Amanda Duarte Psicóloga

Amanda Duarte Psicóloga Especialista em Políticas Públicas de Saúde Mental e Assistência Social
Pós Graduanda em Psicol

“Mas a Psicologia não deveria ser imparcial?”Essa é uma pergunta que aparece com frequência quando falamos sobre perspec...
13/07/2026

“Mas a Psicologia não deveria ser imparcial?”

Essa é uma pergunta que aparece com frequência quando falamos sobre perspectiva de gênero bem como, diante de outros posicionamentos.

E a resposta exige uma distinção importante: imparcialidade não e sinônimo de neutralidade (que também muito já foi e é infelizmente utilizado na comunicação psi).
Ser imparcial significa analisar cada caso com rigor técnico, ética e responsabilidade. Já a neutralidade, quando ignora as desigualdades que estruturam as relações sociais, reproduz injustiças.
Homens e mulheres não vivenciam a violência, a parentalidade, a divisão do trabalho doméstico, a autonomia financeira e o acesso à justiça da mesma forma. Essas diferenças são
amplamente documentadas por pesquisas e não desaparecem quando um processo judicial começa por exemplo. Pelo contrário: muitas vezes, elas se tornam ainda mais evidentes.
É por isso que a perspectiva de gênero não busca favorecer um dos lados. Ela busca ampliar a compreensão sobre o contexto em que os fatos acontecem, reconhecendo que experiências
individuais também são atravessadas por relações de poder, desigualdades históricas e violências que nem sempre são imediatamente visíveis.

Na Psicologia Jurídica, uma análise técnica precisa considerar esses elementos para que a avaliação seja, de fato, contextualizada e comprometida com a realidade. Ignorar o contexto não torna uma prática mais científica. Apenas limita aquilo que conseguimos enxergar.

Afinal, compreender o contexto também faz parte da técnica!

Amanda Duarte
Psicóloga CRP 07/23608
Especialista em Políticas Públicas de Saúde Mental e Assistência Social
Pós Graduanda em Psicologia Jurídica

⚖️

Falar em uma Psicologia latino-americana, decolonial e situada não significa rejeitar todo o conhecimento produzido em o...
09/07/2026

Falar em uma Psicologia latino-americana, decolonial e situada não significa rejeitar todo o conhecimento produzido em outros contextos. Significa, antes de tudo, questionar a ideia de
que existe uma única forma universal de compreender o sofrimento humano.

Durante muito tempo, a Psicologia foi construída a partir de teorias produzidas majoritariamente na Europa e nos Estados Unidos, tomando como referência sujeitos específicos: brancos, ocidentais, de classes privilegiadas e inseridos em determinadas realidades sociais.

Essas contribuições são importantes, mas não dão conta, sozinhas, da complexidade das experiências vividas em nosso território.

Na América Latina, o sofrimento psíquico é atravessado por desigualdades históricas, pelo racismo, pelo colonialismo, pelo patriarcado, pela violência de gênero, pela concentração de
renda e pelas diversas formas de exclusão social. Ignorar esses marcadores é correr o risco de individualizar problemas que também são coletivos e estruturais.

Uma Psicologia situada reconhece que nenhuma pessoa existe fora de seu contexto. Nossa história, nossa cultura, nossas relações e as condições materiais de existência participam da
construção da subjetividade. Por isso, cuidar da saúde mental também exige olhar para as estruturas que produzem sofrimento.

Assumir uma perspectiva decolonial não significa abandonar o rigor científico. Pelo contrário: significa ampliar nosso olhar, produzir conhecimento comprometido com a realidade em que
vivemos e construir práticas que façam sentido para as pessoas que atendemos.

Afinal, se o sofrimento tem contexto, o cuidado também precisa ter. O que vocês pensam sobre isso?

