deixa a sensação de que o intestino não esvaziou completamente, a investigação médica pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.

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A forma como uma dor abdominal se comporta fornece informações importantes durante a investigação. Quando o desconforto ...
01/10/2026

A forma como uma dor abdominal se comporta fornece informações importantes durante a investigação. Quando o desconforto aparece associado à distensão, acompanha mudanças na frequência ou na consistência das fezes e se modifica após a evacuação, esse conjunto de características pode indicar uma relação com o funcionamento intestinal e ajudar o médico a direcionar a avaliação.

Isso não significa que a melhora após evacuar determine, sozinha, a causa da dor. Localização, intensidade, duração, frequência dos episódios e presença de outros sintomas também precisam ser considerados, assim como alterações recentes do hábito intestinal, sangramento, perda de peso ou outros sinais que possam exigir uma investigação específica.

Observar esses detalhes ajuda muito na consulta. Se a dor abdominal é recorrente, está se tornando mais frequente ou vem acompanhada de outras alterações, procure avaliação médica para investigar a origem do sintoma e definir a conduta adequada.

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A prevenção do câncer de intestino não deve ser pensada da mesma maneira para todas as pessoas. Enquanto algumas apresen...
24/09/2026

A prevenção do câncer de intestino não deve ser pensada da mesma maneira para todas as pessoas. Enquanto algumas apresentam risco habitual, outras podem necessitar de uma estratégia diferente em razão do histórico familiar, de pólipos identificados anteriormente, de doenças inflamatórias intestinais ou de outras condições que modificam o risco individual.

Essas diferenças são importantes para definir quando iniciar o rastreamento, qual método utilizar e com que frequência realizar o acompanhamento. Por isso, idade e ausência de sintomas não devem ser a**lisadas isoladamente: a história pessoal e familiar também precisa fazer parte da avaliação.

Ao longo deste Setembro Verde, abordamos diferentes situações justamente para mostrar que prevenção não significa seguir uma única regra. Conhecer o próprio risco e manter o acompanhamento adequado permite estabelecer uma estratégia preventiva individualizada. Converse com seu médico e saiba qual é a recomendação indicada para o seu caso.

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Pacientes com retocolite ulcerativa e alguns pacientes com doença de Crohn que acomete o cólon podem apresentar risco au...
22/09/2026

Pacientes com retocolite ulcerativa e alguns pacientes com doença de Crohn que acomete o cólon podem apresentar risco aumentado de câncer colorretal ao longo do tempo. Esse risco não é igual para todos e depende de fatores como a duração da doença, sua extensão no intestino, o grau de atividade inflamatória e outras características clínicas individuais.

Por esse motivo, o acompanhamento desses pacientes possui particularidades e pode incluir programas específicos de vigilância por colonoscopia, com periodicidade definida de acordo com o perfil de risco. Trata-se de uma estratégia diferente do rastreamento indicado para a população geral, justamente porque a presença de uma doença inflamatória intestinal pode modificar a forma como a prevenção deve ser conduzida.

Neste Setembro Verde, é importante lembrar que prevenir o câncer de intestino também significa reconhecer situações que exigem acompanhamento individualizado. Para quem convive com uma doença inflamatória intestinal, manter o seguimento médico regular e os exames indicados é parte fundamental desse cuidado.

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Realizar uma colonoscopia é importante, mas a qualidade com que o exame é realizado também interfere no seu papel preven...
17/09/2026

Realizar uma colonoscopia é importante, mas a qualidade com que o exame é realizado também interfere no seu papel preventivo. Um preparo intestinal adequado, a avaliação completa do cólon e a inspeção cuidadosa da mucosa são etapas fundamentais para que pequenas alterações e lesões precursoras possam ser identificadas.

A colonoscopia também permite que pólipos sejam retirados durante o procedimento quando indicado. A partir dos achados do exame e, quando necessário, do resultado da análise anatomopatológica, o médico pode avaliar o risco e estabelecer o acompanhamento mais adequado para cada paciente.

