Monica Stein - Psicóloga

Monica Stein - Psicóloga 🤍 Que bom te ver aqui!
🧠 CRP 07/27872
🎓 Especialização em Orientação Psicanalítica

08/07/2026

É curioso como, às vezes, a vida do outro ocupa tanto espaço que a nossa própria história vai f**ando em segundo plano.

Esperamos que o outro mude, reconheça, retribua, escolha diferente. Observamos seus movimentos, tentamos entender suas intenções e criamos expectativas sobre aquilo que ele deveria fazer.

Enquanto isso, uma pergunta importante f**a sem resposta: o que tudo isso diz sobre mim?

Quando o olhar permanece fixo no outro, há algo de nós que deixa de ser visto. E é justamente aí que muitos sofrimentos se sustentam: não apenas pelo que o outro faz ou deixa de fazer, mas pela dificuldade de voltar esse olhar para si.

Olhar para si não é um exercício de culpa. É uma oportunidade de reconhecer os próprios desejos, limites, repetições e escolhas.

Porque, no fim, a única vida sobre a qual realmente podemos construir algo é a nossa.

01/07/2026

Tomar decisões a partir da vida do outro pode parecer mais seguro.

Seguir o caminho que funcionou para alguém, buscar respostas prontas, copiar escolhas… às vezes tudo isso nasce de uma tentativa de evitar o risco de ser quem se é.

Porque escolher por si exige responsabilidade.
Exige renúncia.
Exige sustentar desejos que nem sempre serão compreendidos ou aprovados.

Muitas vezes, o medo não é exatamente de errar.
É de entrar em contato com aquilo que realmente se quer, e com tudo o que isso pode provocar.

A vida do outro nunca pode servir como medida exata para a sua.
O que fez sentido para alguém pode não ter qualquer sentido para você.

Quando a decisão nasce apenas da comparação, algo de singular f**a de fora.

Escutar a si mesmo nem sempre traz certezas.
Mas pode abrir espaço para escolhas mais alinhadas com quem você é. 💛

24/06/2026

“Decide você.”

Às vezes essa frase parece simples, mas por trás dela pode existir algo bem menos simples: o medo de escolher.

Escolher nunca é só ganhar. Toda escolha também carrega perdas, renúncias e dúvidas.

Talvez por isso seja tão tentador colocar a decisão nas mãos do outro. Quando o outro decide, parece que o peso diminui.

Mas, junto com a decisão, entregamos também algo precioso: nossa responsabilidade diante da própria vida. E isso tem consequências.

Quem vive esperando que o outro escolha o caminho, a resposta ou o momento, pode acabar se afastando de si mesmo.

Porque evitar a escolha também é uma escolha. Mesmo quando não decidimos, algo já está sendo decidido.

O medo de errar pode ser tão grande que paralisa. Mas nenhuma decisão vem com garantia.

Amadurecer também passa por sustentar a falta de certezas e, ainda assim, se perguntar:

O que, de fato, faz sentido para mim? 💚

16/06/2026

Às vezes, esperamos que o outro cure dores que nasceram muito antes dele.

Depositamos em alguém a expectativa de acolhimento, reparação e amor sem falhas, como se finalmente tivesse chegado a pessoa capaz de preencher aquilo que faltou.

Mas nenhuma relação sustenta o peso de curar aquilo que só pode ser elaborado por você.

O outro pode amar, acolher e acompanhar. Mas cura não é algo que se terceiriza.

Amar não é pedir que o outro feche todas as feridas.
É construir vínculo sem abandonar a responsabilidade por si.💚

10/06/2026

Há decisões que não são adiadas por falta de vontade, mas por medo.

Medo de errar, de perder, de decepcionar. Medo de sair do lugar conhecido e descobrir que não existe garantia para o que vem depois.

Muitas vezes, seguimos tentando nos encaixar em expectativas, papéis e caminhos que parecem fazer sentido para os outros, mas que nos afastam de nós mesmos.

Na escuta analítica, percebemos que a dificuldade de decidir nem sempre está na escolha em si. Às vezes, está nos conflitos, nas histórias e nos desejos que atravessam essa escolha.

Não existe decisão sem perda. Escolher é também renunciar. Mas permanecer indefinidamente tentando caber onde já não há espaço também tem seu preço.

Talvez a pergunta não seja: “Qual é a decisão certa?”

