18/06/2025
(Anotações do meu grimório e do corpo)
Vivi os últimos invernos de um jeito diferente.
E, através desse escrito sincero, compartilho contigo alguns aprendizados que fizeram — e fazem — toda a diferença no meu caminho:
Nem todos os dias do inverno são nublados e frios.
Sim, existem dias cinzas, densos, silenciosos...
Mas também existem dias de sol, de respiro, de clareza — mesmo no meio do frio.
A distância entre quem eu sou e quem eu finjo ser… dói.
Quando me afasto de mim, me sinto só.
Mesmo cercada de pessoas.
O que falta é me pertencer.
Passar um tempo no porão é necessário.
Olhar para as estruturas internas —
aquelas que sustentam quem eu sou,
e também os meus desafios.
Muitos dos padrões que se repetem estão enraizados ali.
E só quando eu desço, encaro, reconheço...
consigo escolher algo diferente.
Mergulhar profundo me faz bem.
Sim, eu gosto de estar submersa em mim.
No silêncio, na escuta, no autoencontro.
🌀 Me posicionar diante da vida como quem quer aprender… abre espaço.
Espaço para novas construções,
novas possibilidades,
novos caminhos.
A estranheza e o desconforto fazem parte.
O frio, o silêncio, o não saber.
E percebo que quando danço, algo se abre.
A dança — mesmo no inverno — é movimento interno, é caminho.
Percorrer um caminho novo, mesmo muito desejado… desafia.
Cada passo pede coragem.
Pede confiança.
Assumir um compromisso comigo mesma fez toda a diferença.
E dar o melhor de mim em cada ação — fazer acontecer —
é o que verdadeiramente transforma.
🌿 E f**a muito mais possível caminhar… quando eu sei quem sou.
Quando o ritmo do passo é meu.
✨ Talvez o inverno não seja só pausa, nem só desconforto.
Talvez ele seja esse ventre escuro e fértil,
onde semeamos o que só poderá florescer depois.
É desse lugar que nasce a Vivência de Inverno,
que acontece no dia 21 de junho.
🌙 Um espaço seguro para mulheres que sentem o chamado desse tempo —
e que desejam se recolher, descansar por dentro, respirar,
se nutrir e se lembrar de quem são.
💌 Me conta…
Como você se percebe no inverno?
Esse tempo te acolhe... ou te desafia?