Dr. Fabiano Santos Guimarães - Protocolo da Vitamina D

Dr. Fabiano Santos Guimarães - Protocolo da Vitamina D Medicina Funcional e Integrativa, Protocolo da Vitamina D, Consultas On-line e Presencial

Nem todas as formas de zinco apresentam o mesmo comportamento farmacocinético nem exercem os mesmos efeitos biológicos s...
25/07/2026

Nem todas as formas de zinco apresentam o mesmo comportamento farmacocinético nem exercem os mesmos efeitos biológicos sobre o trato gastrointestinal.

A zinco-carnosina é um complexo quelado constituído pela associação do zinco ao dipeptídeo L-carnosina. Essa estrutura confere maior afinidade pela mucosa gástrica e do intestino delgado, prolongando seu tempo de contato com o epitélio e favorecendo uma ação local direcionada, diferentemente dos sais convencionais de zinco, cuja absorção sistêmica ocorre de forma mais rápida.

Seu interesse clínico não se limita ao fornecimento de zinco. Evidências experimentais e estudos clínicos sugerem que a zinco-carnosina participa de mecanismos fundamentais para a manutenção da integridade da barreira gastrointestinal.

Entre eles, destaca-se a modulação das proteínas das tight junctions, incluindo ZO-1, ocludina e claudinas, responsáveis por regular a permeabilidade paracelular. A preservação dessas estruturas contribui para a manutenção da função de barreira do epitélio intestinal, reduzindo a passagem inadequada de antígenos, endotoxinas e outros componentes luminais capazes de perpetuar a ativação imunológica e processos inflamatórios.

Outro mecanismo relevante é a indução da Heat Shock Protein 70 (HSP70), proteína citoprotetora envolvida na resistência ao estresse oxidativo, na preservação da homeostase celular e na aceleração dos processos de reparo e regeneração da mucosa gastrointestinal.

Por atuar simultaneamente sobre citoproteção, reparação epitelial e integridade da barreira intestinal, a zinco-carnosina constitui uma das ferramentas terapêuticas frequentemente incorporadas ao Protocolo LGS (Leaky Gut Syndrome), especialmente quando há evidências de comprometimento funcional da mucosa.

A questão mais importante talvez não seja “qual suplemento utilizar?”, mas sim: o que está comprometendo a barreira intestinal deste paciente e por que ela perdeu sua capacidade de proteção? É essa resposta que direciona uma abordagem verdadeiramente personalizada.

📍 Dr. Fabiano Santos Guimarães
Medicina com Foco Funcional Integrativo
CRM SP 183814

📍 Patrícia S. Fafá Guimarães
Nutrição Clínica e Funcional
CRN 90645

A aterosclerose é um processo inflamatório crônico caracterizado pelo acúmulo de lipídios, cálcio, fibrina e células inf...
18/07/2026

A aterosclerose é um processo inflamatório crônico caracterizado pelo acúmulo de lipídios, cálcio, fibrina e células inflamatórias na parede das artérias. É uma das principais causas de infarto do miocárdio, AVC e doença arterial periférica.

Nos últimos anos, um composto natural vem despertando grande interesse científico: a nattokinase, uma enzima obtida a partir do alimento tradicional japonês natto (soja fermentada).

Um dos maiores estudos clínicos já realizados sobre o tema, publicado em Frontiers in Cardiovascular Medicine, acompanhou 1.062 participantes durante 12 meses. Os resultados chamam a atenção:

✔️ Redução significativa da espessura médio-intimal das carótidas;
✔️ Regressão das placas ateroscleróticas em muitos participantes;
✔️ Melhora do perfil lipídico;
✔️ Ausência de efeitos adversos relevantes na dose utilizada.

Um detalhe importante do estudo foi o efeito dependente da dose: apenas os participantes que utilizaram 10.800 FU/dia apresentaram benefícios expressivos. A dose de 3.600 FU/dia, frequentemente encontrada em suplementos comerciais, não demonstrou eficácia significativa para regressão da aterosclerose.

