04/07/2026
Há quem cresça enxergando a vida como uma tempestade. Temerosas pelo que a fúria do vento poderá lhes causar, essas pessoas acreditam precisarem se proteger o tempo todo. Com isso, se fecham em si, recusam gentilezas, duvidam dos afetos, testam a capacidade do outro em suportar e permanecer ao seu lado.
São pessoas que carregam traumas profundos, feridas antigas que não receberam o colo e o cuidado necessários.
Mas, a maturidade traz consigo a possibilidade de revisitar as nossas dores e cuidá-las para que não se perpetuem, e tampouco firam outros ao redor. Em outras palavras, é chegado o momento de responsabilizar-se pelo que é sentido e dar outro destino a isso.
Por fim, assumir a responsabilidade pela própria “tempestade interior”, não apaga o caos que ela causou algum dia, mas, cria possibilidades para, finalmente, poder-se enxergar o mundo sob outra ótica, sem tantas defesas que bloqueiam a vista bonita - que pode apontar para um dia de sol e para um rio de águas calmas. Basta reparar.
🔶Micheli Perius Haas
Psicóloga CRP 07/28939
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