Dr. Fabiano Santos Guimarães - Protocolo da Vitamina D

Dr. Fabiano Santos Guimarães - Protocolo da Vitamina D Medicina Funcional e Longevidade
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Embora meu trabalho seja fortemente direcionado à prevenção, à promoção da saúde e à redução dos fatores de risco associ...
30/08/2026

Embora meu trabalho seja fortemente direcionado à prevenção, à promoção da saúde e à redução dos fatores de risco associados ao declínio cognitivo, não podemos ignorar pesquisas que apontem novas possibilidades de tratamento para quem já convive com a doença de Alzheimer.

Uma dessas linhas de investigação envolve o tazbentetol (SPG302), medicamento experimental de uso diário desenvolvido pela Spinogenix. Diferentemente das terapias voltadas principalmente para a remoção de proteínas acumuladas no cérebro, essa molécula busca estimular a formação de novas sinapses (conexões entre os neurônios fundamentais para a memória e o aprendizado).

Em um estudo clínico de fase 2a, com apenas 24 participantes com Alzheimer leve a moderado, o grupo que recebeu 300 mg apresentou, após quatro semanas, uma melhora média superior a 2,5 pontos na escala cognitiva SMMSE em comparação ao placebo. Trata-se de um sinal inicial relevante, especialmente porque o objetivo não seria apenas desacelerar a progressão da doença, mas potencialmente recuperar parte da função cerebral comprometida.

Dados de acompanhamento divulgados em julho de 2026 também chamaram atenção. Alguns pacientes que permaneceram em tratamento mantiveram resultados cognitivos acima dos valores iniciais por até 84 semanas. Entre os relatos apresentados, o cuidador de uma mulher de 72 anos observou que, após aproximadamente três meses, ela voltou a ler livros, acompanhar filmes e recordar seus enredos.

É fundamental interpretar essas informações com prudência. Os resultados foram divulgados pela própria empresa, o estudo inicial envolveu poucas pessoas e o acompanhamento prolongado não teve grupo placebo.

Mesmo assim, uma pesquisa com essa proposta não deve ser ignorada. Prevenir continua sendo essencial, mas precisamos acompanhar com atenção toda estratégia cientificamente plausível que possa oferecer esperança e melhorar a autonomia e a qualidade de vida de pessoas que já desenvolveram Alzheimer.

Fonte: https://spinogenix.com/press-release/spinogenix-reports-positive-data-on-alzheimers-patients-who-continued-treatment-with-tazbentetol-for-up-to-84-weeks/

A maioria dos pacientes com Alzheimer ouve dizer que, uma vez feito o diagnóstico, não há nada a ser feito. Isso NÃO é v...
29/08/2026

A maioria dos pacientes com Alzheimer ouve dizer que, uma vez feito o diagnóstico, não há nada a ser feito. Isso NÃO é verdade!

Um estudo clínico em humanos de 2025, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, utilizando produtos biológicos regenerativos em doses múltiplas constatou uma redução de 48,4% na atrofia cerebral global e de 61,9% na atrofia do hipocampo em 40 semanas, em comparação com o placebo.

Outro estudo em humanos, utilizando protocolos de exossomos intranasais em pacientes com Alzheimer, revelou que o grupo que recebeu dose média apresentou uma melhora de 2,33 pontos na escala ADAS-Cog e de 2,38 pontos na escala MoCA-B após 12 semanas. A melhora na ADAS-Cog evoluiu para 3,98 pontos na 36ª semana, meses após o término do tratamento.

Além disso, pesquisas pré-clínicas com exossomos em modelos de Alzheimer demonstraram reduções significativas na neuroinflamação, na deposição de amiloide e na apoptose neuronal, juntamente com a melhora da função cognitiva, todos aspectos dos processos biológicos que impulsionam a progressão da doença.

Hoje, podemos afirmar com segurança que um diagnóstico de Alzheimer não precisa ser aceito como uma sentença de morte degenerativa inevitável, sem alternativas de tratamento.

A ciência demonstra cada vez mais que a biologia da neurodegeneração pode, de fato, ser influenciada, e que protocolos regenerativos podem ser a chave para o tratamento e a eventual reversão do Alzheimer.

Fonte: https://doi.org/10.1038/s41591-025-03559-0

A doença de Parkinson tem sido associada a uma deficiência de vitaminas B produzidas no intestino, sugerindo que um supl...
28/08/2026

A doença de Parkinson tem sido associada a uma deficiência de vitaminas B produzidas no intestino, sugerindo que um suplemento de venda livre poderia ajudar a tratar essa condição debilitante.

