01/02/2023
Estamos distraídos quando varias informações “disputam” nossa atenção.
Para alguns estudiosos, as distrações podem ser categorizadas em distrações sensoriais e emocionais.
Sons, formas, cores, cheiros e sensações são alguns exemplos de distrações sensoriais.
Talvez você escute tanto que uma das formas de manter a atenção é trabalhar em um ambiente “clean” ou que as crianças possam ter estojos escolares com variedade e número menor de canetas.
Já as distrações emocionais “vem do tumulto emocional das nossas vidas, como o recente fim de um relacionamento” sobre o qual você incapaz de parar de pensar.
Neste altura do texto os ansiosos iram compreender de primeira o que estou dizendo.
Quem sofre com transtorno de ansiedade já se viu preso em um looping infinito de pensamentos, pensamentos que entram sem pedir licença, aparentemente incontroláveis e que buscam respostas/solução/sentido.
No caso das distrações sensoriais, se faz necessário limpar as distrações emocionais.
Fazer terapia, por exemplo, pode por fim a ruminação infrutífera (correr atrás do próprio rabo) e possibilita uma reflexão produtiva, criativa e potencialmente transformadora.
Dito de outra forma, uma pessoa emocionalmente fragilizada, sem ajuda de um profissional, pode ter dificuldade de manter o foco em algo que não seja a dor que sente.
Na minha prática clínica, percebo que os problemas conjugais, o desemprego e a morte de pessoas queridas estão entre as principais causas da falta de concentração. Nesses casos, o nosso trabalho é no sentido de cuidar e tratar a dor emocional. Ser mais produtivo e manter o foco, são consequências.
Ficou curioso? Quer saber mais? Vem comigo!