Dra. Carolina Mergulhão

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Dra. Carolina Mergulhão Prazer, sou a Dra. Carolina Mergulhão, endocrinologista e metabologista. Encaro a medicina como uma

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Doenças da hipófise
Supra renais / Adrenais

15/10/2026

Durante mais de duas décadas, muitas mulheres ouviram terapia hormonal e imediatamente pensaram em câncer, infarto ou demência. Em fevereiro de 2026, o FDA aprovou mudanças na rotulagem de seis produtos de terapia hormonal da menopausa, retirando do boxed warning referências a câncer de mama, doença cardiovascular e provável demência. Isso não signif**a que os riscos desapareceram. Signif**a que a forma de comunicar risco precisava refletir melhor o que a ciência passou a compreender sobre idade, momento de início, tipo de terapia e perfil individual.

A terapia hormonal continua exigindo indicação e avaliação individual, especialmente porque determinadas condições modif**am sua relação entre benefício e risco. Para mulheres sintomáticas mais jovens e próximas à transição menopausal, sem contraindicações, esse balanço pode ser favorável. Informação atualizada não serve para transformar hormônio em solução para todas, mas também não deveria deixar uma mulher presa a um medo construído com informações de outra época.

Dra. Carolina Mergulhão
Endocrinologista e Metabologista
CRM-SP 137.944 | RQE 36.594
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Uma mulher pode chegar à menopausa praticamente com o mesmo peso e perceber que as roupas deixaram de vestir da mesma fo...
14/10/2026

Uma mulher pode chegar à menopausa praticamente com o mesmo peso e perceber que as roupas deixaram de vestir da mesma forma. Isso acontece porque a transição menopausal pode ser acompanhada por mudanças na composição corporal e por maior tendência ao acúmulo de gordura na região abdominal, especialmente visceral. Idade, genética, sono, alimentação e atividade física também participam desse processo.

É justamente por isso que olhar somente para o número da balança pode ser pouco. Circunferência abdominal, massa muscular e distribuição de gordura contam uma história metabólica que o peso sozinho não revela. Se sua cintura mudou mesmo sem uma grande mudança no peso, essa diferença merece ser compreendida, não apenas combatida com mais restrição alimentar.

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Mais um pouquinho desse lugar lindo
13/10/2026

Mais um pouquinho desse lugar lindo

O estroboloma ajuda a explicar uma conexão pouco conhecida entre microbiota, fígado e metabolismo dos estrogênios. Algum...
13/10/2026

O estroboloma ajuda a explicar uma conexão pouco conhecida entre microbiota, fígado e metabolismo dos estrogênios. Algumas bactérias intestinais produzem enzimas que participam da transformação desses hormônios, e pesquisas vêm investigando como essa relação pode se modif**ar durante e após a transição menopausal.

É uma área promissora, mas ainda existe uma distância importante entre mecanismo biológico e tratamento comprovado. Te**es, probióticos ou suplementos que prometem "equilibrar estrogênio pelo intestino" podem simplif**ar uma ciência que ainda está em construção. Salve este carrossel para lembrar dessa diferença quando encontrar uma promessa muito fácil para uma relação tão complexa.

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Você entra em um cômodo e esquece o que ia buscar, perde uma palavra no meio da conversa ou percebe que precisa de mais ...
12/10/2026

Você entra em um cômodo e esquece o que ia buscar, perde uma palavra no meio da conversa ou percebe que precisa de mais esforço para se concentrar. Na perimenopausa, esse tipo de queixa pode se tornar mais frequente. As oscilações hormonais podem participar, mas sono ruim, ondas de calor, estresse e alterações de humor também interferem na memória e na atenção.
Brain fog não signif**a automaticamente perda cognitiva e também não deve ser atribuído a hormônios sem avaliação. Quando a mudança é nova, intensa ou começa a interferir na rotina, vale investigar o contexto completo. Se você conhece uma mulher que começou a se perguntar "o que está acontecendo com a minha memória?", envie este post para ela.

