Jose Paulo Ferrari

Jose Paulo Ferrari Atendimento clínico psicológico para crianças, jovens, adultos e idosos.

A oportunidade está sempre no Presente!O Tempo passa diante de nós...! Dependendo das idades, fases da vida e, principal...
06/05/2026

A oportunidade está sempre no Presente!

O Tempo passa diante de nós...! Dependendo das idades, fases da vida e, principalmente, dos tipos de vivências, mais ou menos intensa ou lentamente.
Sua velocidade – por assim dizer - se apresenta com suas peculiares dinâmicas diante de nós. Mas, no geral, quando ele em parte já se foi – isto é quando a quantidade do tempo também se conta para nós - através de estímulos de imagens, sons, cores e até mesmo aromas e simples situações, podemos retornar ao passado, ainda no presente... E, de certa forma, empreender uma especial e particular viagem, através das recordações, que pode ou não vir a se constituir em vivências agradáveis ou desagradáveis em novos momentos no tempo.
A intensidade das lembranças, no geral, depende - também - de como elas nos marcaram, se com prazeres ou dores, já que seus significados de alguma forma precisam ser entendidos por nós. Mas, de qualquer forma, estes conteúdos que compõem nosso universo interior e, assim, vêm a constituir grande parte do nosso inconsciente ou daquilo que, por alguma razão, preferimos esquecer, abandonar em um canto ou mesmo sob o tapete esconder, emergem através de estímulos e nos promovem novas emoções. Talvez, a canção tenha razão, quando afirma que "recordar é viver"!
Mas, e o futuro, quem sabe?... certamente, está sendo construído no presente, pelas nossas próprias decisões! Portanto, voltar os olhos para o passado, reviver antigas emoções, muitas vezes, requer coragem e determinação, pois sempre será uma forma de trazer à tona vivências que, em muitos casos, necessitam de ressignificação. E é – exatamente – aí que a Psicologia, como uma ciência do comportamento humano, pode nos ajudar na elaboração daquilo que nossas Almas, de alguma forma, clamam por compreender e, quando não, desenvolver a capacidade, também, de perdoar.
Há um antigo axioma que afirma que o que fazemos com o Tempo depende exclusivamente de nós. Portanto, é preciso, também lembrar que embora os dias tenham a mesma duração para todos, sejamos jovens ou idosos, ricos ou pobres, eles não são aproveitados com igual intensidade, já que, enquanto alguns realizam coisas extraordinárias outros, por suas vezes, simplesmente deixam o tempo passar! Logo, é importante considerar seu emprego sempre a nosso favor!

(Ferrari – 06/05/2026)

A Espiritualidade e as relações com animaisAlgumas pessoas no mundo atual, no que se refere à Espiritualidade – no conce...
07/03/2026

