24/07/2026
O colesterol alto muitas vezes não causa sintomas — mas, ao longo dos anos, o excesso de LDL pode contribuir para a formação e progressão das placas de aterosclerose.
Quando há indicação de tratamento medicamentoso, existem diferentes estratégias disponíveis. Estatinas, ezetimiba, inibidores de PCSK9, ácido bempedoico e inclisirana atuam de maneiras diferentes e também apresentam potências diferentes para reduzir o LDL.
Mas um ponto é fundamental: não existe um único remédio ou uma única meta de colesterol adequada para todas as pessoas.
A escolha do tratamento deve considerar o risco cardiovascular individual, o valor atual do LDL, a redução necessária para atingir a meta, doenças associadas, tolerância aos medicamentos e tratamentos já utilizados.
E reduzir o LDL não significa apenas melhorar um número no exame. Para diversas terapias, grandes estudos demonstraram que a redução adequada do LDL está associada à diminuição do risco de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares.
Por isso, o tratamento deve ser individualizado e acompanhado ao longo do tempo. Alimentação equilibrada, atividade física, controle do peso, não fumar e boa adesão ao tratamento continuam fazendo parte da prevenção cardiovascular.
Você sabe qual é a sua meta de LDL?
Ela pode ser bem diferente da meta de outra pessoa.
Converse com seu cardiologista e não inicie, troque ou suspenda medicamentos por conta própria.
📌 Salve este post para consultar depois e compartilhe com quem precisa entender melhor o tratamento do colesterol.
Conteúdo educativo e informativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Dr. Rodrigo Lemos de A. Castro
CRM-SP 144789 | RQE 60774
Cardiologia