Além disso, os pesquisadores observaram melhores resultados quando a nattokinase foi associada a hábitos saudáveis e, em alguns pacientes, à vitamina K2 e ao AAS em baixa dose. Essa observação não significa que essa combinação deva ser utilizada por todos, especialmente porque tanto a nattokinase quanto o AAS podem aumentar o risco de sangramento em pessoas predispostas ou em uso de anticoagulantes.

Outras pesquisas sugerem que a nattokinase pode exercer diversos efeitos cardiovasculares:

• Redução da inflamação endotelial;
• Diminuição da pressão arterial;
• Atividade fibrinolítica (auxiliando na degradação da fibrina);
• Melhora da circulação cerebral em modelos experimentais;
• Melhora do perfil lipídico quando associada a outras estratégias nutricionais.

Apesar dos resultados promissores, é importante lembrar que a nattokinase não substitui tratamentos médicos estabelecidos, como antiagregantes, anticoagulantes e até mesmo estatinas quando houver indicação clínica.

O açúcar não faz mal apenas porque aumenta a glicemia. O verdadeiro problema começa quando ele permanece em excesso, dia...
13/07/2026

O açúcar não faz mal apenas porque aumenta a glicemia. O verdadeiro problema começa quando ele permanece em excesso, dia após dia.

Cada pico repetido de glicose obriga o organismo a produzir mais insulina. Com o tempo, as células deixam de responder adequadamente a esse hormônio, surgindo a resistência à insulina, um dos principais mecanismos por trás do diabetes tipo 2, da esteatose hepática, das doenças cardiovasculares e de diversas alterações metabólicas.

Mas os efeitos vão muito além. O excesso de açúcar acelera a formação dos chamados produtos finais de glicação avançada (AGEs). Essas moléculas se ligam às proteínas do organismo, alterando sua estrutura e função. O resultado é aumento do estresse oxidativo, inflamação crônica e envelhecimento precoce dos tecidos.

Isso significa que o açúcar em excesso pode contribuir para:

- Redução da eficiência energética do cérebro, favorecendo declínio cognitivo e aumentando o risco de demência ao longo dos anos.

- Lesão dos vasos sanguíneos, acelerando a aterosclerose e elevando o risco de infarto e AVC.

- Disfunção metabólica que culmina em resistência à insulina e diabetes.

- Acúmulo de gordura no fígado, favorecendo a esteatose hepática e, em casos mais avançados, inflamação e fibrose.

- Inflamação das articulações, agravando dores e reduzindo a qualidade do colágeno.

- Envelhecimento precoce da pele, com perda de elasticidade, rugas e redução da capacidade de regeneração.

- Lesão progressiva dos rins, aumentando o risco de doença renal crônica, especialmente em pessoas com diabetes ou hipertensão.

O problema não é um doce ocasional. O perigo está na exposição diária a alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e carboidratos refinados, que mantêm a glicose e a insulina constantemente elevadas.

Seu corpo foi projetado para lidar com alguns momentos de abundância, não com excesso permanente.

Cada refeição é uma oportunidade de reduzir inflamação ou de alimentá-la. A escolha é repetida todos os dias.

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ESTRESSE NÃO É TUDO IGUAL.Duas pessoas podem dizer que estão estressadas, mas o organismo delas pode estar funcionando d...
11/07/2026

ESTRESSE NÃO É TUDO IGUAL.

Duas pessoas podem dizer que estão estressadas, mas o organismo delas pode estar funcionando de maneiras completamente diferentes.

Em algumas pessoas, o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) permanece em estado de hiperatividade. O resultado pode ser:

• Agitação e ansiedade constantes;
• Irritabilidade e explosões emocionais;
• Dificuldade para relaxar;
• Insônia e sono superficial;
• Mente acelerada e dificuldade de concentração;
• Maior desejo por doces e carboidratos.

Já em outras, após um longo período de sobrecarga, esse mesmo sistema pode apresentar uma resposta reduzida, levando a sintomas como:

• Fadiga intensa e persistente;
• Desânimo e perda de motivação;
• Sensação de “cansaço que não passa”;
• Lentidão mental e dificuldade de memória;
• Sono não reparador;
• Redução do prazer nas atividades do dia a dia.

Na medicina funcional, não tratamos apenas o sintoma. Procuramos compreender em que fase da resposta ao estresse o organismo se encontra para individualizar a estratégia terapêutica.

