Nurah Belly Dancer

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Nurah Belly Dancer Professora e bailarina de Dança Oriental Árabe

Será que você conhece a mulher por trás da bailarina?Resolvi abrir uma pequena janela para além da dança e contar 5 cois...
14/08/2026

Será que você conhece a mulher por trás da bailarina?

Resolvi abrir uma pequena janela para além da dança e contar 5 coisas sobre mim que talvez você ainda não saiba.

Algumas são hábitos do meu universo interno, outras mostram como vejo a vida.

Acho que o que mais me encanta nas pessoas é descobrir o que existe além da primeira impressão.

Executamos tantos papéis — a professora, a bailarina, a mulher — mas, na verdade, o que realmente somos vai muito além dos rótulos.

Somos maiores do que qualquer definição, mesmo que nem sempre as pessoas vejam.

Agora quero conhecer você também. 💜

Me conta uma coisa sobre você que quase ninguém sabe?

25/07/2026

Muita gente acha que leitura musical é aprender a contar.

1, 2, 3, 4…

5, 6, 7, 8…

Mas enquanto eu assistia ao show de Omar Kamal e sua banda tocar no Egito, tive a confirmação de uma coisa:

Leitura Musical nunca foi sobre contar. Sempre foi sobre escutar.

Observe esse derbakista…

Ele não estava apenas marcando o ritmo.

Ele estava conversando com toda a banda.

Cada pausa tinha uma intenção.

Cada acento criava expectativa.

Cada silêncio dizia alguma coisa.

Foi ali que pensei em um dos maiores bloqueios que vejo entre bailarinas.

Muitas aprendem os passos.

Muitas decoram a coreografia.

Muitas conseguem contar perfeitamente os tempos.

Mas poucas realmente escutam o que cada instrumento está dizendo.

Quando o derbak assume a frente.

Quando o violino responde.

Quando a voz pede espaço.

Quando toda a banda respira junto.

E é exatamente nesse momento que a dança deixa de ser uma sequência de movimentos e passa a ser uma interpretação.

É por isso que duas bailarinas podem executar exatamente a mesma combinação…

…e apenas uma delas emocionar quem está assistindo.

A diferença quase nunca está na técnica.

Está na escuta.

Foi por isso que gravei esse momento.

Porque estar no Egito, ouvindo músicos que vivem essa arte todos os dias, sempre me lembra que ainda existe uma forma mais profunda de ouvir.

E quanto mais eu aprendo a ouvir…

…mais livre eu me sinto para dançar.

✨ Agora quero saber de você:

Quando você assiste a um show, seu olhar vai primeiro para o cantor ou para os músicos?

24/07/2026

Durante muito tempo, achei que eu voltava ao Egito por causa da dança.

Nesta viagem, percebi que não era só por isso.

Meu aniversário aconteceu no Egito pela segunda vez. E foi curioso perceber como um lugar que, há alguns anos, parecia apenas um destino no mapa, hoje faz parte da minha história.

Existe uma música egípcia que sempre me emociona. Em um dos trechos, ela pergunta:

“Egito, como é que você faz isso?”

E continua dizendo:

“Você é um pedaço de mim, e eu sou um pedaço de você.”

Quando ouvi essa letra novamente, senti que ela traduzia exatamente o que eu estava vivendo.

A dança foi o que me trouxe até o Egito.

Mas foi o Egito que me ensinou a dançar a vida.

Porque as maiores transformações desta viagem não aconteceram no palco.

Nem durante as aulas.

Nem diante das pirâmides.

Elas aconteceram nos silêncios.

Na confiança.

Na fé.

Em aceitar que nem tudo estaria sob o meu controle e, ainda assim, confiar que tudo aconteceria da maneira certa.

Voltei lembrando de algo que muitas vezes esquecemos na correria do dia a dia:

A arte não nasce apenas da técnica.

Ela nasce da forma como escolhemos viver.

Talvez seja por isso que eu insista tanto que técnica, leitura musical e expressividade não podem caminhar separadas.