Mas: “De qual lugar dentro de mim essa decisão está sendo tomada?” 💛

Sabe quando você tem certeza que desligou a cafeteira… mas alguém pergunta e de repente você já não sabe mais? 🤯Isso que...
05/06/2026

Sabe quando você tem certeza que desligou a cafeteira… mas alguém pergunta e de repente você já não sabe mais? 🤯

Isso que parece bobagem tem um nome: é a dúvida dos outros entrando onde não foi convidada.

A gente vive isso o tempo todo. No trabalho, nos relacionamentos, nas escolhas. Alguém questiona, insiste, olha torto, e de repente aquilo que você sabia vira pergunta. Aquilo que você sentia vira incerteza. Aquilo que você era vira dúvida.

E o pior: a gente nem percebe quando começa a se guiar mais pela insegurança dos outros do que pela própria certeza.

A psicanálise chama isso de identif**ação com o outro. Quando a ansiedade, o medo ou a dúvida de quem está ao seu redor começa a contaminar o que você sente sobre si mesmo.

Aprender a reconhecer qual voz é sua e qual foi plantada por alguém é um dos trabalhos mais importantes que existe.

📩 Me chama se quiser conversar sobre isso.

A grama do vizinho não é o problema, o problema é achar que a dela é melhor que a sua.Você abre o Instagram e alguém já ...
03/06/2026

A grama do vizinho não é o problema, o problema é achar que a dela é melhor que a sua.

Você abre o Instagram e alguém já abriu uma empresa, viajou, casou, emagreceu. E de repente aquele dia que estava sendo bom vira prova de que você está atrasado.

A sensação de não ser suficiente vai se acumulando ali, quietinha, até o dia que vira ansiedade, irritação ou aquele vazio que você não sabe explicar.

A autocobrança que dói não te faz crescer. Ela só te faz sentir que nunca é suficiente.

A comparação constante é sempre com uma versão editada do outro. E a voz que diz que você está atrasado quase nunca é sua. Ela tem uma origem. E essa origem pode ser encontrada.

Você não está atrasado. Você está no seu tempo. E o tempo do outro nunca foi o seu parâmetro.

📩 Acesse o link da bio e me chame para conversar.

Por que você sabota o que é bom? 🤔Você conquista algo importante e de repente começa a afastar. O relacionamento vai bem...
29/05/2026

Por que você sabota o que é bom? 🤔

Você conquista algo importante e de repente começa a afastar. O relacionamento vai bem e algo em você encontra um jeito de estragar. A oportunidade chega e você trava.

Isso não é azar. Não é falta de força de vontade.

A psicanálise chama isso de compulsão à repetição: o inconsciente tende a reproduzir o que é familiar, mesmo que doa. O que foi vivido, o que nunca foi elaborado, o que ficou sem palavra… tudo isso retorna em forma de escolhas que parecem impossíveis de entender.

Você não destrói o que é bom por acaso. Você destrói o que não se sente merecedor de ter.

A boa notícia: padrões que foram aprendidos podem ser compreendidos. E o que se compreende deixa de nos governar no escuro.

A análise é exatamente esse espaço: onde o que se repete começa a ter sentido.

📩 Me chama para conversar.

27/05/2026

Tem medos que fazem barulho.
E tem aqueles que se disfarçam de rotina, controle, silêncio, irritação, excesso de cuidado, procrastinação.

Na psicanálise, o medo nem sempre aponta para um perigo externo.
Às vezes, ele é um sinal de algo interno que insiste em não ser visto.

Há medos que nascem da experiência,
mas há também os que se constroem nas faltas, nas ausências, nos afetos não simbolizados.

O sujeito tenta evitar o desconforto,
mas aquilo que não encontra palavra costuma retornar em forma de sintoma.

Nem todo medo precisa ser eliminado.
Alguns precisam ser escutados.

Porque, muitas vezes, por trás do medo,
existe uma parte da história pedindo elaboração. 💛

23/05/2026

Você responde mensagem na hora, não deixa ninguém esperando, está sempre disponível quando alguém precisa.

Mas quando foi a última vez que você fez isso por você mesma?

A gente aprende cedo que cuidar dos outros é virtude. O que ninguém ensina é que se abandonar no processo tem um custo alto. E esse custo vai aparecendo devagar: no cansaço que não passa, na sensação de vazio mesmo cercada de gente, na irritação que surge do nada, no corpo que pede pausa mas a mente não deixa.

Na psicanálise existe um conceito chamado de economia psíquica. Toda energia que você tem é finita. Quando ela vai inteira para fora, não sobra nada para dentro.
Se dedicar a você não é egoísmo.

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