Dr. Rafael Gil . Medicina Funciona Integrativa

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A dor no lipedema pode não depender apenas do tamanho das pernas.E esse é um ponto importante.Um estudo comparou mulhere...
31/08/2026

A dor no lipedema pode não depender apenas do tamanho das pernas.

E esse é um ponto importante.

Um estudo comparou mulheres com lipedema e mulheres saudáveis, avaliando limiar de dor à pressão e sinais de sensibilização central.

O resultado sugere que, em algumas pacientes, o sistema nervoso também pode participar da experiência de dor.

Ou seja:

pressão, toque e movimento podem ser percebidos como mais dolorosos não apenas pelo tecido afetado, mas pela forma como cérebro e medula processam esses sinais.

Isso ajuda a explicar por que duas mulheres com aparência semelhante podem sentir dores muito diferentes.

E por que avaliar lipedema olhando apenas para estágio, volume ou aparência das pernas pode ser insuficiente.

A dor precisa entrar na avaliação.

A hipersensibilidade precisa ser escutada.

A função precisa ser medida.

E o tratamento precisa ser individualizado.

Porque, no lipedema, o que se vê no corpo nem sempre traduz o que a paciente sente.

📚Fonte: Yücel FN et al. Central sensitization and pressure pain threshold in lipedema: associations with clinical features, sonographic fat thickness, and body composition. Phlebology. 2026.
DOI: 10.1177/02683555261478723

Dr. Rafael Gil é Médico e Mentor.
CRMSP 130183
Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Testosterona não é atalho metabólico.Mas o estudo T4DM trouxe uma pergunta importante:em homens mais velhos, com obesida...
30/08/2026

Testosterona não é atalho metabólico.

Mas o estudo T4DM trouxe uma pergunta importante:

em homens mais velhos, com obesidade abdominal, testosterona baixa ou limítrofe e alto risco para diabetes tipo 2, a reposição poderia somar benefício a um programa de mudança de estilo de vida?

O estudo acompanhou 1.007 homens, entre 50 e 74 anos, por 2 anos.

Todos participaram de um programa de estilo de vida.

O resultado chamou atenção:

o grupo que recebeu testosterona teve menor proporção de diabetes tipo 2 ao final do estudo e maior redução da glicose no teste oral de tolerância à glicose.

Mas esse é o ponto que não pode ser ignorado:

isso não significa que testosterona seja indicada para todo homem com sobrepeso, pré-diabetes ou cansaço.

Também não significa que seja uma estratégia sem riscos.

No próprio T4DM, o aumento do hematócrito foi muito mais frequente no grupo testosterona — um efeito adverso que pode limitar o tratamento e exige monitoramento.

A mensagem do estudo não é:
“use testosterona para prevenir diabetes”.

A mensagem é mais cuidadosa:

em um grupo específico de homens, dentro de um ensaio clínico controlado, a testosterona associada a mudanças de estilo de vida melhorou desfechos glicêmicos em 2 anos.

Na prática, isso reforça uma coisa:

hormônio não substitui avaliação clínica.

E testosterona não deve ser usada como promessa de performance, emagrecimento ou prevenção universal.

Ela pode ser uma ferramenta médica em contextos bem selecionados.

Mas precisa de indicação, acompanhamento, exames e discussão clara de riscos e benefícios.

DOI: 10.1016/S2213-8587(20)30367-3
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(Este conteúdo tem caráter meramente educativo e não substitui uma consulta médica)

Longevidade não costuma depender de grandes revoluções.Na maioria das vezes, ela é construída no básico bem feito:caminh...
29/08/2026

Longevidade não costuma depender de grandes revoluções.

Na maioria das vezes, ela é construída no básico bem feito:

caminhar mais, treinar força, dormir melhor, comer comida de verdade, não fumar, beber menos, acompanhar marcadores de saúde e manter vínculos sociais.

Nada disso é “milagroso”.

Mas, repetido por anos, muda o risco.

Consistência supera intensidade.

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Gordura visceral não é apenas uma questão de estética.Na verdade, muitas vezes ela nem aparece tanto no espelho.Uma pess...
28/08/2026

Gordura visceral não é apenas uma questão de estética.

Na verdade, muitas vezes ela nem aparece tanto no espelho.

Uma pessoa pode ter peso aparentemente normal, roupas que servem bem e, ainda assim, apresentar excesso de gordura acumulada profundamente no abdome, ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestinos.

E é por isso que ela importa.

A gordura visceral é metabolicamente ativa.

Em excesso, ela se associa a maior inflamação, resistência à insulina, disfunção metabólica hepática, diabetes tipo 2 e maior risco cardiovascular.

O problema é que muita gente ainda acompanha saúde olhando apenas para o peso.

Mas peso não mostra tudo.

A balança não mostra onde a gordura está distribuída.
Não mostra massa muscular.
Não mostra circunferência abdominal.
Não mostra exames metabólicos.
Não mostra o contexto clínico.

Por isso, em muitos casos, a pergunta mais importante não é apenas:

“quanto eu peso?”

Mas sim:

“como está minha composição corporal e minha saúde metabólica?”

A boa notícia é que a gordura visceral costuma responder bem a mudanças consistentes e bem direcionadas:

exercício aeróbico, treino de força, alimentação com menos ultraprocessados, proteína ajustada à necessidade individual, sono adequado e manejo do estresse.

Não existe um protocolo único.

Existe avaliação.

E, na medicina, é isso que muda o jogo: entender o corpo além da aparência.

DOI: 10.1016/S2213-8587(19)30084-1
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Longevidade não costuma nascer de um alimento isolado.Não é o azeite sozinho.Não é o salmão sozinho.Não é a castanha, o ...
26/08/2026

Longevidade não costuma nascer de um alimento isolado.