Tudo o que vivemos atravessa o nosso corpo.

E, cedo ou tarde, aparece na nossa dança.

Hoje tenho ainda mais certeza de que não atravesso oceanos apenas para aprender novos movimentos.

Atravesso para voltar uma mulher, uma artista e uma professora melhor do que aquela que embarcou.

Talvez seja isso que alguns lugares façam com a gente.

Eles deixam de ser apenas um destino.

E passam a fazer parte de quem somos.

✨ Existe algum lugar que deixou de ser apenas um destino e passou a fazer parte de quem você é?

22/07/2026

A maioria das bailarinas passa anos colecionando movimentos.

E isso não é um problema.

O problema começa quando acreditamos que são os movimentos que emocionam.

Um mesmo passo pode parecer simples no corpo de uma bailarina… e inesquecível em outra.

A diferença não está no movimento.

Está na intenção.

Na forma como cada acento, cada silêncio e cada respiração da música encontram um lugar no corpo.

Foi exatamente isso que essa minha segunda temporada no Egito reafirmou.

Observando grandes mestras egípcias, percebi que elas nos emocionam executando movimentos que aprendemos logo no início da dança oriental.

Passos que, muitas vezes, deixamos de valorizar porque estamos sempre em busca do próximo movimento, da próxima combinação, da próxima dificuldade.

Neste trecho, escolhi dançar deixando que a música conduzisse cada decisão do meu corpo.

Se você observar com atenção, vai perceber que os movimentos são, em sua maioria, básicos.

O que muda é a intenção.

Quanto mais aprofundo meu olhar sobre a dança, mais percebo que a técnica é apenas o idioma.

O que realmente toca as pessoas é aquilo que escolhemos dizer através dela.

Para mim, o palco nunca foi um lugar para mostrar movimentos.

É um lugar para tornar a música visível.

Talvez seja por isso que algumas apresentações permaneçam na memória por anos… enquanto outras desapareçam assim que a música termina.

✨ E para você: o que faz uma apresentação ser realmente inesquecível?

Nurah In Cairo 🇪🇬

Fiquei frente a frente com um dos faraós mais famosos da história.Esta é a estátua colossal de Ramsés II, um dos governa...
21/07/2026

Fiquei frente a frente com um dos faraós mais famosos da história.

Esta é a estátua colossal de Ramsés II, um dos governantes mais poderosos do Antigo Egito.

Ramsés II reinou por aproximadamente 66 anos (1279–1213 a.C.), durante a XIX Dinastia, e é lembrado pelo enorme legado arquitetônico que deixou.

Entre suas obras mais conhecidas estão os templos de Abu Simbel, o Ramesseum e diversas construções em Karnak e Luxor.

A estátua que aparece nesta foto é original, esculpida em granito há mais de 3.200 anos.

Originalmente, ela ficava diante do Templo de Ptah, na antiga cidade de Mênfis, a primeira capital do Egito unificado.

Após diferentes deslocamentos ao longo da história moderna, hoje recebe os visitantes logo na entrada do Grande Museu Egípcio (GEM), próximo às Pirâmides de Gizé.

O que mais me impressiona não é apenas sua dimensão.

É imaginar que essa mesma obra atravessou milênios, testemunhou diferentes civilizações e continua despertando admiração em pessoas do mundo inteiro.

Sempre que volto ao Egito para estudar dança oriental, percebo que aprender sobre essa cultura vai muito além da dança.

Cada monumento, cada museu e cada história ajudam a compreender melhor o povo que deu origem à música, à arte e às tradições que continuam inspirando a dança oriental até hoje.

Talvez seja por isso que eu sempre volto para casa diferente.

Porque conhecer o Egito é perceber que algumas viagens não ampliam apenas o nosso repertório.

Elas ampliam a nossa forma de enxergar o mundo.

✨ Você já conhecia a história do faraó Ramsés II?

Endereço

Rua Gaspar Lourenço, 25
São Paulo, SP
04107-000

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