Psicóloga Giovanna Catheryne

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Psicóloga Clínica pela abordagem TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), com atendimento à adolescentes, adultos e idosos, de forma presencial e on-line.
🦋 | Especializada em Comportamento e Transtornos Alimentares, e Aprimorada em Cirurgia Bariátrica.

Hoje quero falar sobre o outro lado. Sobre o privilégio que é poder acompanhar pessoas enquanto elas se conhecem, se que...
27/08/2026

Hoje quero falar sobre o outro lado. Sobre o privilégio que é poder acompanhar pessoas enquanto elas se conhecem, se questionam, se descobrem, se desconstruem e, aos poucos, vão entendendo quem são e quem querem ser.

A clínica é um trabalho muito íntimo e particular. É uma horinha da semana, duas pessoas e uma conversa que, muitas vezes, ninguém mais vai saber que aconteceu. E acho curioso pensar nisso em uma época em que parece que precisamos expor tudo, compartilhar tudo, mostrar tudo e aqui, é quase o contrário. Tantas coisas importantes acontecem em silêncio. Sem foto, sem registro, sem ninguém vendo.

E, apesar de ser um trabalho que muitas vezes pode ser solitário, ele se torna muito menos quando eu tenho a companhia de cada uma das pessoas que passam por aquela sala. 🥰

Eu conheço pessoas em momentos em que elas mesmas já não se reconhecem muito bem, tentando entender por que sentem o que sentem, por que fazem determinadas coisas, por que se cobram tanto, por que não conseguem se enxergar com o mesmo carinho que conseguem enxergar os outros. E com o tempo, eu também vou conhecendo outras versões delas. 🥰♥️

Acompanho pequenas mudanças, grandes conquistas, recaídas, descobertas, medos, planos… e é muito bonito perceber que, no fim, não se trata de virar outra pessoa. Muitas vezes, é sobre conseguir voltar para si.

E ainda sobre o outro lado, também existem versões minhas que só os meus pacientes conhecem. Coisas que eu só vivi dentro daquela sala, com aquelas pessoas. Risadas, choros, conversas, aprendizados e vínculos que são importantes para mim também. ♥️

Eu sei que eu não faço esse caminho por ninguém, e que não tenho todas as respostas e não posso viver as mudanças pelo outro. Mas posso estar ali! Posso escutar, acolher, ajudar a olhar para algumas coisas por outros ângulos e oferecer um lugar onde, talvez, aquela pessoa consiga finalmente parar um pouquinho e ser ela mesma. E que privilégio conhecer tantas pessoas, compartilhar um pedacinho da vida delas toda semana e acompanhar, de pertinho, enquanto elas vão se tornando quem são.

Não é só sobre amar ser psicóloga, mas sobre ser mu

25/08/2026

As canetas emagrecedoras podem diminuir o prazer de comer. Mas… e se elas também estiverem mexendo com outros prazeres?

Antes de tudo: a ciência ainda não tem uma resposta definitiva para isso. E acho importante dizer isso, porque estamos falando de medicamentos relativamente novos e ainda existe uma carência importante de estudos sobre seus efeitos psicológicos e sobre outras formas de recompensa.

O que já sabemos é que medicamentos como a tirzepatida e a semaglutida não atuam apenas na fome e na saciedade. Os receptores de GLP-1 também estão presentes em regiões e circuitos cerebrais envolvidos em motivação, recompensa e comportamento alimentar. É justamente por isso que pesquisadores estão investigando se esses medicamentos podem influenciar outros comportamentos relacionados à recompensa, e já existem estudos e relatos sugerindo mudanças, por exemplo, no interesse por álcool e outras substâncias. Mas ainda precisamos de muito mais evidência para entender o que isso significa na prática.

E aqui está a parte que me chama atenção como psicóloga: Algumas pessoas relatam que, junto com a redução do interesse pela comida, perceberam também menos ânimo, menos motivação ou menos interesse por coisas que antes davam prazer.