Adaptógenos como Withania somnifera (Ashwagandha) e ginseng siberiano (Eleutherococcus senticosus) podem ser úteis em determinados perfis, mas não são universais. A escolha depende da avaliação clínica, do histórico do paciente e do contexto metabólico e hormonal.

Controlar o estresse vai muito além de “relaxar”. Envolve restaurar o equilíbrio neuroendócrino, reduzir processos inflamatórios, otimizar o sono, corrigir deficiências nutricionais e atuar sobre as verdadeiras causas da sobrecarga do organismo.

Seu corpo sempre está enviando sinais. O primeiro passo é aprender a interpretá-los.

Um estudo publicado na Alzheimer’s & Dementia demonstra que a perda do estrogênio está associada à redução da captação e...
10/07/2026

Um estudo publicado na Alzheimer’s & Dementia demonstra que a perda do estrogênio está associada à redução da captação e da utilização de glicose pelos neurônios, comprometendo a função mitocondrial, diminuindo a produção de ATP e favorecendo um estado de déficit energético cerebral. Esse ambiente bioenergético contribui para maior estresse oxidativo, neuroinflamação, hiperfosforilação da proteína tau e acúmulo de beta-amiloide, especialmente em mulheres portadoras do alelo APOE ε4.

Nos homens, a redução dos andrógenos ocorre de forma mais gradual, permitindo mecanismos compensatórios que preservam o metabolismo cerebral por mais tempo. Já nas mulheres, a queda abrupta do estrogênio durante a transição menopausal acelera essa vulnerabilidade metabólica.

Hoje, há evidências crescentes de que o momento da reposição hormonal é um fator determinante. Quando iniciada na chamada janela de oportunidade, durante a perimenopausa ou nos primeiros anos após a menopausa, após avaliação individualizada, a terapia hormonal pode preservar o metabolismo cerebral da glicose, manter a função mitocondrial, reduzir a neuroinflamação e contribuir para a manutenção da conectividade neuronal.

Isso é compatível com a chamada Hipótese do Momento Crítico (Critical Window Hypothesis), segundo a qual o cérebro ainda responde aos efeitos neuroprotetores do estrogênio quando a terapia é instituída precocemente. Em contraste, iniciar a reposição muitos anos após a menopausa pode oferecer benefícios menores ou até não reproduzir esses efeitos.

A saúde cerebral feminina depende da integração entre equilíbrio hormonal, saúde metabólica, sensibilidade à insulina, qualidade do sono, atividade física, nutrição, controle da inflamação e estímulo cognitivo. O objetivo não é apenas tratar sintomas da menopausa, mas preservar a bioenergética cerebral e promover envelhecimento cognitivo saudável.

📚 Referência:
Ramezan M, Demetriou A, Burke SN, Nalvarte I, Shin AC. S*x differences in brain glucose metabolism and Alzheimer’s disease risk and progression. Alzheimer’s & Dementia. 2026;22:e71491. https://doi.org/10.1002/alz.71491

“Que seu alimento seja seu remédio.”Essa frase, atribuída a Hipócrates há mais de 2.000 anos, nunca deixou de fazer sent...
09/07/2026

“Que seu alimento seja seu remédio.”

Essa frase, atribuída a Hipócrates há mais de 2.000 anos, nunca deixou de fazer sentido.

Um novo estudo, publicado neste mês, na Schizophrenia Bulletin demonstrou que pacientes com psicose submetidos a uma dieta cetogênica apresentaram melhora dos sintomas, acompanhada por melhora significativa da saúde metabólica.

Isso reforça um conceito cada vez mais evidente na ciência: o cérebro depende do metabolismo.

Quando corrigimos resistência à insulina, reduzimos inflamação, melhoramos a função mitocondrial e fornecemos combustível mais eficiente para o cérebro, não estamos apenas tratando exames. Estamos criando condições para que o organismo funcione melhor.

Isso não significa que a alimentação substitua medicamentos ou que exista uma dieta única para todas as doenças.

Mas significa que ignorar a alimentação é deixar de tratar uma das principais causas do desequilíbrio biológico.

