Dr. Rafael Onuki Sato

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Dr. Rafael Onuki Sato Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), possui residência em Cirurgia Ger

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Engasgar de vez em quando pode acontecer. Mas quando os engasgos se tornam frequentes, é preciso olhar com mais atenção....
21/07/2026

Engasgar de vez em quando pode acontecer. Mas quando os engasgos se tornam frequentes, é preciso olhar com mais atenção.
A dificuldade para engolir é chamada de disfagia — e pode aparecer como tosse durante as refeições, sensação de alimento parado na garganta ou no peito, regurgitação, dor ao engolir ou necessidade de “forçar” para a comida descer.
As causas variam bastante: refluxo e inflamações no esôfago, estreitamentos, divertículos, alterações neurológicas e, em alguns casos, tumores do trato digestivo. Por isso, o sintoma não deve ser tratado no achismo.
Além do desconforto, a disfagia pode aumentar o risco de aspiração, quando alimento ou líquido vai para as vias respiratórias, podendo causar complicações pulmonares.
A mensagem é simples: engasgo frequente não é diagnóstico, mas é sinal de que algo precisa ser investigado. Quanto antes a causa é identificada, mais seguro e direcionado pode ser o tratamento.

Encontrar uma massa abdominal em uma tomografia pode gerar ansiedade — e isso é compreensível. Mas é importante entender...
20/07/2026

Encontrar uma massa abdominal em uma tomografia pode gerar ansiedade — e isso é compreensível. Mas é importante entender: a imagem mostra um achado, não necessariamente um diagnóstico fechado.
O próximo passo é organizar a investigação. A equipe avalia onde a massa está localizada, quais órgãos ou estruturas estão envolvidos, quais sintomas existem e qual é o histórico clínico do paciente.
Uma massa pode ter várias origens: lesões benignas, tumores malignos, abscessos, coleções infecciosas, alterações inflamatórias ou formações da própria parede abdominal. Por isso, a conduta não deve ser baseada apenas no susto do laudo.
Em muitos casos, exames complementares ajudam a refinar a análise: ultrassonografia, ressonância magnética, exames laboratoriais e, quando indicado, biópsia guiada por imagem.
Se houver suspeita de tumor maligno, a decisão costuma envolver uma equipe multidisciplinar para definir o melhor caminho: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, drenagem, acompanhamento ou outra estratégia personalizada.
A mensagem é simples: massa abdominal não deve ser ignorada, mas também não deve ser interpretada no achismo. O melhor tratamento começa com um diagnóstico bem construído.

Descobrir uma lesão no fígado em um exame de rotina pode assustar. Mas o primeiro ponto é importante: nem toda lesão hep...
17/07/2026

Descobrir uma lesão no fígado em um exame de rotina pode assustar. Mas o primeiro ponto é importante: nem toda lesão hepática é câncer.
Muitas alterações são benignas e aparecem por acaso em ultrassom, tomografia ou ressonância. Entre as mais comuns estão o hemangioma hepático, geralmente assintomático e considerado o tumor benigno mais frequente do fígado; a hiperplasia nodular focal, que costuma não ter potencial maligno; e o adenoma hepatocelular, que é benigno, mas pode exigir acompanhamento mais cuidadoso pelo risco de sangramento ou transformação em alguns cenários.
Do outro lado, existem lesões malignas, como o carcinoma hepatocelular, mais associado a cirrose e hepatites crônicas, o colangiocarcinoma e as metástases hepáticas, que acontecem quando tumores de outros órgãos se espalham para o fígado.
A diferença entre uma coisa e outra depende de contexto: histórico clínico, fatores de risco, características da imagem, exames laboratoriais, marcadores tumorais e, em situações específicas, biópsia.
A mensagem é simples: achado no fígado não é motivo para pânico — mas também não é para ignorar. É para investigar com método e definir a melhor conduta.

Encontrar um nódulo no fígado em um exame de imagem pode assustar. Mas o primeiro ponto é essencial: nem todo nódulo hep...
16/07/2026

Encontrar um nódulo no fígado em um exame de imagem pode assustar. Mas o primeiro ponto é essencial: nem todo nódulo hepático é câncer.
Muitas lesões são benignas e descobertas por acaso, como hemangiomas, hiperplasia nodular focal e adenomas hepáticos. Algumas costumam apenas ser acompanhadas; outras exigem um olhar mais cuidadoso, dependendo do tamanho, comportamento, sintomas e fatores de risco.
Já as lesões malignas, como carcinoma hepatocelular ou metástases hepáticas, precisam ser avaliadas dentro de um contexto: histórico de cirrose, hepatites, uso de álcool, câncer prévio, perda de peso, dor, icterícia e alterações laboratoriais fazem diferença na análise.
Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas em “tem ou não tem nódulo”. O que importa é entender o padrão da imagem, a resposta ao contraste, os exames de sangue, marcadores como AFP e, em situações específicas, a necessidade de biópsia.
A mensagem é simples: nódulo no fígado não é motivo para pânico — mas também não deve ser ignorado. O caminho certo é investigar com método e definir a melhor conduta para cada caso.