A Espiritualidade e as relações com animais

Algumas pessoas no mundo atual, no que se refere à Espiritualidade – no conceito de que a compreendemos como a instância da transcendência humana ou nos aspectos mais elevados da natureza do homem que, de forma geral, a Psicologia e a própria Organização Mundial da Saúde consideram tudo aquilo que é sagrado para o indivíduo e até mesmo divino – tem afirmado, ou ao menos induzido à crença, que ela exclui, condena ou não aprova a convivência dos homens com os animais.
Em que pese as antigas histórias ou narrativas, que se perdem no passado, sobre o uso ou vínculos estabelecidos entre homens e animais e até mesmo casos de sacrifícios sob justificativas religiosas ou supersticiosas, como são as estórias dos casos de feitiçaria versus gatos pretos, sapos etc., não se pode vincular tais fatos com os comportamentos sociais da atualidade, mesmo porque a Espiritualidade – no conceito a que devemos entendê-la – não se prende ou se vincula à crenças ou conceitos de ordens religiosas. Já que, no que tange a esses dois aspectos citados anteriormente, estamos falando da vivência da Espiritualidade que cada um escolhe para si. Sendo a Espiritualidade uma dimensão do ser humano, muito mais ampla e complexa.
As ideias desenvolvidas ao longo do tempo, por inúmeros pensadores no âmbito das mais diversas correntes, tanto filosóficas como sociológicas ou mesmo psicológicas, nos apontam para uma outra direção ou realidade, visto que os animais de modo geral e, em particular, os ditos domésticos, são compreendidos como seres naturais que devem coparticiparem da existência humana de forma pacífica e harmoniosa, inclusive colaborando até mesmo para o aperfeiçoamento humano, no que diz respeito às relações sociais e afetivas, visto – por exemplo – o emprego de determinados animais em alguns significativos processos terapêuticos que auxiliam os desenvolvimentos físicos, mentais e emocionais de crianças e adultos e, ainda, especialmente quando não, servem de apoio, auxílio e até mesmo de guias nos casos de deficiências orgânicas ou colaboram em processos de recuperações de pacientes em instituições médicas.
O que a Espiritualidade – como uma verdadeira corrente de pensamento - nos alerta se refere sobre os malefícios que a transferência ou dedicação de sentimentos exacerbados aos animais, ou mesmo o estabelecimento ou adoção de determinadas formas de convivências, que chegam ao ponto de escravizar ou mesmo submeter o homem a comportamentos que colocam os animais em um nível mais elevado do que sua própria natureza, a ponto de lhes conferir sentimentos e cuidados que são específicos do ser humano, como até mesmo certo grau de parentesco ou considerações e respeito que ultrapassam os limites da boa convivência social e submetem os cuidadores a comportamentos que acabam por condicioná-los ou, quando não, impedi-los também de uma convivência pacífica socialmente em ambientes de agrupamentos humanos. Sendo que em alguns casos, canalizam para os animais uma energia que, na verdade, deveria ser direcionada a humanos, pois somente com a convivência e experiências vividas no vínculo e troca de afeto com as pessoas é que se pode exercer e desenvolver realmente toda as características humanas.
A Espiritualidade, sob seus diversos aspectos ou mesmo práticas que podem incluir ou não, também, caráter de religiosidade, certamente não condena a convivência com os animais, já que ela tem por princípio básico o que pode ser considerado o caráter mais elevado do ser humano, que se fundamenta em conceitos éticos e até mesmo morais. O que ela inspira e orienta é, sim, a busca harmoniosa de um comportamento que estabeleça ou dite as normais de relações verdadeiramente sadias e independentes entre as espécies. Ou seja, um comportamento contrário ao que vem se observando na sociedade humana, atualmente, e que, certamente, é estimulado por interesses comerciais ou até mesmo políticos do mundo atual, de maneira muito sutil, e que acabam por condicionar a comportamentos de submissões e até mesmo escravizantes, em determinadas situações, a ponto de muitas pessoas afirmarem literalmente que preferem o convívio com os animais do que com seus semelhantes.
A Espiritualidade, a princípio, defende a necessidade de se buscar compreender e mesmo respeitar não só os animais, mas, de forma geral, a própria Natureza e afirma que este é um comportamento louvável e que revela um dos aspectos mais sensíveis e elevados da própria natureza humana que deve inspirar, também, o homem a cuidar e proteger cada vez mais todas as formas e espécies de vida do Planeta. Porém, lembramos que o ser humano, desde que nasce, depende de outro ser humano para sobreviver, necessitando desse outro ser, seu igual, para ser cuidado, alimentado, amado e inspirado ao desenvolvimento de seu potencial inato.
Vale lembrar que, no passado, muitas civilizações próximas de seus desaparecimentos, também, exaltaram as relações entre humanos e animais e, de alguma forma, acabaram por se perder em suas crenças, a ponto de impingir a determinadas espécies qualidades ou características divinas e até mesmo levar para suas tumbas os seus animais de estimação, rompendo assim, sob a ótica da religião por exemplo, a sacralidade dos ambientes que eram preservados pelas tradições. E com esse comportamento se afastaram de si próprios e de seus semelhantes e das relações com eles o que os afastou dos preceitos básicos que deveriam ser cultuados e praticados para a evolução da Alma Humana o que só pode se dar na relação de do Ser Humano com o seu igual.

