Laís Cristina Santos Psicóloga

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Laís Cristina Santos Psicóloga Atendimento online a adolescentes e adultos.

11/09/2026

Confiança não nasce de repetir uma frase bonita todo dia até acreditar nela. Nasce de uma experiência bem mais concreta: saber que você consegue se encontrar quando precisa de você mesma.

Isso passa por reconhecer o que é seu, mesmo quando ninguém mais valida. Sustentar tudo isso é continuar com a escolha mesmo com dúvida, mesmo sem garantia de que vai dar certo.

Por isso confiança tem menos a ver com certeza e mais com coerência e se manter, aos poucos, dentro da própria dúvida.

04/09/2026

Pode ser que você não esteja totalmente insatisfeita com a sua vida. Mas, também, pode ser que esteja cansada de viver de um jeito que prioriza o conforto de todo mundo ao seu redor enquanto você f**a no fim da fila da prioridade.
Você estudou, trabalhou, se tornou uma pessoa responsável. Aprendeu a ser compreensiva, madura, disponível. Fez o que parecia certo. E, ainda assim, em algum lugar, começou a aparecer aquela pergunta meio incômoda: “Mas onde eu entro nessa história?”

Porque existe uma diferença entre escolher uma vida e aprender a caber nela.
E, quando a gente passa tempo demais se adaptando, começa a chamar de personalidade aquilo que nasceu como proteção. Começa a chamar de maturidade o medo de não concordar ou até de força, o hábito de aguentar.

Muito provavelmente, se reconectar consigo mesma não tenha a ver com jogar tudo pro alto. Signif**a começar a perceber, com honestidade, o que é seu — e o que você vem carregando só porque um dia aprendeu que deveria. Talvez a próxima escolha importante não seja mudar tudo, mas, pela primeira vez, de fato se incluir na própria vida.

02/09/2026

O que acontece é a ação da ansiedade antecipatória. E ela não trabalha com fato, só com previsão, geralmente catastróf**a. O corpo entra em estado de alerta antes de qualquer evento real acontecer, só pela possibilidade de que algo dê errado.

Esse sistema não distingue bem o risco real do risco imaginado. Ele dispara o mesmo alarme pra uma ameaça concreta e pra um pensamento repetitivo sobre algo que talvez nem aconteça. Fisicamente, a sensação é idêntica nos dois casos, coração acelerado, aperto no peito, inquietação sem local certo pra descansar.

Isso costuma se instalar em quem já viveu, em algum momento, uma situação em que o imprevisto realmente trouxe problemas. Depois disso, o corpo passa a antecipar catástrofe como forma de proteção, mesmo quando o contexto atual já não pede esse nível de vigilância.

Esse mau pressentimento constante não é intuição nem premonição. É um sistema de alerta que dispara cedo demais, e continua fazendo isso mesmo sem ameaça real no presente.

Portanto,antes de reagir ao alarme, pergunte especif**amente: existe um fato concreto acontecendo agora, ou é uma previsão sobre o que pode acontecer? Nomear essa diferença não elimina a sensação na hora, mas já tira o corpo do piloto automático de emergência.

27/08/2026

11 anos como psi e bora lá que ainda tem muito pela frente 🥳❤️✨

27/07/2026

Se você desceu pra legenda, imagino que a resposta para essa pergunta seja “sim, nada que faço parece suficiente pra mim”. Se é a pessoa que termina uma tarefa e já pensa no que ficou faltando. Recebe um elogio e discorda dele por dentro. Descansa e sente que deveria estar produzindo alguma coisa nesse tempo.

Essa régua nunca baixa porque ela não foi calibrada pelo que você entrega. Foi calibrada por um padrão que se move junto com você, sempre um passo à frente de qualquer coisa que você conquiste. É uma cobrança que nunca declara vitória à seu favor.

A autocrítica implacável costuma ser confundida com senso de responsabilidade. Mas, veja só, enquanto a responsabilidade reconhece o que foi feito, essa voz interna só reconhece o que ainda falta. Portanto, não podemos considerá-la confiável, já que ela parte de uma perspectiva restrita do todo.

Um funcionamento mental como esse não se resolve com mais disciplina nem com frases de incentivo repetidas diariamente. É preciso enxergar de onde essa régua veio e reconstruir, aos poucos, um critério interno que meça o que você já é, o que tem feito, o que entrega, o que tem como valor e não considerar somente aquilo que falta. Até porque, em alguma medida, a falta sempre vai existir. E tudo bem que ela esteja aí, faz parte dessa coisa que chamamos de vida. Esse tipo de reconstrução é um dos manejos que podemos fazer na prática clínica. Quer saber mais? Me chama no direct!

