Ana Letícia Cornetti - Psicóloga

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A experiência materna, muitas vezes, é carregada de idealizações irreais. Como a ideia de que todos os momentos entre mã...
09/07/2026

A experiência materna, muitas vezes, é carregada de idealizações irreais. Como a ideia de que todos os momentos entre mãe e filho deveriam ser naturalmente bonitos, intuitivos e cheios de conexões espontâneas.

A amamentação costuma ocupar um dos lugares no topo dessa construção. Mas a realidade do corpo nem sempre segue o roteiro que nos ensinaram a esperar.

Algumas mulheres vivenciam uma onda repentina e extremamente desconfortável exatamente no instante em que o bebê começa a sugar e o leite se prepara para descer.

Uma tristeza que brota do nada. Um vazio no estômago. Uma angústia difícil de explicar em palavras, que dura poucos segundos, mas que se repete a cada ma**da.

Quando não entendemos a linguagem do corpo, o nosso psiquismo busca a explicação na tentativa de dar sentido àquilo: "Talvez eu não tenha nascido para ser mãe. Talvez eu não ame o meu filho o suficiente."

No entanto, existe um fenômeno fisiológico chamado D-MER (Reflexo de Ejeção de Leite Disfórico). É uma resposta do organismo, ligada a uma queda abrupta de dopamina segundos antes do leite descer. É química. É corpo. Não é falta de amor.

O seu corpo não está te dizendo que existe algo errado com o vínculo que você construiu com seu bebê.

Entender isso não cura o reflexo físico imediatamente, mas alivia uma culpa que nenhuma mulher deveria carregar sozinha. Nem sempre nomeamos o que sentimos para encontrar cura automática; às vezes, fazemos isso apenas para finalmente perceber que não estamos sozinhas e desamparadas na nossa dor.

Se essa experiência conversa com a sua história atual, ou com o seu passado na amamentação, me escreva aqui nos comentários ou por mensagem direta. Pode ser o momento de olharmos juntas para esse contorno. 🤍

"Estou esquecida""Nossa, tenho me sentido tão devagar""Minha cabeça não funciona mais como antes""Ai Analê, tô tãooo ges...
08/07/2026

"Estou esquecida"

"Nossa, tenho me sentido tão devagar"

"Minha cabeça não funciona mais como antes"

"Ai Analê, tô tãooo gestonta rs"

Essas frases aparecem com frequência nas conversas com gestantes. E, muitas vezes, vêm acompanhadas de preocupação, cobrança e até um certo estranhamento diante de si mesma.

Mas a gestação transforma muito mais do que o corpo.

Enquanto um bebê cresce, o cérebro materno também passa por importantes adaptações. Existe uma reorganização acontecendo aí dentro, preparando caminhos para novas formas de perceber, sentir e se conectar.

Por isso, talvez valha a pena trocar a autocrítica por um pouco mais de curiosidade, sabe?!

Nem toda mudança precisa ser vista como um problema a ser corrigido.

Algumas delas fazem parte da travessia de se parir mãe. 🤍

Você já teve algum momento "gestonta" que te fez rir, chorar ou suspirar nesta semana? Me conta nos comentários.

Há quanto tempo você espera que tudo esteja em ordem, para que enfim você possa permitir cuidar de você?Quando vê já aca...
08/07/2026

Há quanto tempo você espera que tudo esteja em ordem, para que enfim você possa permitir cuidar de você?

Quando vê já acabou o dia, a semana, o mês e essas demandas não chegaram ao fim, não é?! Na maior parte das vezes, ou o cuidado acontecerá no meio da rotina, em pequenos gestos, ou ele não existirá!

Ele pode te habitar quando você sustenta se escutar antes de atravessar mais um limite. Quando percebe que o corpo já não pede força, mas descanso.

Quando entendemos que dizer sim para tudo também pode ser uma forma de dizer não para nós mesmas.

Durante muito tempo, aprendemos a acreditar que cuidar de si era um prêmio recebido depois das responsabilidades cumpridas, depois que todos estivessem satisfeitos com nossas entregas. Mas quem vive esperando esse momento costuma descobrir que ele quase nunca chega.

Talvez a mudança que você procura esteja no gesto de abandonar a busca por aprovação e liberação para se dar e receber cuidado!

Muitas vezes, ele já está aí nos pequenos gestos, que só precisam ser repetidos e sustentados com constância, nessa travessia de construir um lugar mais gentil se para habitar.

Por isso, antes de sair correndo para a próxima tarefa, respira grande se pergunta: o que seria uma forma de cuidado possível para mim hoje?

Talvez a resposta não mude o seu dia inteiro. Mas pode mudar a forma como você dá o próximo passo 🤍 E uma travessia é feita de um passo depois do outro!

Quem trabalha acolhendo histórias e cuidando de pessoas, muitas vezes, vai experimentar a cobrança interna ou a expectat...
08/07/2026

Quem trabalha acolhendo histórias e cuidando de pessoas, muitas vezes, vai experimentar a cobrança interna ou a expectativa do outro de estar sempre disponível. Como se a entrega total e sem limites fosse parte natural do compromisso com quem chega.

Durante muito tempo, também pensei assim. Até perceber que a escuta começa a perder potência quando nos afastamos de nós mesmas para seguir servindo ao outro, sem pausa.

Quando você demarca territórios de respeito ao seu ritmo, podem até questionar se você realmente gosta do que faz. Mas, sabe o que acontece?! Ninguém sustenta presença por muito tempo vivendo em estado de ausência de si. Para respirar, não dá pra apenas soltar o ar. É preciso se abastecer dele também!