Ferrari – Quaresma de 2026 - SJC

O ato da amamentação transcende, em muito, os aspectos físicos e estabelece no ser afetivos laços que, no geral, duram p...
14/02/2026

O ato da amamentação transcende, em muito, os aspectos físicos e estabelece no ser afetivos laços que, no geral, duram para sempre. Pois, não se trata para a criança e, também, para a mãe ou a mulher que realiza este especial ato de acolhimento e de transcendência, só de uma relação física, já que são momentos de intensas vivências para a Alma de ambos!....
Um pouco destas histórias:

Irmão-de-leite você tem ou já teve um?
Há muito tempo não via e nem ouvia a frase “imão-de-leite”. Razão pela qual, cheguei a pensar que isto fosse mesmo coisa do passado e do interior. Pois, lá nos "antigamentes" era muito comum, sobretudo nas pequenas cidades, uma lactante amamentar os filhos de outras mulheres, especialmente quando as mães novas apresentavam alguma dificuldade diante do processo ou por problemas de saúde e até mesmo por falta de tempo, já que nas camadas mais humildes muitas mulheres tinham que retomar o trabalho prematuramente e, assim, não dispunham mesmo de tempo para o extraordinário ato da amamentação.
Como bem sabemos, a história também registra fatos em que mulheres, particurlamente da realeza, por exemplos, não se dispunham a amamentar seus filhos, muitas vezes por questões de vaidade, e delegavam esta sublime tarefa as chamadas amas-de-leite, como nos casos do período da escravidão no Brasil.
Obviamente, ainda nos dias atuais é natural que mulheres lactantes amamentem crianças que não seus próprios filhos, por uma razão ou outra, ou cheguem até mesmo a doar seus leites para instituições especializadas no cuidado dos recém-nascidos.
Mas, a frase, em especial, que de certa forma expressa, também, um vínculo afetivo com o outro e, em certas culturas, acaba mesmo por equiparar as crianças ao grau de parentesco de irmandade – confesso – me chamou a atenção. Pois, no meu caso, em particular, também tive um "irmão de leite"...! E de forma dupla. Pois, ele era meu sobrinho, filho da minha irmã mais velha e nascemos com sete meses de diferença. Como ele teve dificuldade inicialmente em mamar na sua mãe - que estava estreando a maternidade - encontrou facilidade em mamar na minha mãe, sua avó e que estava "encerrando a carreira" comigo, o caçula e seu oitavo filho. E eu, naturalmente, passei então a mamar na minha irmã, até mais de dois anos de idade!
Assim, trocamos de "mamães-lactantes" no início das nossas vidas, por um bom período e crescemos de formas saudáveis, nos tornando muito mais que amigos.
Vale lembra, creio, que toda vez que encontrava minha irmã mais velha até recentemente - já que ela faleceu -, como era minha "mãe-de-leite", eu lhe pedia bênçãos e, como hábito do interior, lhe beijava as mãos!... E ela, naturalmente, assumia seu papel social, me aconselhando e cobrando posturas éticas perante a sociedade ou dando palpites em minha vida pessoal.
Ainda, vale lembrar, também, que recebi suas bênçãos até aos meus 75 anos de idade e ela com os seus 95 sempre me ofereceu carinhosamente, quando partiu...!
Infelizmente, recentemente, meu “irmão-de-leite” e amado sobrinho também faleceu na mesma cidade em que vivemos toda a nossa infância e, praticamente, na mesma casa em que ele nasceu.