Um grande avanço no entendimento da doença de Parkinson revelou que a condição neurodegenerativa pode estar profundamente enraizada em nosso intestino.

Um estudo global abrangente, que analisou dados do microbioma intestinal de pacientes de várias nações, identificou um padrão consistente: pessoas com Parkinson carecem das bactérias intestinais específicas responsáveis pela síntese de riboflavina (vitamina B2) e biotina (vitamina B7).

Esse desequilíbrio microbiano compromete a síntese natural do corpo dessas vitaminas B cruciais, que são vitais para manter uma barreira de muco intestinal saudável e protetora.

Sem riboflavina e biotina suficientes, o intestino sofre uma queda nos ácidos graxos de cadeia curta e poliaminas, compostos essenciais que mantêm o revestimento intestinal intacto. Esse enfraquecimento da barreira intestinal permite que toxinas ambientais prejudiciais vazem para a corrente sanguínea e viajem até o cérebro, impulsionando a neuroinflamação e o dano às células nervosas característicos da doença de Parkinson.

Felizmente, os pesquisadores sugerem que um remédio notavelmente simples, suplementação oral de vitaminas B, poderia restaurar a barreira intestinal e oferecer uma forma altamente acessível e não invasiva de aliviar sintomas e retardar a progressão da doença.

Trata-se de associação (não causalidade comprovada) e precisa de ensaios clínicos. Ainda não pode ser considerado um tratamento padrão.

Fontes nas imagens.

As doenças autoimunes geralmente não surgem por uma causa isolada. Elas resultam de uma interação complexa entre predisp...
26/08/2026

As doenças autoimunes geralmente não surgem por uma causa isolada. Elas resultam de uma interação complexa entre predisposição genética, funcionamento do sistema imunológico e o conjunto de exposições acumuladas ao longo da vida, o chamado exposoma.

O exposoma começa antes mesmo do nascimento e inclui fatores como:
• Alimentação e estado nutricional;
• Poluição, pesticidas e outras substâncias químicas;
• Infecções e medicamentos;
• Tabagismo;
• Estresse crônico;
• Qualidade do sono;
• Atividade física;
• Ambiente de trabalho;
• Alterações no microbioma intestinal.

Essas exposições podem influenciar processos como inflamação crônica, estresse oxidativo, regulação hormonal, metabolismo, expressão dos genes e tolerância imunológica, mecanismo que permite ao sistema imune reconhecer os próprios tecidos e não atacá-los.
Isso também ajuda a explicar por que duas pessoas com predisposição genética semelhante podem apresentar evoluções completamente diferentes. Até mesmo gêmeos idênticos podem acumular exposições distintas e desenvolver respostas imunológicas diferentes ao longo da vida.

Não existe um único alimento, microrganismo, toxina ou evento responsável pela maioria das doenças autoimunes. Em geral, o risco é construído pela soma e pela interação de múltiplos fatores durante anos.

Não podemos modificar os genes que herdamos, mas podemos atuar sobre parte do ambiente que conversa com eles.

Alimentação adequada, sono de qualidade, atividade física, controle do estresse, cuidado com o intestino, abandono do tabagismo e redução de exposições prejudiciais podem contribuir para um terreno metabólico e imunológico mais equilibrado.

A genética pode predispor. O exposoma definitivamente pode influenciar como essa predisposição se manifesta.

O polimorfismo no gene MTHFR pode reduzir a atividade de uma enzima essencial ao metabolismo do folato e à conversão da ...
23/08/2026

O polimorfismo no gene MTHFR pode reduzir a atividade de uma enzima essencial ao metabolismo do folato e à conversão da homocisteína em metionina.

Imagine sua capacidade de adaptação como um tanque de combustível. Algumas variantes genéticas podem fazer esse tanque começar o dia com uma reserva menor. Isso não significa que a pessoa desenvolverá uma doença, mas pode aumentar sua sensibilidade a deficiências nutricionais, estresse, álcool, tabagismo e outros fatores ambientais.

As variantes mais estudadas são:

C677T homozigoto — TT
Atividade enzimática estimada em aproximadamente 30% do habitual. Essa variante pode favorecer a elevação da homocisteína, principalmente quando existe baixa disponibilidade de folato e de outras vitaminas do complexo B.

Heterozigoto composto — C677T + A1298C
Atividade enzimática intermediária, frequentemente estimada em cerca de 50% a 60%. Seus efeitos variam conforme o estado nutricional, o estilo de vida e outros fatores individuais.

C677T heterozigoto — CT
Atividade enzimática estimada em aproximadamente 60% a 65%. Em algumas pessoas, pode contribuir para o aumento da homocisteína, especialmente na presença de deficiências nutricionais.