O câncer do apêndice é raro — e justamente por isso pode passar despercebido por muito tempo.Em muitos casos, ele é desc...
15/07/2026

O câncer do apêndice é raro — e justamente por isso pode passar despercebido por muito tempo.
Em muitos casos, ele é descoberto por acaso, durante uma cirurgia de apendicite ou em exames feitos por outro motivo. Quando dá sinais, pode aparecer como dor no lado inferior direito do abdômen, inchaço, náuseas, vômitos, alterações intestinais ou perda de peso sem explicação.
Alguns tumores do apêndice produzem mucina, uma substância gelatinosa que pode se acumular na cavidade abdominal e causar aumento progressivo do volume abdominal. Em situações específicas, isso pode estar relacionado ao pseudomixoma peritoneal.
O diagnóstico costuma exigir uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem, marcadores tumorais e confirmação histológica. Já o tratamento depende do tipo de tumor e da extensão da doença: pode envolver retirada do apêndice, cirurgias mais amplas, quimioterapia sistêmica ou, em casos selecionados, cirurgia citorredutora associada à HIPEC.
A mensagem é simples: dor abdominal persistente, inchaço progressivo ou perda de peso sem causa aparente não devem ser normalizados. Sintoma persistente merece investigação.

Encontrar um nódulo no fígado em um exame pode assustar — mas nem todo nódulo é câncer.Muitas lesões são benignas e desc...
14/07/2026

Encontrar um nódulo no fígado em um exame pode assustar — mas nem todo nódulo é câncer.

Muitas lesões são benignas e descobertas por acaso. O ponto principal é fazer uma investigação bem conduzida, considerando o exame de imagem, exames laboratoriais e a história clínica do paciente.

Em alguns casos, ultrassom, tomografia ou ressonância já ajudam bastante. Em outros, a biópsia pode ser necessária, mas ela não é sempre o primeiro passo.

O mais importante: não tire conclusões sozinho pelo laudo.
Nódulo no fígado precisa de contexto, não de pânico.

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13/07/2026

🩺 Encontrar uma lesão no fígado em um exame de rotina pode gerar preocupação. Mas é importante lembrar: nem toda lesão hepática é câncer.
Algumas alterações são benignas e, muitas vezes, aparecem por acaso em exames de imagem. Entre elas estão o hemangioma, a hiperplasia nodular focal e o adenoma hepático.
🔎 O ponto principal é investigar corretamente. Histórico clínico, fatores de risco, ultrassom, tomografia, ressonância, exames laboratoriais e, em alguns casos, biópsia ajudam a diferenciar lesões benignas de malignas.
📌 Se apareceu uma alteração no seu exame, evite conclusões precipitadas. Leve o resultado a um especialista para uma avaliação individualizada.

A HIPEC, sigla para quimioterapia intraperitoneal hipertérmica, é uma das estratégias mais sofisticadas no tratamento de...
10/07/2026

A HIPEC, sigla para quimioterapia intraperitoneal hipertérmica, é uma das estratégias mais sofisticadas no tratamento de alguns tumores abdominais que atingem o peritônio — a membrana que reveste os órgãos dentro do abdômen.
Na prática, ela costuma ser associada à cirurgia citorredutora: primeiro, o cirurgião remove o máximo possível da doença visível. Depois, medicamentos quimioterápicos aquecidos circulam diretamente na cavidade abdominal, com o objetivo de atingir células tumorais microscópicas que podem ter permanecido após a cirurgia.
Esse tipo de abordagem vem sendo estudado e utilizado em cenários selecionados, como alguns casos de câncer de ovário, colorretal, gástrico, tumores do apêndice/pseudomixoma peritoneal e outras doenças com disseminação peritoneal.
Mas existe um ponto essencial: HIPEC não é uma indicação automática. O benefício depende do tipo de tumor, extensão da doença, possibilidade de remoção cirúrgica adequada, condição clínica do paciente e experiência da equipe.
Em oncologia, inovação de verdade não é usar tecnologia em todos os casos. É saber quando ela faz sentido.

Tumores mucinosos recebem esse nome porque produzem mucina, uma substância gelatinosa presente no muco. Mas existe um de...
09/07/2026

Tumores mucinosos recebem esse nome porque produzem mucina, uma substância gelatinosa presente no muco. Mas existe um detalhe fundamental: nem todo tumor mucinoso se comporta da mesma forma.
Eles podem surgir em diferentes órgãos, como ovários, pâncreas, apêndice e trato gastrointestinal. E essa origem muda completamente a forma de investigar, acompanhar e tratar.
No ovário, por exemplo, podem existir tumores benignos, borderline ou malignos. No pâncreas, algumas lesões císticas mucinosas exigem vigilância rigorosa pelo risco de transformação. Já no apêndice, tumores mucinosos podem estar associados ao pseudomixoma peritoneal, quando há acúmulo de mucina na cavidade abdominal.
Por isso, o diagnóstico não pode parar no rótulo “mucinoso”. É preciso avaliar o órgão de origem, o padrão nos exames de imagem, marcadores, grau de malignidade e possível acometimento do peritônio.
Em oncologia, precisão não é detalhe. É o que separa um acompanhamento seguro de uma intervenção necessária.

Mudanças no formato das fezes podem acontecer por motivos simples: constipação, baixa ingestão de fibras, síndrome do in...
08/07/2026

Mudanças no formato das fezes podem acontecer por motivos simples: constipação, baixa ingestão de fibras, síndrome do intestino irritável, hemorroidas ou fissuras.
Mas quando as fezes ficam muito finas, em “fita” ou “lápis”, e isso persiste, vale ligar o alerta — principalmente se vier junto com sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, dor abdominal, fadiga ou alteração persistente do hábito intestinal.
Nem toda mudança nas fezes é câncer. Mas toda mudança persistente merece avaliação.
Em alguns casos, o estreitamento do intestino pode estar relacionado a lesões que precisam ser investigadas, e a colonoscopia pode ser indicada para entender a causa com segurança.
O corpo dá pistas. A investigação confirma.

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