04/08/2026
A FIGURA DO PAI:
“É compreensível, pois, que a presença real do pai em tal época seja de extrema importância-real, não nominal- é através da emergência de outra pessoa que a discriminação, a possibilidade de escolha e um sentimento de valores conflitantes se estabelecem. Em outras palavras, a presença do pai é necessária para um desenvolvimento saudável do ego. Quando a autoridade do pai pode ser experimentada de maneira construtiva, como uma força positiva suplementando a da mãe, mesmo se às vezes diferente dela e ainda assim válida, é mais fácil para criança identificar-se da mãe, firmar-se de acordo com a sua própria lei, e finalmente estabelecer um relacionamento com o outro.isso constitui um problema particularmente difícil para menina, uma vez que o primeiro relacionamento, com a mãe, é um relacionamento de identidade, e por essa razão e parece que todo relacionamento é baseado na identificação. para o menino é vital que possa projetar as qualidades de herói em seu pai, pois isso o capacita a romper o laço com a mãe.há outro aspecto que pode exercer um papel essencial na vida da criança, isto é, o papel do pai como aquele que conforta., a mãe conforta na dor ou na aflição do corpo, mas é o pai que o faz na dor ou na aflição da alma e da mente.o pai que conforta é também o pai que provê.“
Hillman, Neumann, Stein Vitale, Von Der Heydt, Pais e Mães, Psicologia Arquetípicas, És. Símbolo, 1979, p.160.
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