Não é o azeite sozinho.
Não é o salmão sozinho.
Não é a castanha, o vinho, o abacate ou qualquer outro “superalimento” da vez.

O que a ciência vem mostrando é menos glamouroso, mas muito mais importante:

o padrão alimentar repetido ao longo dos anos parece importar mais do que a busca por um ingrediente milagroso.

Uma revisão sistemática e meta-análise avaliou estudos de coorte sobre dieta mediterrânea e mortalidade por todas as causas.

Foram mais de 1,8 milhão de participantes acompanhados por períodos que variaram de 2 a 60 anos.

O achado foi consistente:
a cada ponto adicional de adesão ao padrão mediterrâneo, houve associação com menor risco relativo de mortalidade.

Mas aqui está o ponto que muita gente interpreta errado:

isso não significa que “colocar azeite” em uma alimentação ruim reduza o risco em 4%.

Significa que, quanto maior a adesão ao padrão como um todo, menor foi a mortalidade observada.

E esse padrão inclui mais alimentos in natura, vegetais, frutas, leguminosas, grãos integrais, oleaginosas, azeite de oliva, peixes — e menor presença frequente de ultraprocessados e carnes processadas.

No fim, talvez a pergunta mais importante não seja:

“qual alimento devo incluir para viver mais?”

Mas sim:

“qual padrão alimentar eu estou repetindo todos os dias?”

Porque saúde metabólica não é construída em uma refeição perfeita.

Ela é construída na repetição.

DOI: 10.3389/fnut.2025.1708486

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Aos 45 anos, muitas mulheres já estão vivendo mudanças que começaram anos antes.A transição menopausal não acontece de u...
25/08/2026

Aos 45 anos, muitas mulheres já estão vivendo mudanças que começaram anos antes.
A transição menopausal não acontece de uma hora para outra. E ela também não é definida por uma idade fixa.
Nesse período, podem ocorrer mudanças na distribuição de gordura, massa muscular, saúde óssea, sono, humor e risco metabólico.
E talvez esse seja o ponto mais importante:
nem sempre a balança mostra o que está acontecendo.
Por isso, falar de longevidade feminina não deveria ser apenas falar sobre peso ou “anti-aging”.
Deveria ser falar sobre preservar músculo, reduzir risco cardiometabólico, proteger os ossos, dormir melhor e reconhecer sintomas que merecem avaliação.
Porque o que uma mulher constrói nessa fase pode influenciar muito a forma como ela chegará aos 60, 70 e 80.
Sem alarmismo.
Sem promessas.
Com estratégia, prevenção e avaliação individualizada.

DOI: 10.6118/jmm.26008

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5 anos ouvindo mulheres na transição hormonal e sinto informar:muita mulher não percebe a perimenopausa no começo porque...
19/08/2026

5 anos ouvindo mulheres na transição hormonal e sinto informar:

muita mulher não percebe a perimenopausa no começo porque ela não chega com uma placa.

Ela chega disfarçada de estresse.

Você começa a dormir pior.

Acorda cansada.

Perde a paciência mais rápido.

O ciclo muda e você pensa:
“deve ser fase”.

Sente calor do nada e pensa:
“deve ser o clima”.

A libido muda e você pensa:
“deve ser cansaço”.

E quando vê, você passou meses tentando explicar cada sintoma separado.

Só que o corpo não funciona em partes soltas.

Quando sono, ciclo, humor, energia e sintomas físicos começam a mudar juntos, vale olhar para isso com mais atenção.

Não é para sair se diagnosticando.

É para parar de chamar tudo de normal quando, no fundo, você sabe que alguma coisa mudou.

Qual dessas mudanças apareceu primeiro em você?

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O lipedema ainda é frequentemente reduzido a uma questão de peso ou estética. Mas esse olhar é incompleto.No estudo LISE...
17/08/2026

O lipedema ainda é frequentemente reduzido a uma questão de peso ou estética. Mas esse olhar é incompleto.

No estudo LISE, publicado na PLOS One, mulheres com lipedema apresentaram pior qualidade de vida relacionada à saúde em todas as dimensões avaliadas quando comparadas a mulheres sem lipedema. O estudo também encontrou maior carga de sintomas, incluindo dor, fadiga, ansiedade, depressão, falta de ar e pior percepção de qualidade de vida.

Outro ponto importante: as mulheres com lipedema apresentaram maior preocupação com imagem corporal em comparação com controles saudáveis. Isso reforça que o impacto do lipedema não é apenas físico, mas também emocional e social.

Nada disso significa que todas as mulheres terão a mesma evolução ou precisarão do mesmo tratamento. O estudo é observacional e não define condutas individuais.

Mas ele ajuda a reforçar uma mensagem essencial:
dor, cansaço, limitação e sofrimento corporal não devem ser normalizados.

O cuidado no lipedema precisa ser individualizado, ético e baseado em avaliação médica completa.

DOI: 10.1371/journal.pone.0355488
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25/04/2026

Antes de partir para a canetada, assista a esse vídeo. Você tem uma fábrica natural de emagrecimento dentro do seu intestino e provavelmente está destruindo ela sem saber.

Antes de tudo, a gente precisa cuidar do seu terreno biológico de verdade.

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20/04/2026

Hora de fazer um raio-x na sua despensa!

Aquele óleo vegetal que está no seu armário agora pode estar inflamando as suas pernas e você nem sabe.

Se você tem Lipedema e os nódulos doem, o inchaço não passa e os furinhos só pioram, assista a esse vídeo antes de preparar o próximo almoço.

O que eu jamais faria se tivesse Lipedema é continuar refogando com óleo de soja achando que estou fazendo uma escolha saudável.

✨Saudável você se tornar.

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