20/07/2026

Alegria, tristeza, raiva, entusiasmo e todas as emoções fazem parte da experiência humana e não devemos trata-las como desvios. O verdadeiro bem-estar não elimina as oscilações emocionais, mas constrói pilares que nos sustentam enquanto as atravessamos.

Diálogo da série “Annie with an A”, disponível na Netflix

Marcinho

10/07/2026

Dar conta de tudo virou, pra muita gente, a única régua disponível pra medir se está tudo bem. Trabalho em dia, casa organizada, mensagem respondida, compromisso cumprido. Só que essa régua mede uma coisa específ**a: capacidade de execução. Ela não mede se a vida que está acontecendo ainda faz sentido pra quem vive ela.

É possível cumprir cem por cento de uma lista de tarefas e, ainda assim, sentir uma distância entre o que se faz todo dia e o que de fato importa. Isso não aparece como uma crise visível. Aparece como uma sensação difusa de estar reconhecendo a própria vida de longe, sem estar de fato dentro dela. Muita gente carrega isso por anos sem nomear, porque por fora está tudo funcionando, e funcionar bem virou sinônimo de estar bem.

A diferença entre uma vida organizada e uma vida com sentido não costuma aparecer numa conversa qualquer. Ela aparece quando alguém para de perguntar “o que eu ainda preciso fazer hoje” e começa a perguntar “essa é a vida que eu escolheria, se eu tivesse escolhido com mais consciência”.

Se essa segunda pergunta te incomodou um pouco, esse pode ser um bom sinal de que já é hora de olhar pra isso com mais cuidado. Me chama se você quer rever como tem sido a sua forma de funcionar e existir!

22/05/2026

Você aprendeu a perceber tons, pausas, expressões interpretando mudanças mínimas no outro com lentes embaçadas e enviesadas pelo medo. Talvez não tenha aprendido que nem tudo precisa ser corrigido por você e, por isso, gasta um tempo danado procurando sinais de perigo no ambiente. Exercitar a mudança dessa perspectiva pode aliviar tensões, além de trazer mais nitidez, segurança e espontaneidade.
Me chama no direct com a palavra ALERTA se você acha que posso te ajudar!

22/05/2026

Você aprendeu a perceber tons, pausas, expressões e se apressa para interpretar mínimas mudanças no ambiente a partir de lentes enviesadas pelo medo. Exercitar a mudança a perspectiva dessa percepção pode te trazer mais confiança, nitidez e até espontaneidade.
Me chama no direct com a palavra ALERTA se acredita que eu poderia te ajudar com isso.

19/05/2026

Já sentiu aquele desgaste no corpo que não passa?
Não se resolve com uma dipirona.
Não melhora só porque você tirou um fim de semana para dormir.
A ciência tem nos mostrado que saúde e doença não são estados aleatórios do corpo.
São também expressões daquilo que acontece na nossa vida.
Não de um episódio isolado, mas de uma cadeia inteira de circunstâncias, relações, experiências, silêncios, renúncias e modos de existir que vamos sustentando ao longo do tempo.
Da mesma forma, nossas necessidades essenciais não serão satisfeitas por uma grande reviravolta ou por um único marco importante a ser alcançado.
Algumas respostas fundamentais começam a aparecer quando você se dispõe a olhar para a vida com sinceridade.
Não a partir do script perfeito que disseram que você deveria seguir.
Mas a partir do que é real para você.
É nesse ponto que se inicia a cura.
Gabor Maté, no livro O Mito do Normal, diz que cura, na raiz da palavra, signif**a voltar à inteireza.
E isso é relevante, não se trata de virar outra pessoa, mas de deixar de viver repartida.
Esse retorno ao que é inteiro, ao que é essencial, passa por desmistif**ar os mitos, crenças e paradigmas que aprendemos sobre normalidade, sucesso, força e sobre como a vida “deveria” ser.
É resgatar a ideia de que existe em você uma possibilidade de bem-estar e satisfação construída a partir da sua própria experiência.
Do seu próprio critério.
Da sua própria escuta.
É ouvir o que vem de dentro.
Validar a sua história.
Reunir força suficiente para encarar a realidade.
Parar de romantizar o que te adoece.
E reconhecer, com honestidade:
o que, dentro de você, está pedindo para ser vivido por inteiro?

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Av. Dr. Chucri Zaidan, 940
São Paulo, SP
04795

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