Interac - Instituto de Terapia Comportamental São José dos Campos

Interac - Instituto de Terapia Comportamental São José dos Campos Análise de comportamento, psicoterapia, coaching e avaliação neuropsicológica.

Atendimentos, cursos, consultoria em comportamento por psicólogos pós-graduados e especialistas em Terapia Comportamental ou Cognitiva.

Quantas vezes deixamos de tomar uma decisão porque temos medo de nos arrepender depois?Pode ser mudar de emprego, termin...
04/08/2026

Quantas vezes deixamos de tomar uma decisão porque temos medo de nos arrepender depois?

Pode ser mudar de emprego, terminar um relacionamento ou até escolher o que comer. As decisões mudam de tamanho, mas o receio costuma trazer a mesma pergunta: “E se eu escolher errado?”

À primeira vista, parece que estamos apenas tentando ser cuidadosos. Mas, por trás dessa busca por segurança, pode existir a ideia de que uma boa decisão é aquela que não provoca dúvidas, desconfortos ou perdas.

O problema é que decidir também envolve abrir mão. Quando escolhemos um caminho, deixamos outros para trás. E, na tentativa de prever todas as consequências, podemos ficar presos em inúmeros cenários, sem encontrar a certeza que esperávamos.

Muitas vezes, não é a falta de informação que nos impede de decidir. É a dificuldade de aceitar que nenhuma escolha vem acompanhada da garantia de que tudo dará certo.

Isso não significa agir por impulso. Significa reconhecer que ter clareza é diferente de ter certeza. Podemos refletir, avaliar o que importa e, ainda assim, sentir medo.

Alguns caminhos podem ajudar nesse momento:
➖ Pergunte qual escolha se aproxima mais da vida que você deseja construir.
➖ Diferencie os riscos reais dos cenários que surgem quando tentamos antecipar todo o futuro.
➖ Estabeleça um limite de tempo para pensar, evitando que a reflexão se transforme em adiamento.
➖ Considere não apenas aquilo que você pode perder, mas também o custo de permanecer onde está.
➖ Lembre-se de que algumas decisões podem ser revistas e ajustadas ao longo do caminho.

Talvez ter menos medo de decidir não seja encontrar a escolha perfeita. Pode ser aprender a confiar que, mesmo sem controlar tudo o que acontecerá, você continuará participando ativamente da construção de sua vida.

Por Isabel Fraga
Psicóloga - CRP 06/203129

30/07/2026

Até onde as expectativas dos pais podem influenciar as escolhas profissionais dos filhos?

Na adolescência, conhecer diferentes possibilidades de carreira é fundamental para que o jovem possa descobrir seus interesses, habilidades e caminhos. Mas, muitas vezes, expectativas familiares podem acabar limitando essa descoberta.

Neste recorte do podcast Interac Talks, Karen Morais, Carolina Garcia e Fabíola Serpa conversam sobre como os pais podem, mesmo sem perceber, direcionar demais as escolhas dos filhos ou projetar neles sonhos e expectativas que são próprios.

🎥 Quer assistir ao episódio completo?

Acesse o podcast Interac Talks no canal Interacsjc, no YouTube, e confira a conversa na íntegra.

Salve e compartilhe com quem também pode se beneficiar dessa reflexão.

Nem todo sofrimento pode ser explicado apenas pelo indivíduo. Olhar para o contexto em que vivemos também faz parte de c...
28/07/2026

Nem todo sofrimento pode ser explicado apenas pelo indivíduo. Olhar para o contexto em que vivemos também faz parte de compreender o que sentimos e de pensar em possibilidades de mudança.

A psicoterapia pode ser um espaço para ampliar esse olhar, reconhecer limites, questionar padrões e construir novas formas de agir diante da realidade.

Porque compreender o que nos atravessa também pode abrir caminhos para transformar o que for possível.

Por Fábio Amaral
Psicólogo - CRP 06/522869

Durante muito tempo, acreditou-se que o TDAH e a depressão apenas coexistiam com frequência. Hoje, sabemos que essa rela...
23/07/2026

Durante muito tempo, acreditou-se que o TDAH e a depressão apenas coexistiam com frequência. Hoje, sabemos que essa relação é muito mais complexa.

Um estudo longitudinal recente, publicado no Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry (2026), demonstrou que pessoas com TDAH apresentam maior risco de desenvolver depressão ao longo da vida. Os autores observaram que esse risco parece ser mediado principalmente por sintomas de ansiedade, irritabilidade e padrões persistentes de pensamentos negativos.

