11/07/2026
Vivemos acreditando que só seremos dignos de amor, respeito ou felicidade quando mudarmos. Então travamos uma batalha diária contra quem somos, tentando esconder nossas imperfeições e rejeitando partes de nós mesmos. Mas Carl Rogers propõe um caminho diferente: a verdadeira transformação não nasce da autocrítica, e sim da aceitação.
Aceitar-se não significa conformar-se. Significa olhar para si com honestidade, sem máscaras, sem negar as próprias dores, limitações e potencialidades. É quando deixamos de gastar energia lutando contra nós mesmos que ela se torna disponível para crescer.
O curioso paradoxo é justamente esse: quanto mais me aceito, menos preciso fingir. E, quando paro de fingir, posso escolher mudar por desejo de evolução, e não por vergonha de quem sou. A mudança deixa de ser uma tentativa desesperada de ser suficiente e passa a ser uma expressão natural de quem deseja florescer.
Talvez o primeiro passo para se tornar quem você deseja ser não seja mudar. Talvez seja, simplesmente, acolher com coragem quem você é hoje.
Diego Anisse | Psicólogo
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