A medicina do futuro, e cada vez mais a do presente, não separa cérebro, intestino, metabolismo e sistema imunológico. Tudo está conectado.

A pergunta deixa de ser apenas:
“Qual remédio devo tomar?” E passa a ser também: “O que estou colocando no meu prato todos os dias?”

Seu corpo transforma cada refeição em hormônios, neurotransmissores, energia ou inflamação. Todos os dias, você faz uma escolha que pode alimentar a doença ou favorecer a recuperação.

A medicina é incompleta quando se ignora o alimento.

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Um estudo em laboratório descobriu que o extrato de orégano eliminou até 80% das células de melanoma em 48 horas, e deix...
06/07/2026

Um estudo em laboratório descobriu que o extrato de orégano eliminou até 80% das células de melanoma em 48 horas, e deixou as células saudáveis ao lado delas vivas.

Ele inunda as células cancerosas com estresse oxidativo até que elas estourarem, enquanto as células saudáveis ignoram a mesma dose.

Essa seletividade é o que a quimioterapia luta para igualar.

O orégano inunda as células cancerosas com estresse oxidativo, destruindo suas
mitocôndrias e seu DNA. Quando o caminho normal de morte das células falha, elas incham e estouram em vez disso. Isso é
necroptose. Células saudáveis ignoram a mesma dose. Células cancerosas, já sob mais tensão, não conseguem.

Essa é a verdadeira descoberta de um estudo de 2020 na revista Foods sobre células de melanoma humana e de camundongo.

Você pode transmitir a ideia de forma mais equilibrada e defensável, evitando afirmar como fato uma motivação que não pode ser comprovada. Uma sugestão:

É importante compreender também por que provavelmente não veremos, no curto prazo, grandes ensaios clínicos avaliando o orégano ou outros compostos naturais de baixo custo.

Estudos clínicos em humanos são extremamente caros e, como o orégano é um composto natural que não pode ser patenteado com exclusividade, há pouco incentivo financeiro para investir em grandes pesquisas.

Por isso, resultados promissores obtidos em laboratório muitas vezes demoram anos ou nunca chegam a ser testados em estudos clínicos robustos. Isso não comprova que o orégano funcione em humanos, mas também não significa que ele seja ineficaz.

Até o momento, o extrato de orégano deve ser considerado um composto promissor para pesquisa, sem substituir os tratamentos oncológicos com eficácia já comprovada.

PMID: 33080917

É fácil criticar o Protocolo Coimbra…Quando não se faz a dieta adequada.Quando não se bebe água na quantidade necessária...
02/07/2026

É fácil criticar o Protocolo Coimbra…

Quando não se faz a dieta adequada.

Quando não se bebe água na quantidade necessária.

Quando não se restringe o cálcio conforme a orientação médica.

Quando o sono, a atividade física e o controle do estresse são negligenciados.

Quando o intestino continua inflamado, com disbiose e permeabilidade intestinal.

Quando se mantém uma alimentação pró-inflamatória, rica em ultraprocessados e, quando indicado, sem retirar o glúten.

Quando obesidade, resistência à insulina e deficiências de cofatores, como magnésio e vitamina K2, não são corrigidas.

Quando não há acompanhamento laboratorial periódico.

Quando a dose é alterada por conta própria.

Quando se espera que apenas a vitamina D resolva anos de desregulação imunológica.

E você, profissional de saúde, também é fácil criticar…

Quando nunca estudou o protocolo em profundidade.

Quando nunca acompanhou pacientes tratados por esse método.

Quando julga o protocolo apenas pela dose de vitamina D, ignorando toda a estratégia terapêutica e o acompanhamento clínico.

Quando confunde falha na adesão ao tratamento com falha do tratamento.

Quando se ignora completamente milhares de casos de sucesso.

O Protocolo Coimbra não é apenas uma prescrição de vitamina D. É uma estratégia médica que exige indicação adequada, monitorização laboratorial, adesão rigorosa e participação ativa do paciente.

Isso não significa que funcione para todos os casos ou que seja isento de limitações. Como qualquer tratamento, seus resultados dependem da indicação correta e da forma como é conduzido.

A pergunta não deveria ser apenas: “O Protocolo Coimbra funciona?”