Amanda Duarte
Psicóloga CRP 07/23608
Especialista em Políticas Públicas de Saúde Mental e Assistência Social

Em tempos de bombardeio midiático das plataformas de apostas a discussão sobre as apostas on-line não pode ser reduzida ...
05/07/2026

Em tempos de bombardeio midiático das plataformas de apostas a discussão sobre as apostas on-line não pode ser reduzida à ideia de “falta de controle” ou “fraqueza individual”
Os chamados “jogos do tigrinho” e outras plataformas de apostas são desenvolvidos para manter as pessoas jogando. Recompensas imprevisíveis, promessas de ganhos rápidos,
notificações constantes, publicidade agressiva e o uso de influenciadores fazem parte de uma lógica que explora mecanismos psicológicos ligados à expectativa, à recompensa e ao comportamento.

É claro que cada pessoa é responsável por suas escolhas. Mas responsabilizar apenas o sujeito significa ignorar que existem empresas lucrando justamente com a manutenção desse funcionamento e investindo milhões para torná-lo cada vez mais frequente.

Quando olhamos para essa realidade pela Psicologia, também precisamos considerar quem são as pessoas mais vulnerabilizadas por esse mercado: jovens, pessoas em sofrimento psíquico, endividadas ou que encontram nas apostas uma promessa de resolver dificuldades financeiras.

Por isso, campanhas como “Dê um Block no Tigrinho” são importantes. Elas nos convidam a interromper um ciclo que tem produzido adoecimento, conflitos familiares, endividamento e, em muitos casos, sofrimento psíquico intenso.

Falar sobre saúde mental também é questionar os sistemas que lucram com a vulnerabilidade das pessoas. Porque nem todo problema é apenas individual. Alguns são cuidadosamente
produzidos por uma lógica de mercado que transforma sofrimento em oportunidade de lucro.

Dar um block no tigrinho também é um posicionamento em defesa da saúde mental.

Amanda Duarte
Psicóloga CRP07/23608

Junho é o mês do orgulho LGBTQIAPN+, mas o compromisso da Psicologia com essa população não pode se limitar a uma data n...
26/06/2026

Junho é o mês do orgulho LGBTQIAPN+, mas o compromisso da Psicologia com essa população não pode se limitar a uma data no calendário.

Durante muito tempo, pessoas LGBTQIAPN+ foram tratadas como doentes, desviantes ou inadequadas. Hoje, sabemos que orientação sexual e identidade de gênero não são patologias.

O sofrimento psíquico que muitas pessoas vivenciam não decorre de quem elas são, mas das violências, discriminações e exclusões que enfrentam diariamente.

Nesse contexto, o papel da Psicologia não é “corrigir” existências, mas oferecer um espaço ético de escuta, acolhimento e promoção de direitos. Isso também significa reconhecer que preconceitos têm efeitos concretos sobre a saúde mental e que não existe neutralidade diante
da violação de direitos humanos.

Mais do que celebrar o orgulho, este mês nos convida a reafirmar um compromisso permanente: construir uma prática psicológica que respeite a diversidade, enfrente as desigualdades e contribua para que todas as pessoas possam viver com dignidade.

🌈 O cuidado em saúde mental também passa pela defesa do direito de existir ✊🏽

Amanda Duarte
Psicóloga CRP 07/23608
Especialmente em Políticas Públicas de Saúde Mental e Assistência Social

A vida presta. E nós vamos sorrir, sim! 🥂✨Apesar das dificuldades, mesmo que seja após o choro, com aquele riso misturad...
14/06/2026

A vida presta. E nós vamos sorrir, sim! 🥂✨

Apesar das dificuldades, mesmo que seja após o choro, com aquele riso misturado com lágrima que quem vive de verdade conhece bem. É nesse balanço que eu celebro mais um ano de vida!

Por trás do CRP e dos atendimentos, a psico aqui é humana, de carne, osso e muito afeto. Sou aquela que ama um bom samba, pagode, funk, que respira brasilidades, vibra com futebol, não nega uma cerveja gelada, um bom churrasco e, claro, é mãe de pet orgulhosa. 🐾❤️

Sou uma psicóloga apaixonada pelo que faço. Acredito firmemente em uma clínica ampliada, construída totalmente fora dos modelos tradicionais e engessados. Sou daquelas que abraça, que abre o corpo para o encontro, que se afeta e se deixa afetar. Eu me emociono com as histórias e recebo cada presente que a vida e os meus pacientes me dão.

