Dr. Delcio Garcia

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Dr. Delcio Garcia Especialista em Cirurgia do Ap. Digestivo, Gastroenterologia e Coloproctologia. Agende zap 98333 8685

19/08/2026

Helicobacter pylori: qual é o tratamento atual?

Você sabia que o tratamento do Helicobacter pylori mudou nos últimos anos?

Uma das principais opções atualmente é a terapia quádrupla com bismuto, que combina quatro medicamentos:

um inibidor da bomba de prótons, ou IBP, tetraciclina, metronidazol e bismuto.

O objetivo é eliminar a bactéria, que está relacionada à gastrite, úlceras e, em alguns pacientes, ao aumento do risco de câncer gástrico.

O tratamento geralmente é feito por 14 dias, mas a duração e as doses devem seguir exatamente a prescrição médica.

Um ponto muito importante: terminar os antibióticos não significa necessariamente que a bactéria foi eliminada.

Por isso, é fundamental fazer um teste de erradicação, geralmente pelo teste respiratório da ureia ou pelo antígeno nas fezes, no momento adequado após o tratamento.

Também é importante suspender o IBP pelo período recomendado pelo médico antes do teste, porque ele pode provocar um resultado falso negativo.

E atenção: se o primeiro tratamento não funcionar, não se deve simplesmente repetir os mesmos antibióticos. O próximo esquema deve levar em consideração os medicamentos já utilizados e, quando possível, o perfil de resistência da bactéria.

O diagnóstico, o tratamento e o controle da erradicação devem ser acompanhados pelo gastroenterologista.

17/08/2026
02/07/2026

O uso de Mounjaro (tirzepatida) pode reduzir a eficácia de anticoncepcionais orais (pílulas), principalmente quando você inicia o tratamento ou aumenta a dose. Isso acontece porque o medicamento retarda o esvaziamento do estômago, podendo diminuir a absorção da pílula.
Por isso, a recomendação da bula é:
Usar um método contraceptivo não oral (como DIU, implante ou injeção) ou um método de barreira (como ca*****ha) por 4 semanas após iniciar o Mounjaro e por 4 semanas após cada aumento de dose.
Se ocorrer uma gravidez durante o uso de Mounjaro:
O medicamento deve ser interrompido e o obstetra deve ser procurado o quanto antes.
Ainda há poucos estudos em gestantes, por isso seu uso não é recomendado durante a gravidez.
Se você está planejando engravidar, geralmente é orientado interromper o Mounjaro cerca de 3 meses antes de tentar engravidar, conforme orientação médica.

29/06/2026

O termo "desmame", no contexto do tratamento da obesidade com medicações como o Mounjaro, refere-se à redução gradual da dose ou ao espaçamento das aplicações após o paciente atingir a meta de emagrecimento.
​Por que não parar de vez? A interrupção abrupta da medicação pode resultar no retorno rápido do apetite e do sinal de fome biológica, aumentando significativamente o risco do efeito sanfona (reganho de peso).
​Adaptação Metabólica: O desmame gradual dá tempo para que o organismo e o metabolismo se adaptem ao novo peso, consolidando os novos hábitos alimentares e de estilo de vida adquiridos durante o tratamento.
​Estratégias Comuns de Transição
​A conduta de desmame é estritamente individualizada e deve ser desenhada por um médico especialista, podendo envolver:
​Redução Progressiva de Dose: Diminuir gradativamente as miligramas da medicação a cada poucas semanas.
​Espaçamento das Doses: Aumentar o intervalo entre as aplicações (por exemplo, de 7 em 7 dias para cada 10, 12 ou 14 dias), avaliando como o corpo reage.
​Foco no Estilo de Vida: Intensificação do acompanhamento nutricional e de atividade física (principalmente treinos de força para preservação de massa magra) para sustentar os resultados a longo prazo.
​Nota de Atenção: O tratamento da obesidade é crônico. Qualquer alteração na dosagem ou suspensão do Mounjaro deve ser feita sob orientação médica direta para garantir a segurança e a eficácia do tratamento a longo prazo.

28/06/2026

Atender em SP não precisa ser sinônimo de trânsito + 2h na clínica.

Hoje eu faço consulta online, ao vivo, pelo vídeo. É você e eu, do jeito mais prático possível.

É indicada para:
Acompanhamento de refluxo, gastrite, intestino irritável
Análise de exames: endoscopia, colonoscopia, USG
Plano alimentar e ajuste de medicação de uso contínuo
Dúvidas em Gastroenterologia, Coloproctologia e Cirurgia do Aparelho Digestivo

Como funciona:
1. Agende on-line Dr Delcio Garcia
2. Entramos na videochamada na hora marcada
3. Você recebe receita digital e orientações no WhatsApp

Atendimento médico ético e seguro. Casos de urgência, dor forte ou sangramento devem ser avaliados presencialmente em pronto-socorro.

Dr. Delcio Garcia
Gastroenterologia RQE 61511 | Cir. Aparelho Digestivo RQE 48963 | Coloproctologia
CRM-SP 50100

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13/02/2026

A esofagite é uma inflamação do esôfago, geralmente causada por refluxo gastroesofágico (DRGE). A classificação de Los Angeles é usada para avaliar a gravidade da esofagite:

Classificação de Los Angeles:
- *Grau A*: Uma ou mais lesões mucosas < 5 mm, não confluentes
- *Grau B*: Lesões mucosas ≥ 5 mm, não confluentes
- *Grau C*: Lesões mucosas confluentes, mas não circunferenciais
- *Grau D*: Lesões mucosas confluentes e circunferenciais

Tratamento:
- *Grau A e B*:
- Inibidores de bomba de prótons (IBP): omeprazol, lansoprazol, etc. (8-12 semanas)
- Mudanças no estilo de vida: evitar alimentos desencadeantes, elevar a cabeceira da cama, etc.
- *Grau C e D*:
- IBP: dose mais alta e por mais tempo (12-24 semanas)
- Possível necessidade de endoscopia de controle
- Cirurgia pode ser considerada em casos graves ou refratários

Tempo de tratamento:
- Geralmente 8-12 semanas para graus A e B
- 12-24 semanas para graus C e D
- Manutenção com IBP pode ser necessária em alguns casos

O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um médico gastroenterologista. 😊

13/02/2026

A classificação de OLGA (Operative Link for Gastritis Assessment) para gastrite atrófica é feita da seguinte forma:
Estágios da Classificação de OLGA:

1. Estágio 0: Mucosa normal
2. Estágio I: Atrofia leve (1-5% da mucosa)
- Ia: Atrofia leve no antro
- Ib: Atrofia leve no corpo
3. Estágio II: Atrofia moderada (6-30% da mucosa)
- IIa: Atrofia moderada no antro
- IIb: Atrofia moderada no corpo
4. Estágio III: Atrofia grave (31-60% da mucosa)
- IIIa: Atrofia grave no antro
- IIIb: Atrofia grave no corpo
5. Estágio IV: Atrofia extensa (>60% da mucosa)

Risco de câncer gástrico:
- Estágio 0-I: Baixo risco
- Estágio II-III: Risco moderado
- Estágio IV: Alto risco

Essa classificação ajuda a avaliar o risco de desenvolver câncer gástrico e a definir a conduta clínica. 😊

Endereço

Rua General Sócrates, 216, Cj 177
São Paulo, SP
03632-040

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