08/07/2026
É curioso como, às vezes, a vida do outro ocupa tanto espaço que a nossa própria história vai f**ando em segundo plano.
Esperamos que o outro mude, reconheça, retribua, escolha diferente. Observamos seus movimentos, tentamos entender suas intenções e criamos expectativas sobre aquilo que ele deveria fazer.
Enquanto isso, uma pergunta importante f**a sem resposta: o que tudo isso diz sobre mim?
Quando o olhar permanece fixo no outro, há algo de nós que deixa de ser visto. E é justamente aí que muitos sofrimentos se sustentam: não apenas pelo que o outro faz ou deixa de fazer, mas pela dificuldade de voltar esse olhar para si.
Olhar para si não é um exercício de culpa. É uma oportunidade de reconhecer os próprios desejos, limites, repetições e escolhas.
Porque, no fim, a única vida sobre a qual realmente podemos construir algo é a nossa.