Foi preciso compreender que cuidar da minha própria vida emocional não compete com o meu trabalho. Ao contrário, é o que permite que eu siga oferecendo um espaço de encontro verdadeiro, inteiro e respeitoso para quem caminha comigo.

Hoje acredito que o cuidado precisa ser vivido antes de ser ensinado. É uma escolha diária de não me abandonar enquanto acolho a travessia de outras mulheres. Porque é dessa coerência que nasce uma presença que realmente sustenta. 🤍

A gente cresce achando que os processos emocionais vêm com uma linha de chegada. Uma ilusão de que, depois de cruzar um ...
08/07/2026

A gente cresce achando que os processos emocionais vêm com uma linha de chegada. Uma ilusão de que, depois de cruzar um determinado ponto, finalmente vamos nos sentir totalmente prontas e sem nenhum ponto de interrogação no peito.

Mas na prática, a vida não obedece a essa lógica de gavetas fechadas. Claro, algumas transformações se encerram; no entanto, muitas outras vão nos pedir um lugar seguro para continuar existindo e sendo cuidadas, sem atropelo.

Ao longo da Travessia Renascer em Mim, vi de perto mulheres encontrando a própria voz. Vi encontros honestos com o espelho, limites sendo desenhados com firmeza e o alívio profundo de descobrir que não era mais preciso carregar o mundo inteirinho sozinha.

E o que ficou claro quando o percurso inicial terminou é que algumas mudanças estavam apenas começando a criar raízes.

Foi exatamente desse lugar de cuidado que nasceu a Travessia Elo. Um novo ciclo desenhado para quem já viveu a primeira etapa e deseja seguir sustentando o que floresceu. Um ambiente de cuidado para fortalecer as bases, apurar a escuta de si e acolher, na rotina viva, a mulher que começou a renascer.

Escolher continuar é uma forma de reconhecer que aquilo que é vital para a sua saúde e para a sua identidade merece ser protegido e sustentado a longo prazo.

Se, ao concluir a Travessia Renascer em Mim, você sente que existe uma parte sua pedindo continuidade, talvez a Travessia Elo seja exatamente o próximo passo da sua caminhada. 🤍

27/06/2026

De onde você vem, na história que você habita é seguro sentir?

Há espaço para que emoções possam ser vividas com integridade?!

Eu brinco que eu não 🩸 em qualquer lugar. E isso é uma das coisas que me impulsiona a desenvolver e sustentar espaços seguros e de cuidado para escutar e dialogar com nossas emoções.

Elas se expressam em nossos pensamentos e em nosso corpo. Corpo é bússola. Mas, às vezes aprendemos que ela não deve ser acessada.

O que nos custa não construir e sustentar um relacionamento próximo com nossas emoções?! Muita gente paga com falta de vivacidade e sentido pela vida. Desconexão.

Já tentou se alimentar com a boca anestesiada?! Então...

Bom, hoje foi nosso dia 01 da Mentoria Travessia Elo (uma filha que nasceu da Mentoria Travessia Renascer em Mim), e falamos sobre a conexão e escuta do nosso sentir com acolhimento e não julgamento. Sentimos na pele que ter permissão para sentir é tranformador. Transforma-dor 🦋

E faz florescer coisa nova e solo que um dia secou!

Foi lindooooo! Honro meu sim para esse projeto-sonho-cuidado e honro o sim de cada mulher que segue junto em travessia. É por mim, por vocês, por nós!

Sensação de solidão emocional e exaustão é muitas vezes o que se ganha quando se torna a pessoa que resolve tudo para to...
26/06/2026

Sensação de solidão emocional e exaustão é muitas vezes o que se ganha quando se torna a pessoa que resolve tudo para todos.

Quando olhamos para os dados destacados em Atravessando o deserto emocional, de Thais Basile, compreendemos as mulheres trabalhando o dobro de horas em casa, a resposta imediata do mundo é nos oferecer mais "dicas de produtividade". Mas o buraco é mais embaixo.

Na psicologia, investigamos o que está por trás do comportamento de permanência. Por que insistimos tanto em carregar dinâmicas falidas, cobranças irreais e o peso do mundo nas costas? Porque, no fundo, fomos educadas sob o mito do sacrifício amoroso. Aprendemos que ser uma "boa mulher" ou uma "boa mãe" significa esvaziar-se de si para preencher o outro.

Romper com esse ciclo gera culpa. Uma culpa visceral, que parece punição. Mas na verdade, essa culpa é apenas o sintoma do nascimento da sua autonomia. É o sinal de que você está, finalmente, escolhendo não morrer um pouco a cada dia em prol dos outros.

O sacrifício não pode ser a sua única moeda de troca para ser aceita.

Olhando para a sua vida hoje, qual é a carga que você continua carregando por pura lealdade a esse padrão antigo, e que já passou da hora de soltar?

23/06/2026

Tem indicação de livro que mexe com a gente, né?! 🥹

Amo uma indicação... Inclusive, me deixa aqui nos comentários uma foto do seu livro do momento? Vou amar saber! (Sim, agora o Insta permite responder com foto, você viu?) 📖✨

Agora, receber uma indicação que vem com um "parece um abraço... parece com você" toca na minha alma, sabe?! Me mostra que sigo no caminho que acredito, viva no meu propósito de acolher e cuidar de mulheres em suas travessias feminina e materna ❤️🧭

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Rua João Gama, 80
São José Dos Campos, SP

Telefone

+551236484565

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