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Feriado em família ❤️
10/10/2026

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A semaglutida age em um receptor. A tirzepatida age em dois. A retatrutida age em três: GLP-1, GIP e glucagon simultanea...
09/10/2026

A semaglutida age em um receptor. A tirzepatida age em dois. A retatrutida age em três: GLP-1, GIP e glucagon simultaneamente. No estudo TRIUMPH-1, fase 3, essa molécula produziu perda média de 28,3% do peso em 80 semanas, com 45% dos pacientes perdendo mais de 30%. São os maiores números já registrados em um estudo de obesidade. Outras moléculas importantes no mesmo caminho: o CagriSema, combinação de GLP-1 com amilina, que produziu 22,7% de perda no REDEFINE 1. E o orforglipron, primeiro GLP-1 em comprimido de pequena molécula, aprovado pela FDA em abril de 2026.

Um ponto que considero fundamental deixar claro: retatrutida e CagriSema não estão aprovadas no Brasil. A retatrutida sequer tem submissão prevista à FDA antes do início de 2027, e a Anvisa proibiu produtos à base dela por venda irregular em 2026. Esse avanço científico é real e empolgante. Mas ciência sem regulação não é tratamento. É risco.

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08/10/2026

Os dados são claros e preciso compartilhá-los com vocês: após a interrupção da semaglutida ou da tirzepatida, pacientes recuperaram em média 65 a 67% do peso perdido em aproximadamente um ano. Não porque a medicação falhou. Porque o corpo voltou a funcionar sem o sinal que ela fornecia, e nada havia sido construído para substituí-lo.

O GLP-1 natural precisa de estímulo para agir. E esse estímulo vem da alimentação. Proteína em todas as refeições é o principal gatilho para a liberação natural do hormônio pelo intestino. Gorduras boas, sementes, fibras solúveis e vegetais completam esse ambiente. O treino de força preserva o músculo que sustenta o metabolismo. Sem esses pilares funcionando antes da retirada, o corpo simplesmente retorna ao ponto anterior.

O desmame não começa no dia da última dose. Começa meses antes, com uma estratégia alimentar construída para o momento em que a medicação não estará mais presente. Esse é o trabalho que faço com cada paciente nessa fase, porque o resultado que levou meses para ser construído merece ser protegido com o mesmo cuidado.

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Em 11 de setembro de 2026, a FDA aprovou o apitegromabe, nome comercial Isembyld, o primeiro medicamento do mundo que ag...
07/10/2026

Em 11 de setembro de 2026, a FDA aprovou o apitegromabe, nome comercial Isembyld, o primeiro medicamento do mundo que age diretamente no tecido muscular. A indicação aprovada é para atrofia muscular espinhal em adultos e crianças a partir dos dois anos. O mecanismo é direto: a miostatina é uma proteína que funciona como freio natural do crescimento muscular, limitando a formação de fibras, acelerando sua degradação e bloqueando a reparação. O apitegromabe se liga à forma inativa da miostatina antes que ela seja ativada, removendo esse freio.

O que torna essa aprovação relevante para o meu consultório é o que vem a seguir. Um estudo de fase 2 com 102 adultos com obesidade mostrou que a combinação de apitegromabe com tirzepatida preservou 54,9% mais massa muscular do que tirzepatida isolada. Esse dado muda a conversa sobre emagrecimento: a próxima fronteira não é só quanto se perde, mas o que se perde. Gordura vai, músculo f**a. A Scholar Rock já iniciou o estudo EMBRAZE para fase 3 nessa combinação. Ainda não há indicação aprovada para obesidade, pela FDA ou pela Anvisa. Mas esse é o caminho que a ciência está construindo.

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Esse caso ficou guardado em mim de um jeito que poucos f**am. Não pela dimensão do resultado, mas pelo que aquela fita m...
06/10/2026

Esse caso ficou guardado em mim de um jeito que poucos f**am. Não pela dimensão do resultado, mas pelo que aquela fita métrica representava: anos de tentativas, de julgamentos, de tratamentos que não enxergaram a doença por trás do peso.
Obesidade não é falta de esforço. É uma condição crônica, com biologia própria, que responde quando tratada com seriedade e individualização. Se você ou alguém que você conhece ainda está nessa luta sem o suporte certo, esse é o momento de mudar isso.

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