30/07/2026
A história da Erika tem feito muita gente pensar. E talvez o que mais tenha me chamado a atenção não tenha sido a traição, mas a forma como ela escolheu lidar com ela. Assistir a esse vídeo me fez refletir sobre algo que vejo com frequência no consultório.
A fala da Erika não transmite ausência de amor. Pelo contrário. Ela mostra que é possível amar alguém e, ainda assim, escolher não permanecer quando seus valores foram rompidos.
Ela diz que não vai negociar o que é inegociável. E isso é um dos maiores sinais de autoestima.
Muitas mulheres confundem amor com permanência. Acreditam que, se ainda amam, precisam insistir. Mas sentir amor não obriga ninguém a aceitar desrespeito.
O perdão pode libertar o coração, enquanto a decisão de ir embora protege a saúde emocional.
Outro trecho que me marcou foi quando ela diz que entregou o melhor que tinha e que ele entregou o que podia oferecer. Isso nos lembra que nem sempre a dedicação de duas pessoas está na mesma medida. E insistir esperando que alguém ofereça aquilo que nunca demonstrou ser capaz de oferecer costuma gerar ainda mais sofrimento.
Como mulher negra, que construiu sua carreira enfrentando tantos desafios, a decisão dela também carrega um simbolismo importante. Reconhecer o próprio valor, preservar sua dignidade e não abrir mão dos próprios princípios é uma forma de honrar toda a sua trajetória.
Autoestima não é nunca sofrer. Não é deixar de amar. É sofrer sem abandonar a si mesma. É entender que o amor, sozinho, não sustenta um relacionamento. Respeito, confiança, lealdade e reciprocidade não são bônus. São a base.
E talvez a pergunta que esse vídeo deixe para todas nós seja:
O que, na sua vida, é inegociável? Me conta nos comentários.