24/05/2026
Essa escultura, criada como uma obra montada em uma rua de uma cidade da Espanha, representa o peso invisível que muitas mães carregam diariamente: a carga mental, o cuidado constante, as tarefas domésticas e a pressão de dar conta de tudo.
Essa obra provoca uma reflexão muito importante: em que momento a sobrecarga, construída socialmente como responsabilidade da mulher, passou a ser vista como algo natural?
Por trás dessa “mãe forte”, “mãe guerreira”, “mulher maravilha”, muitas vezes existem cansaço, silêncio, renúncia e esvaziamento de si.
Talvez amar não devesse ser associado ao apagamento de si…
No meu trabalho com mulheres, utilizo muitas vezes essa imagem. Dessa vez, em um evento com o tema “Quando me olho, o que em mim ainda insiste?”, fiz a edição com IA, pois queria retirar as coisas colocadas sobre os ombros dessa mulher.
Divido com vocês que, ao apresentar esse vídeo no evento, uma das coisas que mais me tocou foi a fala de uma mulher: o momento em que a mordaça cai da boca da personagem foi a parte que mais a atravessou.
Dar voz às mulheres… será esse um caminho para mudarmos isso?