Isso é a mesma coisa que “a caneta causa depressão” ou “tira o prazer da vida”? NÃOOO! Não podemos fazer essa afirmação com as evidências que temos hoje. Inclusive, existem pesquisas apontando possíveis efeitos benéficos dos GLP-1 sobre humor e comportamentos relacionados à recompensa. Ou seja: a história é muito mais complexa do que “diminuiu o prazer”. 🥹

Mas justamente por isso precisamos prestar atenção.
Uma coisa é não sentir tanta vontade de comer. Outra é perceber que você também perdeu o interesse em sair, encontrar pessoas, fazer coisas que gostava, ter hobbies ou se envolver com a própria vida ‼️

Se isso acontecer, não é algo para simplesmente ignorar ou atribuir automaticamente ao emagrecimento. Vale conversar com os profissionais que acompanham o seu tratamento! Essa relação ainda está sendo investigada, e nem tudo que ainda não sabemos deve ser tratad

21/08/2026

A gente fala muito sobre “padrões de beleza”, mas às vezes esquece que eles também mudam.

Em uma época, o corpo ideal era extremamente curvilíneo. Em outra, extremamente musculoso. Agora, a magreza extrema parece estar ganhando novamente espaço como referência estética.

E isso merece nossa atenção.

Não porque exista um tamanho de corpo “certo”, e muito menos porque seja possível olhar para alguém e determinar sua saúde pela aparência.

Mas porque, quando um determinado corpo volta a ser apresentado repetidamente como sinônimo de beleza, disciplina, sucesso e desejo, é muito fácil começar a acreditar que precisamos nos parecer com ele para sermos suficientes.

E aí começa a comparação.

“Por que eu não sou assim?”
“Será que eu deveria emagrecer?”
“Será que meu corpo está grande demais?”

Talvez a pergunta mais importante seja:

por que -> esse

Acho que existe uma ideia meio romantizada sobre terapia: você chega, conta o que está acontecendo, entende tudo sobre s...
20/08/2026

Acho que existe uma ideia meio romantizada sobre terapia: você chega, conta o que está acontecendo, entende tudo sobre si mesma e sai de lá uma nova pessoa.

Só que não é bem assim. Você não precisa chegar pronta, sabendo exatamente o que sente ou qual é o seu problema. Afinal, parte do processo é justamente descobrir isso.

E terapia também não é um lugar onde sua psicóloga vai concordar com tudo o que você diz, validar todas as suas escolhas ou simplesmente te dizer o que você quer ouvir.

Às vezes, ela vai fazer uma pergunta que você não queria responder.
Vai apontar uma contradição.
Vai te ajudar a perceber um padrão que você não estava enxergando.
Vai te convidar a olhar para uma parte da sua história que é desconfortável.

E talvez você saia de uma sessão pensando: “MEU DEUS, por que ela me fez pensar nisso?” ou até querer fugir dali o mais rápido possível (e sim, isso é normal).

Mas isso também é terapia.

Não significa que toda sessão precisa ser profunda, dolorosa ou provocar uma grande transformação. E você também não vai sair “curada” depois de algumas conversas.

Terapia é processo. É um espaço para se conhecer, compreender sua história, questionar padrões, desenvolver novas possibilidades e, aos poucos, construir mudanças que façam sentido para você.

Então talvez a terapia não seja sobre encontrar alguém que sempre concorde com você.

Talvez seja sobre encontrar um espaço seguro o suficiente para você conseguir olhar para si mesma com honestidade.

Entrando para a trend com algumas coisas que eu escuto diariamente, masss eu simplesmente não consigo achar “normal” 😂🫠S...
17/08/2026

Entrando para a trend com algumas coisas que eu escuto diariamente, masss eu simplesmente não consigo achar “normal” 😂🫠

Ser psicóloga não significa que eu tenha resposta pra tudo, mas definitivamente mudou a forma como eu enxergo algumas atitudes, relações e até a maneira como a gente se trata.

