Psicóloga - Maria Thereza Carneiro

Psicóloga - Maria Thereza Carneiro Atendimento psicoterápico voltado para jovens, a partir de 18 anos, adultos e idosos. Atendimento p

Existe uma pergunta que aparece no consultório com mais frequência do que parece. 🌿Ela quase nunca chega de forma direta...
11/05/2026

Existe uma pergunta que aparece no consultório com mais frequência do que parece. 🌿

Ela quase nunca chega de forma direta. Vem como planejamento, cautela ou necessidade de “esperar o momento certo”. Mas, no fundo, costuma tocar em algo mais profundo: quem você acredita que será quando o trabalho deixar de ocupar o centro da sua identidade.

Para mulheres que construíram a própria vida em torno da competência, autonomia e desempenho, a maternidade pode ativar uma tensão muito específica. Porque ela mexe no controle sobre o tempo, na previsibilidade da rotina e, principalmente, na forma como o próprio valor foi sendo organizado ao longo dos anos.

Muitas vezes, o medo não está ligado à ideia de ter filhos em si. Está ligado ao receio de perder a principal referência sobre quem você é.

Na prática clínica, esse padrão aparece com frequência em pessoas cujo valor pessoal ficou muito concentrado em uma única dimensão da vida. E quando isso acontece, mudanças importantes até mesmo as desejadas, podem gerar ansiedade, ambivalência e resistência emocional. 🧠

A terapia não define quem você deve ser. Mas pode ajudar a ampliar a forma como você se enxerga, para além do que você produz ou conquista.

Todo Dia das Mães eu fico um pouco mais introspectiva.Acho que porque maternidade, para mim, nunca foi uma ideia simples...
10/05/2026

Todo Dia das Mães eu fico um pouco mais introspectiva.

Acho que porque maternidade, para mim, nunca foi uma ideia simples.

Existe uma imagem muito idealizada sobre o que é ser mãe, como se o cuidado viesse naturalmente, como se maternar fosse sempre um lugar de plenitude.

Mas, na minha vida, a maternidade foi mais complexa do que isso.

É sempre um mantra: as pessoas cuidam a partir dos recursos que têm. Da história que viveram. Das condições que estavam disponíveis naquele momento.

Reconhecer isso não apaga dores, faltas ou dificuldades. Mas também impede que a história seja reduzida à culpa.

Talvez por isso essa data me atravesse de um jeito tão particular.

Porque ela me faz pensar não só sobre a mãe que eu sou, mas também sobre a filha que eu fui. Sobre as formas que encontrei para me fortalecer. Sobre o quanto, às vezes, a autossuficiência nasce como uma tentativa de proteção.

A maternidade tem me ensinado que amar não é acertar sempre ou tudo.
Que cuidar também exige repertório.
Que presença se constrói.
Que reparar faz parte.
Que fazer diferente não significa negar a própria história.

Talvez maternidade, para mim, seja isso: um exercício contínuo de consciência.

Sobre o outro.
Sobre mim.
Sobre o que recebi.
Sobre o que precisei construir.
Sobre o que desejo transmitir.

Não de forma perfeita.
Mas de forma mais inteira.

Neste Dia das Mães, meu carinho vá para todas as mães, pensando nessa palavra em seu sentido mais amplo.

Para quem gera.
Para quem cria.
Para quem cuida.
Para quem sustenta.
Para quem tenta fazer melhor com os recursos que tem.
Para quem erra, repara e aprende.

E também para todas as pessoas que, em algum momento, ocuparam esse lugar de cuidado na vida de alguém.

Porque maternidade, para mim, não é uma imagem perfeita. É uma experiência profundamente humana: feita de amor, consciência tentativa e reparação.

08/05/2026
06/05/2026

“Eu preciso de psicoterapia ou de avaliação neuropsicológica?” Essa dúvida é mais comum do que parece!

Muitas vezes, a pessoa percebe que algo não vai bem, mas não consegue entender se está diante de uma questão emocional, de um padrão de funcionamento que precisa ser trabalhado em terapia, ou de algo que precisa ser investigado de forma mais objetiva e aprofundada.

Nem sempre a resposta é óbvia de início.
E nem sempre é algo para tentar decidir sozinho.

Em alguns casos, a pessoa chega achando que precisa de uma coisa e, na prática, percebe que precisa de outra. Em outros, os dois processos podem ser complementares.

📍Se você está em dúvida sobre qual atendimento faz mais sentido para você, entre em contato para agendar pelo link na bio ou pelo direct que eu posso te auxiliar a fazer esse primeiro direcionamento para ajudar a entender o melhor caminho para o seu caso.

04/05/2026

Ninguém nos ensina a dizer, sem culpa: o trabalho é importante pra mim.

A gente aprende a relativizar. A equilibrar. A não “deixar tomar conta”.

Como se o espaço que o trabalho ocupa precisasse sempre ser justificado ou reduzido.

Só que, pra algumas pessoas, ele não é só uma parte da vida.
Ele é um eixo de construção, de responsabilidade, de identidade, de escolha.

E quando isso é verdadeiro, tentar diminuir não traz equilíbrio.
Só cria conflito interno.

Então talvez a questão não seja “deixar de se importar tanto”.

Mas conseguir sustentar, com mais clareza, aquilo que de fato importa pra você.

Porque, às vezes, aceitar isso organiza mais do que qualquer tentativa de controle.

02/05/2026

Acordar mal por causa do trabalho pode incomodar mais do que o próprio trabalho.

