10/02/2026
Existem dois tipos de pessoas,
mas não são duas naturezas,
são dois estados de consciência.
Há quem olhe para a vida com os olhos do encanto
e reconheça a beleza mesmo quando ela exige cuidado, mesmo quando cai folhas, faz sombra, ocupa espaço.
Esses sabem que tudo o que floresce também deixa vestígios, e ainda assim escolhem amar o florescer.
E há quem enxergue primeiro o incômodo.
Quem vê sujeira onde há ciclo, quem reclama do chão antes de agradecer a copa, quem prefere o vazio estéril à abundância imperfeita.
A árvore é a mesma.
O ipê não muda sua essência para agradar o olhar apressado.
Ele floresce porque é da sua natureza florescer,
mesmo sabendo que nem todos saberão apreciar.
A diferença nunca esteve no que é visto,
mas em quem vê.
Alguns carregam jardins por dentro,
outros apenas vassouras.
E a vida, sábia e silenciosa,
continua florescendo.