19/05/2026
Já sentiu aquele desgaste no corpo que não passa?
Não se resolve com uma dipirona.
Não melhora só porque você tirou um fim de semana para dormir.
A ciência tem nos mostrado que saúde e doença não são estados aleatórios do corpo.
São também expressões daquilo que acontece na nossa vida.
Não de um episódio isolado, mas de uma cadeia inteira de circunstâncias, relações, experiências, silêncios, renúncias e modos de existir que vamos sustentando ao longo do tempo.
Da mesma forma, nossas necessidades essenciais não serão satisfeitas por uma grande reviravolta ou por um único marco importante a ser alcançado.
Algumas respostas fundamentais começam a aparecer quando você se dispõe a olhar para a vida com sinceridade.
Não a partir do script perfeito que disseram que você deveria seguir.
Mas a partir do que é real para você.
É nesse ponto que se inicia a cura.
Gabor Maté, no livro O Mito do Normal, diz que cura, na raiz da palavra, signif**a voltar à inteireza.
E isso é relevante, não se trata de virar outra pessoa, mas de deixar de viver repartida.
Esse retorno ao que é inteiro, ao que é essencial, passa por desmistif**ar os mitos, crenças e paradigmas que aprendemos sobre normalidade, sucesso, força e sobre como a vida “deveria” ser.
É resgatar a ideia de que existe em você uma possibilidade de bem-estar e satisfação construída a partir da sua própria experiência.
Do seu próprio critério.
Da sua própria escuta.
É ouvir o que vem de dentro.
Validar a sua história.
Reunir força suficiente para encarar a realidade.
Parar de romantizar o que te adoece.
E reconhecer, com honestidade:
o que, dentro de você, está pedindo para ser vivido por inteiro?