Porque vem a dúvida:
“isso deveria mexer tanto comigo assim?”

E, muitas vezes, a tentativa vira afastamento —
como se o problema fosse se importar.

Mas nem sempre é.

O trabalho ocupa um lugar real na vida de quem construiu responsabilidade, autonomia e resultado.

E, para muitas mulheres, reconhecer isso ainda gera conflito.
Não fomos ensinadas a sustentar o trabalho como algo central mas a relativizar.

Então o incômodo não é só sobre o trabalho.
É sobre não saber como se posicionar diante do que ele representa.

Se é importante pra você, isso não precisa ser reduzido.
Precisa ser compreendido.

Se você quer manter performance, mas com menos custo emocional, a terapia pode te ajudar nesse ajuste.

Me chama no direct. 🤍

Parar de trabalhar e descansar não são a mesma coisa e essa distinção costuma ser invisível para quem passou a vida func...
28/04/2026

Parar de trabalhar e descansar não são a mesma coisa e essa distinção costuma ser invisível para quem passou a vida funcionando em alta performance.

Quando o sistema de funcionamento de uma pessoa é construído em torno de desempenho, responsabilidade e antecipação constante, o nosso sistema aprende a operar em estado elevado de ativação. Não porque existe perigo real mas porque, ao longo do tempo, esse estado se tornou o modo padrão de funcionar.

O problema é que esse sistema não desliga automaticamente quando o expediente termina. O pensamento continua ativo: revisando o que foi feito, antecipando o que ainda falta, organizando o amanhã. A atividade parou, mas o processamento interno segue em curso.

Isso explica por que algumas pessoas dizem que descansaram e não se sentem descansadas. Por que as férias não repõem da forma esperada. Por que o fim de semana parece curto demais, mesmo quando tecnicamente não houve trabalho.

A boa notícia é que padrões aprendidos podem ser revistos. Na TCC, trabalhamos exatamente isso: identificar as crenças que sustentam esse modo de funcionamento e construir respostas mais flexíveis e funcionais.

Se você se reconheceu aqui, talvez valha entender como o seu sistema funciona. Isso também faz parte do que trabalhamos juntas em terapia.
📍 Link na Bio para mais informações.

24/04/2026

Uma abordagem terapêutica não deveria ser escolhida apenas por afinidade ou preferência clínica.

Ela precisa sustentar uma forma de compreender o sofrimento, organizar hipóteses, definir objetivos e conduzir o processo com responsabilidade.

Na TCC, o acolhimento não se perde pelo fato de existir método.

Pelo contrário: é justamente a estrutura que permite que a escuta tenha direção, que os padrões sejam compreendidos com mais clareza e que a mudança seja acompanhada de forma mais consistente.

Porque terapia não é só ter um espaço para falar.

É ter um espaço seguro, técnico e bem conduzido para entender o que se repete, o que mantém o sofrimento e quais caminhos podem ser construídos a partir disso.

📍 Se você busca um processo terapêutico com clareza, estrutura e aplicação prática, o link para agendamento está na bio.

A capacidade de resolver os próprios problemas de forma independente é, sim, um recurso importante.Em muitos casos, ela ...
15/04/2026

A capacidade de resolver os próprios problemas de forma independente é, sim, um recurso importante.

Em muitos casos, ela está associada a competências valiosas, como autonomia, responsabilidade, iniciativa e agilidade para lidar com imprevistos. Nem toda autossuficiência é um problema.

Mas esse funcionamento nem sempre nasce apenas de maturidade, escolha ou preferência pessoal.

Às vezes, ele se organiza em contextos em que depender do outro parecia arriscado demais. Pedir ajuda gerava frustração. Demonstrar necessidade parecia fraqueza, excesso ou vulnerabilidade. Em algumas experiências, contar com alguém significava correr o risco de se decepcionar, ser negligenciada ou perder o controle sobre algo importante.

Quando isso se repete, a autossuficiência pode deixar de ser apenas um recurso adaptativo e passar a funcionar também como estratégia de proteção.

A pessoa aprende que é mais seguro antecipar do que precisar pedir. Mais confiável fazer sozinha do que depender. Mais confortável sustentar tudo por conta própria do que se expor à possibilidade de não ser atendida da forma que precisava.

E, aos poucos, torna-se muito eficiente em resolver, prever, organizar, suportar e seguir funcionando.

O ponto é que um padrão pode ser funcional e, ao mesmo tempo, custoso.

Existe uma diferença importante entre independência e impossibilidade de se apoiar. Entre autonomia e rigidez. Entre ser capaz de sustentar e sentir que não existe alternativa legítima além de sustentar tudo.

Quando tudo precisa passar por você, talvez já não estejamos falando apenas de competência, mas também de dificuldade de confiar, controle excessivo, tensão constante e pouca abertura para dividir peso, pedir ajuda ou descansar sem culpa.

Na clínica, a pergunta nem sempre é apenas se a pessoa dá conta.
Muitas vezes, dá.
A pergunta mais importante é: por que quase tudo ainda precisa acontecer desse jeito?

⚓️ Aprender a se apoiar e a confiar também faz parte do processo terapêutico.

📍Mais informações no link da bio.

ansiedadededesempenho exaustaoemocional

Endereço

Avenida Andromeda, 1162
São José Dos Campos, SP
12230-001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 19:00
Quarta-feira 08:00 - 19:00
Quinta-feira 08:00 - 19:00
Sexta-feira 08:00 - 19:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga - Maria Thereza Carneiro posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria