31/08/2026
A dor no lipedema pode não depender apenas do tamanho das pernas.
E esse é um ponto importante.
Um estudo comparou mulheres com lipedema e mulheres saudáveis, avaliando limiar de dor à pressão e sinais de sensibilização central.
O resultado sugere que, em algumas pacientes, o sistema nervoso também pode participar da experiência de dor.
Ou seja:
pressão, toque e movimento podem ser percebidos como mais dolorosos não apenas pelo tecido afetado, mas pela forma como cérebro e medula processam esses sinais.
Isso ajuda a explicar por que duas mulheres com aparência semelhante podem sentir dores muito diferentes.
E por que avaliar lipedema olhando apenas para estágio, volume ou aparência das pernas pode ser insuficiente.
A dor precisa entrar na avaliação.
A hipersensibilidade precisa ser escutada.
A função precisa ser medida.
E o tratamento precisa ser individualizado.
Porque, no lipedema, o que se vê no corpo nem sempre traduz o que a paciente sente.
📚Fonte: Yücel FN et al. Central sensitization and pressure pain threshold in lipedema: associations with clinical features, sonographic fat thickness, and body composition. Phlebology. 2026.
DOI: 10.1177/02683555261478723
Dr. Rafael Gil é Médico e Mentor.
CRMSP 130183
Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.