SJC – Verão de 2026 - José Paulo Ferrari

26/11/2025

O remédio da Alma

O famoso filósofo, escritor, poeta, dramaturgo e historiador francês François-Marie Arouet - que ficou conhecido no Mundo com o pseudônimo de Voltaire - certa vez afirmou que: - “Esta vida é um perpétuo combate e a filosofia o único emplastro que podemos pôr nas feridas que recebemos de todos os lados.”. Com sua afirmação, muito provavelmente, o filósofo expressou, entre outras coisas, que a existência humana é, permanentemente, uma luta de sobrevivência, de reparação, de reconquista ou, ao menos, de uma busca de um estado de saúde interior, de paz, de compreensão e de amor e que o único remédio para os ferimentos que a Alma sofre, ao longo de suas batalhas pessoais, é a verdadeira filosofia. Ou seja, que a ampliação do conhecimento de si mesmo, da Natureza e das Leis que os regem - para não dizer de Deus - é o único recurso que o homem possui para livrar-se dos sofrimentos que sobre ele se abatem diariamente, enquanto encarnados.
Ora, a filosofia - sob a ótica de Pitágoras - é o amor pela Sabedoria ou pela Verdade. E, assim, para se obter o remédio contra o mal que coloca o homem, muitas vezes, em estado de prostração ou faz de sua jornada um longo percurso de batalhas e de dores, é preciso, primeiro, ampliar o estado de compreensão ou desenvolver um verdadeiro autoconhecimento, bem como o entendimento da própria Vida e, assim, obter, o autodomínio para, aos poucos, reencontrar seu estado primitivo, saudável e divino.
Em outras palavras, talvez o filósofo tenha dito: – “o remédio é sair da ignorância, da obscuridade”. Ou, ainda: - “o sofrimento só termina à luz do Conhecimento”!
Mas, como encontrar, descobrir ou obter esta verdadeira panaceia, se a sociedade insisti em produzir inúmeros placebos, a cada instante, que entorpecem a mente, principalmente nos dias de hoje, quando - por interesses escusos - se multiplicam as informações e escasseia o conhecimento?... Ou, quando não, em cada esquina ou templos se vendem “verdades”?
Alguém, também, já escreveu ou ao menos profetizou um dia que: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Mas, no conceito filosófico, a iluminação é um prodígio, portanto o esclarecimento da mente, também, só pode se dar através do árduo trabalho da busca do conhecimento verdadeiro, principalmente em meio a tantas adversidades ou obstáculos que vida moderna produz.
Estudar arduamente, praticar técnicas de meditação, bem como raciocinar e participar de discussões metódicas e, até mesmo, buscar uma forma terapêutica que estimulem ou facilitem a compreensão sobre si e as questões mais elevadas e profundas da vida, certamente – senão é a panaceia – pode, aos menos, ser o balsamo às Almas mais desejosas de cura.

- José Paulo Ferrari – SJC – 24 de novembro de 2025

UM DIA DE REFLEXÃO...Hoje, 27 de agosto no Brasil, é comemorado o " Dia do Psicólogo", em função da data da oficializaçã...
27/08/2025

UM DIA DE REFLEXÃO...

Hoje, 27 de agosto no Brasil, é comemorado o " Dia do Psicólogo", em função da data da oficialização da profissão no país.
A todos os nossos colegas de profissão nossas reverências e respeito pelo acolhimento, dedicação, cuidado e zelo para com a Alma Humana!

O tempo é o presente, sempre. Certa vez – esta é uma frase interessante para os casos em que não se quer dizer exatament...
11/08/2025

O tempo é o presente, sempre.

Certa vez – esta é uma frase interessante para os casos em que não se quer dizer exatamente quando – li um texto em que uma pessoa, com a aparência idosa, confessava de forma efetiva que não tinha envelhecido, embora afirmasse categoricamente que mais de oito décadas de sua existência já se haviam passadas. Ela enfatizava, com razoável grau de veemência, que nunca se deixou envelhecer, que a criança que fora no passado ainda estava presente em sua alma e em seu coração, tanto que ela lhe falava todos os dias, com sua inocência e particular alegria de viver, lhe inspirando a se comportar de forma livre, intensa e verdadeira, até mesmo com um certo grau de pureza, ou inocência, de tal forma que lhe inspirava, quase sempre, a praticar atos que, no geral, outras pessoas julgavam simples demais ou sem razão, como cantar e bailar despretensiosamente quando uma música se fazia ouvir, quando não brincar com objetos simples, como uma flor ou uma pedra, e com próprios amigos, insinuando situações que não existiam ou até mesmo fazendo piadas de fatos ou coisas que, de certa forma, a sociedade valoriza ou coloca em patamares mais elevados.
Dizia ela, ainda, que realmente virá seu corpo envelhecer e as pessoas amadas em seu entorno partir, principalmente aquelas mais próximas e estreitamente ligadas a ela, como seus avós, pais, tios e até alguns de seus irmãos. Portanto, que concordava que o tempo realmente passou, embora não tivesse, realmente, modificado aquela criança que ainda persistia em existir em seu próprio interior.
Tal texto, certamente, foi o responsável por me inspirar a melhor me perceber e aprender a valorizar cada vez mais as coisas simples da vida, já que o tempo para mim, também, está passando mais rapidamente agora. E, embora tenha aprendido a sentir gratidão pela própria vida, pelos fatos que marcaram minha existência e me ensinaram, pelas oportunidades que tive em todos os campos sociais, além especialmente das pessoas que, de uma forma ou outra, sempre estiveram ao meu redor ou permanecem ao entorno me auxiliando e contribuindo para que tudo se torne mais leve e suave, hoje compreendo melhor que, independentemente de como nossas mentes se formaram, pelas experiências que a vida nos ofereceram, somos uma individualidade eterna e capaz de vencer próprio o Tempo, indiferente das marcas que ele podem ter deixado em nossos corpos, uma vez que – indiferente a idade – continuamos interiormente como crianças e jovens vibrantes plenos de sonhos, além de um universo de memórias que nos tornam particular e individualmente ricos, para vivermos plenamente, sem lamentos ou arrependimentos, o tempo que nos resta.
Algumas vezes, diante das dores, simplesmente, precisamos recordar de nossos pais. Dos momentos em que nos acolheram, nos tomaram nos braços, nos ofereceram chás de simples ervas ou conosco rezaram e nos abençoaram, no anseio de que tudo superássemos e vivêssemos dias melhores.
Recordar dos pais e reviver momentos intensos com gratidão é, também, uma forma de vencer o Tempo e ser eterna criança, no presente.
- Dia dos Pais, de 2025 – em São José dos Campos,
ao lado dos meus filhos –
José Paulo

