21/09/2020
Quem me conhece sabe o quanto eu costumo citar esse tema nas discussões e aulas sobre ombro, porque esse paper realmente foi um “divisor de águas” pra mim. Em 2016 tive a oportunidade de participar do minicurso de ombro da professora Paula Ludewig (uma das autoras do artigo) dentro congresso da ABRAFITO onde eu comecei a entender e me interessar sobre o assunto.
🤯 Durante muito tempo o modelo patoanatômico/biomédico foi predominante na avaliação e condução do tratamento de pacientes com diversas condições musculoesqueléticas: se houvessem dois pacientes com ruptura do manguito rotador, por exemplo, os dois seriam tratados da mesma forma, pois apresentavam o mesmo dano estrutural. Porém, hoje sabemos que, apesar do mesmo dano anatômico, estes pacientes podem apresentar diferentes disfunções do movimento (que devem ser tratadas de forma diferente) e que a essência do fisioterapeuta enquanto profissional do movimento deve ser relembrada ao tratar pacientes com o mesmo tipo de diagnóstico. Isso não significa dizer que devemos ignorar o diagnóstico médico, mas que devemos considerar muito mais a avaliação baseada nas disfunções do movimento que o paciente apresenta do que no diagnóstico de forma isolada.
💡No artigo, a professora traz alguns fluxogramas que podem ajudar os clínicos a direcionarem a avaliação das disfunções do ombro, e consequentemente decidirem a intervenção mais adequada para cada caso. É um tema muito interessante, e eu recomendo a leitura detalhada do paper 😊