Isso faz sentido quando entendemos que o TDAH não compromete apenas a atenção. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento que também pode afetar as funções executivas, a regulação emocional e o sistema de recompensa cerebral. Como consequência, muitos pacientes convivem desde a infância com frustrações repetidas, dificuldades acadêmicas e profissionais, críticas frequentes e uma sensação constante de não conseguir atingir o próprio potencial.

Com o passar dos anos, essas experiências podem favorecer o surgimento de crenças negativas sobre si mesmo, reduzir a autoestima e aumentar a vulnerabilidade ao desenvolvimento de um transtorno depressivo. Em muitos casos, a depressão não surge de forma isolada, mas como resultado da interação entre alterações neurobiológicas e o impacto emocional acumulado de viver com um TDAH não diagnosticado ou inadequadamente tratado.

Esse é um dos motivos pelos quais o diagnóstico precoce e um tratamento individualizado são tão importantes. Tratar o TDAH vai além de melhorar o foco e a organização: é também uma forma de proteger a saúde mental, reduzir sofrimento e promover uma melhor qualidade de vida.

Por Gisele Amarante
Médica Psiquiatra
CRM 170766 / RQE 70308

🎙️ Podcast Interac Talks!Um espaço para conversar, refletir e aprender sobre saúde mental, comportamento humano e as exp...
21/07/2026

🎙️ Podcast Interac Talks!

Um espaço para conversar, refletir e aprender sobre saúde mental, comportamento humano e as experiências que fazem parte da nossa vida.

Em cada episódio, profissionais da equipe Interac compartilham conhecimentos, histórias e diferentes perspectivas para gerar boas conversas e novas reflexões.

▶️ Assista aos episódios no YouTube: INTERACSJC

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17/07/2026

Você já ouviu falar em FOMO?

A sigla vem do inglês Fear Of Missing Out e descreve o medo de estar perdendo alguma experiência, oportunidade ou momento importante. Embora o termo tenha ganhado força entre os adolescentes, esse sentimento também pode estar presente em diferentes fases da vida.

Em um cenário marcado pela conexão constante e pelas redes sociais, a sensação de que "todos estão vivendo algo melhor" pode alimentar ansiedade, insegurança e a necessidade de estar sempre acompanhando o que acontece ao redor.

Neste recorte do podcast Interac Talks, a psicóloga Karen de Morais, junto com a neuropsicóloga Renata Furukawa, explica o que é o FOMO, por que esse fenômeno tem aparecido com tanta frequência e como ele pode impactar o bem-estar emocional, especialmente durante a adolescência.

Compreender esse conceito é um passo importante para desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia, com as redes sociais e consigo mesmo.

🎥 Quer assistir ao episódio completo?

Acesse o podcast Interac Talks no canal Interacsjc, no YouTube, e confira a conversa na íntegra.

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Se tem uma coisa importante de sabermos é que férias não combinam com rotina perfeita.Os horários mudam.As crianças fica...
16/07/2026

Se tem uma coisa importante de sabermos é que férias não combinam com rotina perfeita.

Os horários mudam.
As crianças ficam mais tempo em casa.
Tem viagem, passeios, refeições fora, convites de última hora…

Esperar que tudo aconteça exatamente como nos outros meses costuma gerar uma consequência: frustração.

E quando nos frustramos, aparece um pensamento muito comum:

“Já que saí da rotina, agora só volto quando as férias acabarem.”

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos muito com a ideia de identificar pensamentos que nos afastam dos nossos objetivos. Judith Beck, referência mundial em Terapia Cognitiva para emagrecimento, mostra que um dos maiores desafios não é “escorregar” em uma refeição, mas transformar um pequeno desvio na desculpa para abandonar todo o plano.

Por isso, antes das férias, vale a pena ajustar as expectativas.

Talvez você não consiga preparar todas as refeições em casa.
Talvez não faça o treino completo.
Talvez tome um sorvete com os seus filhos.

E tudo bem.

O objetivo não é controlar tudo.
O objetivo é continuar fazendo boas escolhas dentro da realidade que você está vivendo.

No fim das contas, emagrecer não depende de uma semana perfeita.

Depende da capacidade de continuar, mesmo quando a vida muda.

Talvez você não consiga fazer tudo o que faz normalmente. Mas o que você consegue manter? Comece por aí.

Boas férias!!

