03/08/2026
“Meu filho não come nada!”
Essa é uma das preocupações mais frequentes no consultório — mas a percepção de que a criança come pouco nem sempre significa que ela esteja comendo menos do que precisa.
Depois do primeiro ano, a velocidade de crescimento diminui e o apetite pode ficar menor e bastante variável. Algumas crianças comem mais em determinados dias ou refeições e compensam naturalmente em outros momentos.
Por isso, a avaliação não deve se basear apenas na quantidade que ficou no prato. É importante considerar a curva de crescimento, o desenvolvimento, a disposição, a variedade alimentar e a presença de sintomas.
Em casa, cabe aos adultos organizar o cardápio, os horários e o ambiente. A criança deve poder decidir quanto comer, respeitando seus sinais de fome e saciedade.
Se houver perda de peso, alteração do crescimento, recusa intensa, sintomas durante as refeições ou uma alimentação muito restrita, procure o pediatra para uma avaliação individualizada.
E por aí: a preocupação é porque seu filho realmente come pouco ou porque não come a quantidade que os adultos esperavam?
Dra Luisa Mesquita Nunes
Pediatra e Pneumopediatra
CRM 140.018 RQE 38663-1