27/05/2026
Às vezes, a existência se parece com esse relógio: seguimos olhando para os ponteiros, esperando respostas do tempo, enquanto partes de nós permanecem cansadas no fundo da própria vida.
A figura, imóvel aos pés do relógio, parece representar aquilo que carregamos silenciosamente: os medos, as dores, as perdas e até o peso dos dias que passaram rápido demais. E o ponteiro, ainda em movimento, lembra que o tempo não para, mesmo quando a alma deseja descansar.
Na perspectiva fenomenológica-existencial, essa imagem fala sobre o encontro entre o ser humano e sua própria finitude. O tempo não é apenas algo que passa no relógio; ele atravessa nosso corpo, nossas escolhas, nossos afetos e nossas ausências. Existir é perceber que não controlamos totalmente o amanhã, mas ainda assim seguimos atribuindo sentido ao hoje.
Talvez a imagem também revele que viver não é vencer o tempo, mas aprender a caminhar com ele, reconhecendo que até nas pausas, nos silêncios e nos cansaços, ainda existe presença, consciência e possibilidade de recomeço.