Milena Ruas
Psicóloga – CRP 06/75489

A necessidade constante de aprovação pode fazer com que a pessoa silencie emoções, esconda opiniões e adapte seu comport...
14/07/2026

A necessidade constante de aprovação pode fazer com que a pessoa silencie emoções, esconda opiniões e adapte seu comportamento para evitar rejeição ou desagrado.

Embora o desejo de pertencimento seja uma necessidade humana natural, a dependência excessiva de validação externa pode gerar sofrimento emocional significativo. Estudos em psicologia mostram que pessoas com forte necessidade de validação tendem a apresentar maiores níveis de ansiedade, insegurança emocional, autocrítica e dificuldade em estabelecer limites saudáveis.

Esse padrão pode aparecer na dificuldade em dizer “não”, no medo intenso de decepcionar os outros, na preocupação excessiva com a opinião alheia e na necessidade frequente de confirmação para se sentir suficiente.

Muitas vezes, a busca constante por validação está relacionada a experiências emocionais anteriores, ambientes excessivamente críticos ou relações em que o afeto parecia depender de desempenho, comportamento ou aprovação.

Com o tempo, viver tentando atender constantemente às expectativas externas pode afastar a pessoa de suas próprias necessidades, valores e identidade.

Desenvolver autoconhecimento, autoavaliação e relações emocionalmente seguras é fundamental para construir uma autoestima menos dependente do olhar dos outros e mais baseada na própria percepção de valor!

E aí, você sente que consegue ser você mesmo em todas as relações?
Compartilhe aqui nos comentários.

Renata Frauendorf
Psicóloga – CRP 06/61.950

Terminei de ler o livro "Happycracia: fabricando cidadãos felizes" há pouco tempo. Os autores, psicólogos sociais, quest...
10/07/2026

Terminei de ler o livro "Happycracia: fabricando cidadãos felizes" há pouco tempo. Os autores, psicólogos sociais, questionam o conceito de felicidade postulado pela Psicologia Positiva. Nessa crítica, eles apontam que a busca da felicidade é colocada como uma meta pessoal e alcançável independente das condições socioeconômicas das pessoas. Essa felicidade seria mais uma questão de percepção do que uma combinação de variáveis ambientais, históricas e individuais.

"Gente feliz não enche o s**o!": sim, é parcialmente verdade. Mas também gente feliz tem menos chances de se revoltar, de se indignar, de lutar por responsabilidade social. Gente feliz também tem menos chances de notar as correntes invisíveis que as exploram. Gente feliz não sabe que sua felicidade pode estar sendo parte da manutenção de um sistema explorador.

Não é um manifesto contra a felicidade. Mas sim uma crítica ao conceito de felicidade disseminado e vendido por aí. A felicidade vendida por aí é até mesmo mais fácil de atingir, porque ela não precisa ser vivenciada de fato, e sim performada. Quem nunca assistiu vídeos de gente que filma seus momentos felizes? É felicidade mesmo ou a presença de uma audiência dita a performance feliz?

Antes de buscar pela felicidade, que nos indignemos e revoltemos com aquilo que nos explora, nos abusa, nos usa e com aquilo que não dá a mínima para as condições sociais e ambientais que vivemos.

Por Augusto L. M. Anselmo
Psicólogo - CRP 06/142942

08/07/2026

Vivemos cercados por estímulos: notificações, vídeos curtos, jogos, redes sociais e conteúdos que disputam nossa atenção o tempo todo. Mas, você já parou para pensar no que acontece quando o cérebro é exposto a esse excesso de forma contínua?

Existe um fenômeno conhecido como dessensibilização aos estímulos. Com o tempo, aquilo que antes era suficiente para gerar satisfação deixa de produzir o mesmo efeito, levando à busca por estímulos cada vez mais intensos ou frequentes. Esse mecanismo ajuda a explicar, por exemplo, por que algumas pessoas passam a aumentar gradativamente o tempo dedicado aos jogos ou ao consumo de conteúdos digitais.

Neste recorte do podcast Interac Talks, a neuropsicóloga Renata Furukawa explica, de forma clara, como esse processo acontece e quais são seus impactos no comportamento e no funcionamento do cérebro.

Compreender esses mecanismos é um passo importante para desenvolver uma relação mais consciente e equilibrada com a tecnologia e os estímulos do dia a dia.

🎥 Quer assistir ao episódio completo?

Acesse o podcast Interac Talks no canal Interacsjc, no YouTube, e confira a conversa na íntegra.

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São José Dos Campos, SP
12243-290

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