Resgatar memorias é transformar valores                                                                      José Paulo ...
26/05/2025

Resgatar memorias é transformar valores

José Paulo Ferrari*

Falar sobre fatos que retratam o passado, geralmente, resgatam lembranças de um tempo que há muito se foi, mas, que sempre está presente em nossas memórias, de alguma forma. A princípio, é como ver fotos antigas que retratam recordações de momentos que permanecem indelével dentro de nós, pois foram vividos, de alguma maneira, intensamente e, assim, a nossa própria fala tem o poder de nos transportar para aqueles instantes que se perderam em um passado longínquo e - para os mais sensíveis - fazer até mesmo reviver intensamente fatos, momentos e acontecimentos que, certamente, marcaram nosso ser interior. Falar sobre o passado é como reunir elos de pensamentos e emoções, geralmente, ainda não compreendidas no momento, que podem se tornar claros ou ressignificados, de tal maneira a nos ajudar a enfrentar as condições que se apresentam no agora e podem estar relacionadas a essas memórias.
No sentido psicológico, cenas ou imagens, momentos ou fatos que nos marcaram afetivamente em algum momento de nossas vidas, seja de forma positiva ou negativa, ou tanto boas como más emoções, permanecem conosco ao longo de nossas existências e se constituem de certa forma, também, parte de nossas riquezas interiores, já que podem ser consideradas verdadeiras preciosidades que constituem o universo interior de cada um. O que fazemos com elas, como a utilizamos, é que – certamente – faz a diferença, uma vez que o valor ou importância que a essas memórias damos ou sentimos é que pode ou não nos fazer mais felizes, gratos ou, então, revoltados e, certamente, mais amargos e melancólicos, quando não verdadeiramente adoecidos.
Muitas pessoas, sobretudo aquelas que viveram de forma intensa fatos ou histórias que de alguma forma se registraram efetivamente em suas memórias, são capazes de revivê-las com abundância, de tal forma a ter sensações ou percepções muito significativas, a ponto de se lembrarem de perfumes, sabores e texturas, e, principalmente, das emoções que foram sentidas naquele momento, entre outras coisas, de forma tão intensa, que é como se pudessem voltar efetivamente ao passado. Daí a expressão “viagem no tempo”!...
É importante – creio - sempre ter em mente que esta jornada pessoal deve ser acolhida, compreendida, por quem a empreende e pode, em certas ocasiões, ser dividida com outras pessoas, principalmente com um profissional da Saúde Mental, para que possa ser elaborada de tal forma a dar a cada lembrança resgatada o valor e a importância que ela, realmente, mereça. Pois, afinal, assim como em nossas viagens devemos transportar somente o essencial, o que realmente importa, em nossas memórias, preservando somente as riquezas que nos fazem melhores, mais saudáveis, mais dispostos à Vida, mais desprendidos e, portanto, mais felizes.
É importante, também, ter em mente que memórias não se apagam, através de conversas ou recordações, mas que se ressignificam a ponto de nos permitir compreender seus verdadeiros valores, bem como empregá-los a nosso favor.