E essas foram só 5… 👀

Quem aí quer ver a PT. 2? 😂

Me conta nos comentários qual dessas você mais concorda, ou qual você acrescentaria nessa lista 👇🏻

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14/08/2026

Talvez você não queira emagrecer tanto quanto você acha.

Talvez você queira parar de se sentir mal com o seu corpo, querer tirar uma foto sem procurar defeitos.
Usar uma roupa sem pensar se ela “favorece”.
Ir à praia sem passar o dia se escondendo‼️
Ou quem sabe simplesmente comer sem culpa,
receber um elogio e finalmente acreditar nele.

Sentir que, de alguma forma, você finalmente é suficiente.

E é por isso que, às vezes, a pessoa emagrece… e continua se sentindo exatamente como antes. Porque o peso que você quer perder nem sempre é o único peso que está carregando.

💭 Talvez a pergunta não seja apenas “quanto eu quero emagrecer?”, mas também: “o que eu espero sentir quando emagrecer?”

24/07/2026

Nem todo emagrecimento é sinônimo de saúde. E nem todo comentário sobre o corpo de alguém é um elogio.

Quando dizemos “Nossa, como você emagreceu!”, geralmente fazemos isso com boa intenção. Mas a verdade é que não sabemos a história por trás daquele corpo.

Pode ter sido resultado de hábitos mais saudáveis. Pode ter sido uma cirurgia bariátrica. Mas também pode ter sido consequência de um período de depressão, ansiedade, um transtorno alimentar, uma doença ou um momento muito difícil.

O corpo conta uma história que nem sempre é visível.

Por isso, antes de comentar sobre a aparência de alguém, experimente perguntar: “Como você está?” Às vezes, o maior cuidado não é elogiar a mudança no corpo, mas demonstrar interesse genuíno pela pessoa.

Nem toda fome é física.Às vezes, a comida aparece como uma tentativa de aliviar emoções difíceis, preencher vazios, busc...
22/06/2026

Nem toda fome é física.

Às vezes, a comida aparece como uma tentativa de aliviar emoções difíceis, preencher vazios, buscar conforto ou silenciar sentimentos que parecem difíceis de expressar.

A fome física costuma surgir gradualmente, pode ser satisfeita por diferentes alimentos e gera saciedade.

Já a fome emocional costuma aparecer de repente, vem acompanhada de um desejo específico e, muitas vezes, deixa culpa ou frustração depois.

Isso não significa falta de força de vontade.

Significa que talvez exista algo além da comida precisando de atenção.

Observar suas emoções com mais curiosidade e menos julgamento pode ser um passo importante para construir uma relação mais saudável com a alimentação e consigo mesmo(a). 💚

Você já conseguiu identificar a diferença entre a sua fome física e a sua fome emocional?

27/03/2026

Você não precisa “passar” na avaliação psicológica da bariátrica.

E eu sei que talvez isso te dê um alívio… ou até uma confusão.

Porque muita gente chega com medo:
“E se eu falar algo errado?”
“E se me impedirem de operar?”
“E se acharem que eu não estou pronta?”

Mas a verdade é que a avaliação não é um teste.
Ela é um espaço de cuidado.

A cirurgia vai transformar o seu corpo.
Mas e a sua relação com a comida?
E com as suas emoções?
E com a sua imagem?

Isso não muda automaticamente.

E é exatamente por isso que a avaliação existe:
pra te preparar pro que vem depois,
não pra te barrar no caminho.

Quando bem feita, ela não te afasta da cirurgia.
Ela te aproxima de um pós mais leve, mais consciente… e mais possível de sustentar.

Se você está nesse processo,
você não precisa enfrentar isso sozinho!

💬 Me chama pra gente conversar sobre a sua avaliação.

27/03/2026

Endereço

Rua Zacarias Alves Pereira, 825
São José Dos Pinhais, PR
83030-480

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