24/06/2026
A época de Festas Juninas é tradicional no Brasil e para muitas pessoas é sinônimo de alegria com quadrilha, música alta, fogueira e muita conversa. Mas essa época costuma ser um gatilho muito comum para os pacientes que chegam ao consultório com Transtorno de Ansiedade Social (TAS).
Diferente da timidez comum, a ansiedade social traz um medo irracional e paralisante de ser observado, julgado ou humilhado em público. O cérebro cria uma espécie de "espiral catastrófica", convencendo a pessoa de que ela vai gaguejar, suar frio, dizer algo errado e ser o centro das atenções de forma negativa.
Para se proteger desse pânico, a reação mais comum é a esquiva. O paciente inventa desculpas para não ir, diz que "odeia festas" ou, quando vai, tenta ficar "invisível" mexendo no celular. O grande problema clínico é que fugir dessas situações parece trazer um alívio imediato, mas na verdade apenas fortalece e agrava o medo do convívio a longo prazo.
Se convites para confraternizações te trazem taquicardia, falta de ar e até insônia antecipatória, saiba que você não precisa viver refém disso.
O tratamento especializado (acompanhamento psiquiátrico aliado à psicoterapia) é altamente eficaz. O nosso objetivo não é transformar você na pessoa mais extrovertida da festa, mas sim tratar a raiz desse pânico para que você possa viver e se conectar com as pessoas sem o peso do sofrimento.
Dr. Adriano Haubert
Médico Psiquiatra
CRM 20225 / RQE 12487