A1298C homozigoto — CC
Geralmente apresenta impacto menor sobre a homocisteína do que a variante C677T. Sua relevância clínica deve ser interpretada em conjunto com sintomas, alimentação, exames e outras características individuais.

A1298C heterozigoto — AC
Costuma provocar redução discreta da atividade enzimática e, isoladamente, muitas vezes não produz alterações clínicas relevantes.

Como ajudar a “abastecer” esse tanque?

• Consuma alimentos ricos em folato, como folhas verde-escuras, leguminosas, brócolis e abacate.
• Avalie homocisteína, folato, vitaminas B12 e B6.
• Suplemente somente com orientação individualizada.
• Reduza álcool, tabaco e ultraprocessados.
• Cuide do sono, da atividade física e do estresse.

O resultado genético não deve ser interpretado isoladamente. Nossos genes não determinam nosso destino: eles revelam oportunidades para cuidar melhor da saúde.

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“Tenho um polimorfismo no MTHFR. E agora?”

Um estudo acompanhou 4.765 pessoas com 60 anos ou mais, inicialmente sem demência, para investigar se as crenças sobre o...
21/08/2026

Um estudo acompanhou 4.765 pessoas com 60 anos ou mais, inicialmente sem demência, para investigar se as crenças sobre o envelhecimento estavam relacionadas ao risco de desenvolver a doença.

Os resultados chamaram atenção:

Pessoas com uma visão mais positiva sobre envelhecer apresentaram 43,6% menor risco de desenvolver demência durante o período estudado.

E entre os portadores do APOE ε4, variante genética associada a maior risco de Alzheimer, a diferença foi ainda mais relevante: aqueles com uma percepção positiva do envelhecimento apresentaram 49,8% menor risco de demência.

Os pesquisadores consideraram fatores como idade, escolaridade, diabetes, doenças cardiovasculares e função cognitiva inicial, e a associação permaneceu.

Isso não significa que “pensar positivo” previna Alzheimer. O estudo é observacional e não demonstra causa e efeito. Mas levanta uma questão importante: nossas crenças podem influenciar comportamentos, resposta ao estresse e outros mecanismos relacionados à saúde cerebral.

Envelhecer não precisa significar, necessariamente, adoecer, perder autonomia ou capacidade cognitiva.

Talvez cuidar do cérebro também envolva mudar a maneira como enxergamos o próprio envelhecimento.

📍 Dr. Fabiano Santos Guimarães
Medicina com Foco Funcional Integrativo
CRM SP 183814

📍 Patrícia S. Fafá Guimarães
Nutrição Clínica e Funcional
CRN 90645

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, imu...
19/08/2026

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, imunológicos e microbiológicos.

Estudos recentes destacam a importância do eixo intestino–cérebro. Alterações como disbiose, SIBO, SIFO, biofilmes e aumento da permeabilidade intestinal podem favorecer a passagem de LPS, micotoxinas e outros compostos inflamatórios, contribuindo para inflamação sistêmica e neuroinflamação.

Esses estímulos podem interferir na expressão dos receptores de vitamina D (VDR) por vias como a NF-κB. Em contrapartida, estratégias individualizadas voltadas à alimentação, ao equilíbrio do microbioma, à integridade da mucosa intestinal e à adequação da vitamina D e de seus cofatores podem favorecer as junções celulares e a regulação imunológica.

O método VDR-BIF permite avaliar, de forma não invasiva, a expressão dos receptores de vitamina D, ampliando o estudo dessa dinâmica em pessoas com TEA e doenças autoimunes.

Essas abordagens devem ser individualizadas e ainda precisam de validação clínica mais ampla. O objetivo não é reduzir o autismo ao intestino, mas compreender mecanismos potencialmente modificáveis que possam contribuir para a saúde e a qualidade de vida.

Um estudo publicado na JACC: Cardiovascular Imaging analisou 2.695 adultos participantes do Estudo do Coração de Framing...
17/08/2026

Um estudo publicado na JACC: Cardiovascular Imaging analisou 2.695 adultos participantes do Estudo do Coração de Framingham (Framingham Heart Study).

Cada aumento de 50 mg/dia na ingestão de magnésio foi associado a uma probabilidade cerca de 22% menor de calcificação das artérias coronárias.

Indivíduos com a maior ingestão de magnésio apresentaram uma probabilidade 58% menor de apresentar qualquer calcificação das artérias coronárias em comparação com o grupo de menor ingestão.

A CAC (calcificação da artéria coronária) consiste no acúmulo de cálcio na placa arterial e é um importante marcador de aterosclerose e de risco cardiovascular futuro.

