07/05/2026
Eu, meu café morno - porque café quente é luxo de outra vida & ele com sua mamadeira quentinha. E um brinde improvisado de uma manhã que provavelmente começou junto com o nascer do sol.
A maternidade não me avisou que ia ser assim. Que ia ter chão coberto de brinquedos, noites mal dormidas, choros que eu não entendo e choro meu também, de cansaço, de amor, de não saber se estou fazendo certo...
Eu tinha tanto medo disso tudo.
Medo de não dar conta conta da imensidão de responsabilidade que é cuidar de uma vida. Medo de errar. Medo de me perder...
E aí veio o Téo.
E eu descobri que nasci pra isso.
E, sendo bem honesta, a maternidade da vida real - não apenas os recortes que posto do meu dia a dia - tem seus dias de sombra: a privação de sono que pesa nas pálpebras, o choro que ecoa quando o silêncio era tudo o que eu necessitava, os brinquedos espalhados que “redesenham” a casa e o cansaço que, às vezes, parece não ter fim.
Nasci não apenas para parte bonita, mas também para acordar destruída e ainda assim ser a pessoa favorita dele. Para ser quem ele procura quando está com medo, quem ele escolhe para dormir de grudinho, para beijar o dodói dele...
Tem dias que eu estou no limite. E ele vem, coloca a cabecinha no meu ombro & eu entendo tudo de novo.
Eu não aprendi a não ter medo, apenas aprendi que o amor é maior que ele.
A vida não é perfeita, mas é sagrada em cada detalhe.
E graças a Deus - que bênção que é essa - eu sou mãe do Téo. O meu. O que me escolheu.
O que me mostrou quem eu sou.
Aquele que não fez eu me perder de mim, mas encontrar alguém mais forte, poderosa, destemida e cheia de vida - e super cansada 😴
Saúde, meu filho.
Que sorte a minha.
Que benção divina.