Celebrar meu aniversário é olhar para essa trajetória e entender que a clínica e a vida caminham juntas, atravessadas pela sensibilidade e pela coragem de ser quem se é. Celebrar minha vida sem pensar na minha história psi não faz sentido, é ela que por muito me dá sentido, me segura, me movimenta!
Obrigada a todos que fazem parte dos meus dias, dos meus encontros e da minha evolução. Viva a vida! 🎈🎉

A vida presta!
14/06/2026

A vida presta!

Existe uma tendência forte de transformar tudo em algo individual : falta de força, de organização, de controle emociona...
29/05/2026

Existe uma tendência forte de transformar tudo em algo individual : falta de força, de organização, de controle emocional. Dopamina, disciplina, transtornos…
Mas, muitas vezes, o que aparece como “falha individual” é, na verdade, efeito de condições que atravessam o cotidiano: insegurança, sobrecarga, ausência de políticas públicas, falta de acesso, relações precarizadas.
Quando a gente reduz tudo ao sujeito, o contexto desaparece. E quando o contexto desaparece, as estruturas que produzem esse sofrimento continuam operando silenciosamente.
Olhar para isso é indispensável para ampliar a compreensão.
Porque tem dores que não são só suas!
Isso fez sentido pra você? Salva esse post pra lembrar disso nos dias em que a culpa vier.

Amanda Duarte Psicóloga
CRP 07/23608
Especialista em Políticas Públicas

Você para… mas a mente não.O corpo até desacelera, mas vem a culpa: “eu deveria estar fazendo algo”, “produzindo mais”, ...
19/05/2026

Você para… mas a mente não.
O corpo até desacelera, mas vem a culpa: “eu deveria estar fazendo algo”, “produzindo mais”, “eu tô ficando pra trás”.

Aos poucos, descansar deixa de ser descanso verdadeiro e vira mais um espaço de cobrança.
Isso não surge do nada. A gente aprende, ao longo do tempo, que valor está ligado ao quanto se produz. E, quando essa lógica se instala, parar parece errado, quase como se significasse falhar.
O problema é que nenhum corpo sustenta performance contínua sem custo. A culpa até mantém você em movimento, mas também te esgota, te desconecta e distorce sua relação com o próprio tempo.
Descansar não é prêmio, nem recompensa, nem mesmo uma obrigação só para conseguir “produzir mais”
É necessário e indispensável podermos existir plenamente como seres humanos.

Amanda Duarte
Psicóloga CRP 07/23608
Especialista em Políticas Públicas
Pós Graduanda em Psicologia Jurídica

15/05/2026

Conheça o espaço onde o cuidado com a sua saúde mental é levado a sério.

Neste tour, você vai ver de perto como cada ambiente da minha clínica foi planejado para oferecer acolhimento, privacidade e excelência no atendimento psicológico.

Se você está buscando um acompanhamento profissional, este é o momento de dar o primeiro passo.

Por trás de um processo judicial, não existem apenas versões: existem histórias.Histórias atravessadas por vínculos que ...
08/05/2026

Por trás de um processo judicial, não existem apenas versões: existem histórias.
Histórias atravessadas por vínculos que se romperam, conflitos que se intensificaram e emoções que, muitas vezes, não encontraram espaço para serem elaboradas.

Raiva, medo, ressentimento, culpa… tudo isso pode aparecer, nem sempre de forma direta, mas presente nas falas, nos silêncios e nas posições assumidas ao longo do processo.

Na psicologia jurídica, olhar para isso não é tomar partido, nem decidir quem está “certo” ou “errado”. É compreender os contextos, as dinâmicas e os atravessamentos que constituem
cada situação.
Porque, quando reduzimos tudo a fatos isolados, perdemos de vista algo essencial: estamos lidando com pessoas e com histórias que ainda estão em disputa, inclusive no plano emocional.

Amanda Duarte
Psicóloga CRP 06/23608

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