Mais um motivo pelo qual garantir magnésio suficiente é importante, e vai muito além da recuperação muscular.

Garantir suficiência de magnésio, preferencialmente por uma alimentação de boa qualidade (o que é bem difícil) e com suplementação individualizada quando indicada, é razoável.

Ressalto que não é possível usar esse artigo isoladamente para recomendar que pessoas com CAC utilizem suplementos de magnésio com o objetivo de “descalcificar” as coronárias, pois a prevenção cardiovascular continua dependendo do controle integrado de ApoB/LDL, pressão arterial, resistência à insulina, tabagismo, composição corporal, atividade física, sono e inflamação metabólica.

Fonte: PMID: 24290571 | PMCID: PMC3957229 | NIHMSID: NIHMS540055

Quando iniciou o acompanhamento, em janeiro deste ano, esta paciente de 83 anos, residente em Goiás, apresentava dermati...
15/08/2026

Quando iniciou o acompanhamento, em janeiro deste ano, esta paciente de 83 anos, residente em Goiás, apresentava dermatite atópica extensa, com descamação intensa, coceira persistente, ardência durante o banho e lesões na face, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo.

Apesar de já ter realizado diferentes tratamentos tópicos e sistêmicos, apresentava apenas melhora parcial e temporária, com recorrência frequente das crises. A inflamação também prejudicava o sono, os movimentos dos braços e atividades simples do cotidiano.

Foi instituído um cuidado individualizado, baseado no Protocolo LGS, associado à estratégia nutricional, suplementação orientada, hidratação, cuidados com a pele e acompanhamento clínico periódico.

A participação da nutricionista Patricia S F Guimarães foi fundamental. A identificação e a correção de hábitos alimentares que contribuíam para a manutenção do processo inflamatório tiveram impacto importante na evolução clínica.

Foi um caso que exigiu persistência e adaptações. A melhora não ocorreu de maneira imediata ou linear: foi necessário acompanhar cuidadosamente as respostas da paciente e ajustar a alimentação e a suplementação ao longo do tempo.

Após 7 meses, a família relatou:

✅ Importante redução das lesões e da descamação;
✅ Melhora da pele da face, dos braços e das pernas;
✅ Diminuição da coceira e da ardência;
✅ Recuperação dos movimentos dos braços;
✅ Melhora da qualidade de vida.

A evolução foi expressiva, mas o tratamento continua, pois ainda existem sintomas residuais que precisam ser acompanhados e ajustados com segurança.

Este caso reforça a importância da constância, da participação da família, da estratégia nutricional, da atuação integrada da equipe e do respeito às necessidades individuais de uma paciente idosa.

Cada organismo responde de maneira diferente. Este relato representa uma evolução individual e não constitui promessa de resultado ou cura.

Caso publicado com autorização expressa da paciente.

Durante muito tempo, a glicose no sangue pode permanecer dentro da faixa considerada “normal”. Mas isso não significa, n...
14/08/2026

Durante muito tempo, a glicose no sangue pode permanecer dentro da faixa considerada “normal”. Mas isso não significa, necessariamente, que o metabolismo esteja saudável.

Para manter essa glicose sob controle, o pâncreas pode precisar produzir quantidades progressivamente maiores de insulina.

A glicose parece normal.
A insulina, não.

Esse estado de hiperinsulinemia compensatória pode preceder por anos a elevação da glicemia e o diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Enquanto isso, podem surgir sinais de disfunção metabólica: aumento da gordura visceral, dificuldade para perder peso, elevação dos triglicerídeos, redução do HDL, esteatose hepática, aumento da circunferência abdominal e alterações da pressão arterial.

Por isso, olhar apenas para a glicemia de jejum pode oferecer uma fotografia incompleta.

Dependendo do contexto clínico, uma avaliação metabólica mais ampla pode incluir:

• glicemia de jejum
• insulina de jejum
• hemoglobina glicada
• triglicerídeos e HDL
• relação triglicerídeos/HDL
• HOMA-IR
• circunferência abdominal
• e, em situações selecionadas, teste oral de tolerância à glicose associado à avaliação da insulina

O diabetes pode ser o diagnóstico tardio de uma alteração metabólica que começou muito antes.

A melhor oportunidade de intervenção é justamente quando a glicose ainda parece “normal”, mas o organismo já começa a demonstrar que precisa trabalhar cada vez mais para mantê-la assim.

Endereço

Live Clínica Integrada, Rua Juiz David Barrilli, 306, Centro Empresarial Aquarius, TORRE C/SALA 407, Jardim Aquarius, Contato: +55 12 98146-1666
São José Dos Campos, SP
12246-200

Horário de Funcionamento

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