24/03/2026
" Quem pode falar no divã sobre sua raiva? Que grupos podem expressar seus sentimentos mais profundos sobre o que nossa querida psicanalista Neuza Santos Souza nos advertiu: Qual o preço imposto ao negro/a/e para expressar sua emocionalidade?". No campo discursivo/simbólico do laço social o negro que expressa seus sentimentos,principalmente a " Raiva " É nomeado como : Agressivo " e a negra é pejorativamente chamada de : Raivosa". E como f**a a transferência ou melhor a contratransferência do analista branco/a/e ? Será que escuta? Como escuta? Ou segue no silêncio ensurdecer do lugar de neutralidade ou de não é meu lugar de fala ,para as afeto-ações de fenômenos como: racismo, xenofobia, lgbtfobias, classismo e colonialismo ?
Depois de um tempo ,fora da USP me dedicando a especialização em psicanálise, relações, ética, clínica e política que venho estudando ,pesquisando, eu retorno a USP por enquanto como aluna especial do núcleo que atende/trabalha com imigrantes, expatriados para pesquisar como o dispositivo clínico político da clínica implicada ,escuta questões da: transculturalidade, urgência subjetiva e problemáticas etno-racionais e de gênero.
Realmente voltar, permanecer e compor estes espaços principalmente da universidade pública não são nada confortáveis, pois despertam as violências experimentadas anteriormente, mas é um desafio necessário que fez e faz toda a diferença, principalmente na pós graduação. E como diz nossa maravilhosa intelectual negra (historiadora ,filósofa, professora, ativista, feminista): " Dá licença que o lixo vai falar e numa boa"....Sim ,nesta pós graduação eu venho falar e apresentar a pesquisa sobre : A raiva negra, sentimento predominante na escuta do fazer clínico político, neste mais de 10 anos onde escuto individual ou no grupo somente a um grupo hegemônico (branquitude) é permitido falar e o maior precioso disto: Sentir ,expressar e g***r deste lugar, mas a mordaça foi tirada e será apresentada em estudos científicos, pois não é assim que é válido? Então : Já me autorizei : pesquisadora, cientista social. Obs. De cara e alma lavada, sem filtro e gargalhando, porque gargalhar é a maior ousadia de uma mulher negra.kkk