A pergunta mais importante é: “Ele está sendo seguido da forma como foi realmente proposto?”

A medicina está testemunhando algo que parecia impossível há poucos anos.A terapia com células CAR-T, desenvolvida inici...
27/06/2026

A medicina está testemunhando algo que parecia impossível há poucos anos.

A terapia com células CAR-T, desenvolvida inicialmente para tratar alguns tipos de câncer, está mostrando resultados impressionantes em doenças autoimunes graves.

Mas como ela funciona?

Os linfócitos T do próprio paciente são coletados, modificados em laboratório para reconhecer a proteína CD19 e, depois, reinfundidos no organismo para eliminar os linfócitos B responsáveis pela produção de autoanticorpos.

O resultado vai muito além de reduzir a inflamação. Em muitos pacientes, ocorre um verdadeiro “reset” do sistema imunológico, com remissões profundas.

Mas existe um porém.

A CAR-T pode eliminar as células responsáveis pela autoimunidade, mas não elimina os fatores epigenéticos que contribuíram para o desenvolvimento da doença. Alimentação, sono, estresse, saúde intestinal, exposição a toxinas e hábitos de vida continuam influenciando o funcionamento do sistema imunológico. Para uma remissão realmente duradoura, esses fatores também precisam ser abordados.

Os estudos mais recentes já demonstraram resultados promissores em pacientes com:

• Lúpus
• Nefrite lúpica
• Esclerose sistêmica (esclerodermia)
• Miosites inflamatórias
• Miastenia gravis
• Esclerose múltipla (em investigação)

⚠️ A terapia ainda é experimental para doenças autoimunes e está disponível principalmente em estudos clínicos para pacientes com doença grave e refratária.

No ClinicalTrials.gov, é possível pesquisar gratuitamente quais centros estão recrutando participantes em diferentes países.

O futuro da medicina talvez esteja justamente na união entre terapias celulares avançadas e uma abordagem que trate também os fatores epigenéticos envolvidos na doença.

A maioria das pessoas acredita que a permeabilidade intestinal ocorre apenas porque as junções estreitas (tight junction...
26/06/2026

A maioria das pessoas acredita que a permeabilidade intestinal ocorre apenas porque as junções estreitas (tight junctions) se abrem. Mas a ciência mostra que essa é apenas parte da história.

Abaixo do epitélio intestinal existe a lâmina própria, rica em matriz extracelular. Quando esse tecido permanece inflamado, aumenta a atividade das MMP-7 e MMP-9, enzimas que degradam proteínas essenciais das junções estreitas e favorecem a perda da integridade da barreira intestinal.

✅ O estudo de PMID: 36275703, mostrou que a MMP-7 degrada Claudina-7 e aumenta a permeabilidade intestinal (Frontiers in Immunology, 2022).

✅ Outro estudo de PMID: 33826658, demonstrou que a MMP-9 compromete a barreira das junções estreitas intestinais via ativação de NF-κB (PLOS ONE, 2021).

Esses achados reforçam um conceito importante: a permeabilidade intestinal não é apenas um problema de junções abertas. É também um problema do terreno biológico e da matriz extracelular.

Por isso, em muitos pacientes, corrigir apenas os fatores presentes no lúmen intestinal, como disbiose, dieta inadequada ou infecções, pode não ser suficiente. Quando a inflamação já comprometeu a matriz extracelular da lâmina própria, também é necessário restaurar o ambiente tecidual que sustenta o epitélio intestinal.

Na prática, isso envolve remover os estímulos inflamatórios persistentes, modular a resposta imunológica, restaurar a matriz extracelular, melhorar a microcirculação e fornecer os nutrientes necessários para a regeneração da mucosa intestinal.

É justamente nesse contexto que o protocolo LGS (Leaky Gut Solution) pode ser útil. Além de atuar sobre os fatores presentes no lúmen intestinal, ele busca reduzir a inflamação persistente, modular a resposta imunológica, favorecer o equilíbrio da matriz extracelular e criar um ambiente biológico mais favorável para a regeneração da barreira intestinal. O objetivo não é apenas “fechar” as junções estreitas, mas restaurar o terreno que permite ao intestino recuperar sua integridade e função.

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