Neste Setembro Verde, falar em prevenção do câncer de intestino também significa compreender que não basta simplesmente “ter feito uma colonoscopia”. A qualidade do exame, seus resultados e a continuidade do acompanhamento indicado fazem parte de uma estratégia preventiva adequada.

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Ter casos de câncer de intestino na família não significa, necessariamente, que exista uma síndrome hereditária. O histó...
15/09/2026

Ter casos de câncer de intestino na família não significa, necessariamente, que exista uma síndrome hereditária. O histórico familiar pode aumentar o risco por diferentes razões, enquanto as síndromes hereditárias estão relacionadas a alterações genéticas específicas que podem ser transmitidas entre gerações e exigem uma avaliação própria.

A Síndrome de Lynch é uma das principais condições hereditárias associadas ao câncer colorretal. Alguns padrões podem levantar suspeita, como diagnósticos em idades mais jovens, vários familiares acometidos ao longo de diferentes gerações ou a ocorrência de determinados tipos de câncer relacionados à síndrome dentro da mesma família. A análise, porém, não deve ser feita a partir de um único caso isolado, mas considerando toda a história familiar e clínica do paciente.

Neste Setembro Verde, conhecer os antecedentes da família também faz parte da prevenção do câncer de intestino. Quando existe suspeita de predisposição hereditária, a avaliação especializada pode indicar a necessidade de investigação complementar e, em casos selecionados, de aconselhamento genético, permitindo estabelecer uma estratégia de acompanhamento adequada ao risco individual.

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O preparo intestinal não é apenas uma etapa anterior à colonoscopia. A limpeza adequada do cólon permite que o médico vi...
10/09/2026

O preparo intestinal não é apenas uma etapa anterior à colonoscopia. A limpeza adequada do cólon permite que o médico visualize a mucosa com maior clareza e examine cuidadosamente suas paredes, aumentando a qualidade da avaliação e favorecendo a identificação de pólipos e outras alterações.

Quando o preparo é inadequado, resíduos podem dificultar a visualização de determinadas áreas e até encobrir pequenas lesões, comprometendo a efetividade do exame. Em algumas situações, isso pode tornar necessária a repetição da colonoscopia em um intervalo menor. Por esse motivo, seguir corretamente as orientações sobre alimentação, uso das medicações indicadas para o preparo e demais cuidados prévios é parte importante do procedimento.

Neste Setembro Verde, vale lembrar que a prevenção do câncer de intestino não envolve apenas realizar os exames indicados, mas também garantir condições adequadas para que eles tenham a qualidade necessária. Ao receber as orientações para uma colonoscopia, siga o preparo conforme recomendado pela equipe médica e esclareça eventuais dúvidas antes do exame.

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A retirada de um pólipo durante a colonoscopia é uma importante medida de prevenção do câncer de intestino, mas o cuidad...
08/09/2026

A retirada de um pólipo durante a colonoscopia é uma importante medida de prevenção do câncer de intestino, mas o cuidado não necessariamente termina com o procedimento. Depois da remoção, características como tipo, tamanho, quantidade e resultado da análise anatomopatológica ajudam o médico a avaliar o risco e definir como deverá ser realizado o acompanhamento.

Essas informações são importantes justamente porque os pólipos não são todos iguais. Dependendo dos achados, o intervalo até a próxima colonoscopia pode variar, e essa definição deve considerar também a qualidade do exame, a retirada completa das lesões e o histórico de cada paciente.

Neste Setembro Verde, vale lembrar que prevenção também significa dar continuidade ao acompanhamento indicado. Se você já retirou pólipos em uma colonoscopia, mantenha seus exames anteriores e resultados anatomopatológicos organizados e converse com seu médico sobre o intervalo de acompanhamento adequado para o seu caso.

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