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Atraso articulatório e Apraxia de Fala podem até soar parecidos para quem ouve de fora, mas nascem de lugares completame...
29/05/2026

Atraso articulatório e Apraxia de Fala podem até soar parecidos para quem ouve de fora, mas nascem de lugares completamente diferentes.

No atraso, o movimento existe.
A criança sabe o que fazer e só precisa refinar a execução.

Na apraxia, o desafio está antes da articulação: é o planejamento do movimento que não se organiza, muda a cada tentativa e perde estabilidade conforme a complexidade aumenta.

E é essa diferença que define o caminho terapêutico.

Porque o corpo que “não executa” precisa de um tipo de suporte, e o corpo que não planeja e/ou programa precisa de outro.

Distinguir esses quadros não é preciosismo técnico, mas o que garante uma terapia que realmente funciona.

Salve esse post para não errar.

Alimentação, fala e linguagem não são três especialidades separadas. São três janelas para o mesmo corpo.A boca que apre...
28/05/2026

Alimentação, fala e linguagem não são três especialidades separadas. São três janelas para o mesmo corpo.

A boca que aprende a sugar é a mesma que vai mastigar, engolir e falar. Esse processo não começa quando a criança diz a primeira palavra. Começa muito antes, nas primeiras ma**das, na forma como ela respira, na forma como o corpo se organiza para se alimentar.

Quando uma dessas funções não se desenvolve bem, as outras sentem. Não porque são a mesma coisa, mas porque dependem umas das outras.

É por isso que avalio, trato e acompanho as três juntas. Não é acúmulo de área. É coerência com o modo como o corpo funciona.

A fala não começa na boca.Ela começa na respiração. Passa pela deglutição. Passa pela forma como seu filho se alimentou ...
26/05/2026

A fala não começa na boca.

Ela começa na respiração. Passa pela deglutição. Passa pela forma como seu filho se alimentou desde os primeiros dias de vida. E chega, organizada ou não, na fala.

Quando uma família me procura preocupada com a fala de uma criança, a primeira coisa que faço não é avaliar a fala. É entender o que veio antes.

Como foi a amamentação? Ela respira pelo nariz? Mastiga com eficiência? Engole bem?
Essas perguntas não são secundárias. Elas são o início do raciocínio clínico.

Comer não garante função. Uma criança pode até falar, e ainda assim ter um sistema que está compensando, não funcionando.
Essa é a diferença que muda tudo na clínica.

Salva esse post. Ele é um bom ponto de partida para entender por onde começa o olhar fonoaudiológico.

Quando uma criança chega ao consultório com queixa de fala, raramente o problema começa na fala.Começa em como ela respi...
21/05/2026

Quando uma criança chega ao consultório com queixa de fala, raramente o problema começa na fala.

Começa em como ela respira. Em como ela sugou. Em como ela mastigou. Em como o corpo foi aprendendo (ou compensando) cada função antes dessa.

A fonoaudiologia não trata sons isolados. Trata o percurso que levou até eles.

19/05/2026

Alimentação, fala e linguagem.
Não são três áreas que eu escolhi acumular. São três partes de um mesmo raciocínio clínico.

A boca que aprende a sugar é a mesma que vai mastigar, engolir e falar. A criança que compreende é a mesma que se expressa. O corpo que respira organiza tudo o que vem depois.
Eu não separo porque o corpo não separa.

Alimentação, fala e linguagem não são três especialidades coexistindo. São três janelas para o mesmo sistema. E é esse sistema que eu avalio, que eu trato, que eu acompanho.

Essa é a clínica que eu escolhi construir.

Alguns sinais no primeiro ano merecem atenção, não porque indicam um problema, mas porque indicam que algo está pedindo ...
15/05/2026

Alguns sinais no primeiro ano merecem atenção, não porque indicam um problema, mas porque indicam que algo está pedindo um olhar mais próximo.

O bebê que pouco explora com a boca. Que quase não leva as mãos à boca. Que resiste a texturas desde cedo. O bebê que balbucia pouco ou sem variedade. O bebê que pouco olha e interage de forma reduzida.

Esses sinais não precisam ser lidos com ansiedade. Precisam ser lidos com conhecimento.

Reconhecê-los cedo não significa antecipar problemas, significa aproveitar o momento em que o desenvolvimento ainda está sendo calibrado. Às vezes, uma orientação já é suficiente. Outras vezes, uma avaliação faz toda a diferença.

Observar com atenção é uma forma de cuidar com mais presença e sensibilidade acertiva.

Hoje, 14 de maio, é o Dia da Conscientização da Apraxia de Fala na Infância.A AFI é um transtorno motor da fala. A crian...
14/05/2026

Hoje, 14 de maio, é o Dia da Conscientização da Apraxia de Fala na Infância.

A AFI é um transtorno motor da fala. A criança tem intenção comunicativa — ela quer falar, ela pensa, ela sente. O que está comprometido é a capacidade do cérebro de planejar e coordenar com precisão os movimentos da fala.

Por isso os erros são inconsistentes. Por isso ela se esforça. Por isso ela às vezes acerta e às vezes não.

Isso não passa sozinho. E tem tratamento.

Diagnóstico precoce e intervenção fonoaudiológica especializada fazem diferença real na vida dessas crianças.

Se você tem dúvidas sobre a fala de uma criança, procure um fonoaudiólogo. 🩵

O primeiro ano de vida costuma ser visto como um período de espera. Mas clinicamente, é um dos períodos mais ativos do d...
13/05/2026

O primeiro ano de vida costuma ser visto como um período de espera. Mas clinicamente, é um dos períodos mais ativos do desenvolvimento.

Nesse ano, funções importantes estão se organizando ao mesmo tempo, e elas se influenciam mutuamente. Fala, alimentação, linguagem e comunicação não surgem prontas.

Elas são construídas sobre um sistema que começou a se organizar muito antes das primeiras palavras.

Quando essa base se forma com qualidade, ela sustenta tudo que vem depois. O primeiro ano não prepara só o corpo, prepara o sistema.

No Dia das Mães, a gente celebra — e também reconhece.Reconhece a mãe que percebeu antes de qualquer laudo.Que insistiu ...
10/05/2026

No Dia das Mães, a gente celebra — e também reconhece.
Reconhece a mãe que percebeu antes de qualquer laudo.

Que insistiu quando disseram "espera mais um pouco".
Que adaptou a textura, mudou a mamadeira, pesquisou, perguntou, tentou de novo.

Na fonoaudiologia, a mãe não está na sala de espera enquanto o trabalho acontece.
Ela é parte do trabalho.

É ela quem carrega a história clínica mais completa que existe — desde a gestação, o nascimento, a primeira ma**da, a primeira palavra.
Nenhuma anamnese substitui esse olhar.

Feliz Dia das Mães para todas que confiam, participam e seguem junto.

— Celia Torres | Fonoaudióloga

Nem toda dificuldade alimentar nasce na boca.Postura, assimetrias e organização motora global participam diretamente de ...
08/05/2026

Nem toda dificuldade alimentar nasce na boca.

Postura, assimetrias e organização motora global participam diretamente de como a criança suga, mastiga, engole e, mais tarde, fala.

É preciso ampliar o olhar clínico, dessa forma nossa compreensão muda e a intervenção também.

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