*José Paulo Ferrari é psicólogo clínico, com especialidade
em Psicooncologia, pelo A.C. Camargo, e em Cuidados
Integrativos e Facilitador de Meditação em Saúde,
pela UNIFESP.

07/05/2025

Não somos o nosso cérebro

José Paulo Ferrari*
Considerar a mente, que é um instrumento psíquico e que se utiliza do cérebro que - por sua vez - é um aparelho orgânico e que, aos poucos, naturalmente com o tempo pode perder as suas conexões e capacidades de acessar memórias, bem como de desenvolver raciocínio e linguagem, em decorrência do envelhecimento, como simples instrumento de comunicação intelectual é de fundamental para se pensar em algum diagnóstico daqueles que apresentam sintomas de esquecimentos, de ausência de contatos com o mundo real e até mesmo de algumas formas de irritações, dificuldades para tomar decisões ou encontrar palavras para se exprimir, bem como mudanças de personalidade.
No geral, os sintomas do que a ciência descreve como demência é, a princípio, muito assustador e pode, até mesmo, impactar profundamente toda uma família que passe por este problema com seus componentes mais velhos, como país, avós e bisavós. A saída - como sempre - é a busca acertada de um bom profissional na área da neurologia e outras especialidades, já que existem tratamentos específicos que visam, sobretudo, controlar os sintomas e garantir melhor qualidade de vida, além de oferecer, por meio de especialistas, orientações e suporte para os cuidadores, de modo geral.
Assim, é importante ter em conta a importância de um diagnóstico acertado para qualquer ser humano que se encontre em fase avançada de vida e que tenha, por alguma razão, comprometidas suas funções intelectuais de forma natural e até mesmo em consequência de alguma patologia mais severa, como a doença de Alzheimer ou outras moléstias mais naturais no último ciclo da vida.
Não se deve, contudo, em qualquer dessas situações, com a presença dos sintomas descritos, jamais esquecer e, sobretudo, respeitar o que, verdadeiramente, existe no âmago das pessoas adoecidas e que se em alguns momentos já não tenham como se expressar, pela mente dilacerada pelo tempo, não significa de forma alguma que elas não tenham sentimentos ou preservada sua estória de vida e seu valor humano. Portanto, ter um olhar mais acolhedor e sensível, para aqueles que de alguma forma se afastam de nosso mundo, é fundamental para a saúde física, mental e emocional, também, de todos os outros componentes da própria família.
Precisamos sempre lembrar que qualquer que sejam os graus da doença o ser humano que aprendemos a amar continua existindo como uma individualidade e lá, em algum canto da sua própria mente, nas sombras do Tempo, está preservada a sua essência e todas as qualidades que o compõe e que, vez ou outra, independente do grau de afastamento da realidade, pode acontecer a expressão do sentimento e a lembrança e reconhecimento do que ficou no passado, permitindo emergir, mesmo que por alguns poucos momentos, as puras e verdadeiras emoções que o constituí. Não nos esqueçamos que como seres humanos devemos cuidar uns dos outros, desde a concepção até a morte. É isso que nos diferencia e nos torna humanos.

*José Paulo Ferrari é psicólogo clínico, com especialidade em Psicooncologia, pelo A.C. Camargo, e em Cuidados Integrativos e Facilitador de Medição em Saúde, pela UNIFESP.

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Saudações!Caros pacientes, colegas e amigos, informamos que voltamos atender presencialmente, agora na Avenida Andromeda...
06/05/2025

Saudações!

Caros pacientes, colegas e amigos, informamos que voltamos atender presencialmente, agora na Avenida Andromeda, 1162 - Sala 2 - no Jardim Satélite.

Eu alcancei a marca de 100 seguidores! Quero agradecer o apoio contínuo. Nunca teria conseguido isso sem cada um de você...
18/12/2024

Eu alcancei a marca de 100 seguidores! Quero agradecer o apoio contínuo. Nunca teria conseguido isso sem cada um de vocês. 🙏🤗🎉

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