Dr. Márcio Zanini

Dr. Márcio Zanini Psiquiatra e Médico do Sono

Muito feliz por fazer parte deste importante projeto da
23/10/2021

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09/09/2021

Dormir é necessário para produzir memórias duradouras e para "apagar" informações desnecessárias do nosso cérebro. Acred...
01/09/2021

Dormir é necessário para produzir memórias duradouras e para "apagar" informações desnecessárias do nosso cérebro.

Acreditava-se que a função do sono era passiva, desligando os sentidos para que os estímulos externos não interferissem na formação das lembranças. Nos últimos anos, porém, descobriu-se que durante as horas na cama se desenvolvem processos complementares que tanto fixam, quanto apagam memórias.

Ciclos completos de sono, incluindo a fase REM, tem um papel importante na fixação de memórias e sedimentação do aprendizado. A técnica utilizada por alguns estudantes de estudar ao longo da madrugada para fazer uma prova pela manhã, pode ser efetiva para conseguir uma nota satisfatória, no entanto, a privação de sono ao longo da noite, não possibilita o armazenamento e sedimentação alongo prazo, do material estudado.

Além da sedimentação de memórias, uma noite de sono adequada realiza uma espécie de limpeza no nosso cérebro, apagando informações inúteis e abrindo espaço para a aquisição de novos conteúdos. Analogamente ao que acontece com nossos computadores, quando apagamos conteúdos desnecessários, disponibilizamos espaço para armazenar novos dados.
A memória afetiva também é influenciada pelo sono já que nesta fase, acontece o processamento emocional, levando a potencialização dos afetos positivos e enfraquecimento dos afetos negativos. Após uma boa noite de sono, sentimentos como tensão, medo, raiva e sofrimento tendem a ser alentecidos, proporcionando maior racionalidade na tomada de decisões e resolução de conflitos.

Estudos têm demonstrado que durante o verão, a liberação de melatonina é antecipada em comparação com o inverno e a cons...
26/08/2021

Estudos têm demonstrado que durante o verão, a liberação de melatonina é antecipada em comparação com o inverno e a consequência disso é que sentimos sono mais cedo e acordamos mais cedo. Isto acontece por conta do aumento na exposição à luz solar, que influencia nosso relógio biológico levando ao avanço ritmo circadiano e a antecipação na liberação da melatonina. Quando respeitado o ritmo biológico, a tendência é que o horário favorável para iniciar o sono, seja antecipado em 1,5 hs no verão.

Tudo se resume a luz e ritmos circadianos já que os padrões sazonais de sono são mais influenciados pela luz do que pela temperatura. O cérebro depende da luz solar para determinar quando devemos dormir e quando estaremos acordados. Quando está escuro, o cérebro libera melatonina, hormônio envolvido no início do sono, e quando há luz, a liberação de melatonina é bloqueada, facilitando o estado de alerta.

No Brasil não enfrentamos muitos problemas com o sono nas diferentes estações, já que mesmo no inverno, a exposição à luz solar se mantém alta. No entanto em países, onde a exposição à luz solar cai significativamente durante o inverno, é comum a ocorrência transtorno afetivo sazonal, que tem relação com os baixos níveis de vitamina D devido exposição reduzida à luz solar e disrupção do ritmo circadiano. A vitamina D é fundamental para a síntese de serotonina, que além de ter efeito sobre o humor, é precursora da melatonina.

A exposição diária a luz solar e o respeito ao ritmo circadiano – dormir a noite e permanecer acordado durante o dia - são medidas fundamentais para o estabelecimento de um ciclo sono vigília adequado e redução do adoecimento psíquico.

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