27/04/2022
▫️Iniciando as consultas… ‘Olá, bom dia! Em que posso lhe ajudar?’
Paciente A: “Dr., eu tenho hérnia de disco, discopatia degenerativa, artrose na coluna… Acho que no meu caso só trocando tudo!”
Paciente B: “O meu problema é artrose, desgaste grave nas juntas. Me falaram que tá encostando osso com osso, que não tem mais cartilagem.”
Paciente C: “Tenho artrose grave na coluna cervical, com e discos todos desgastados, não aguento mais…”
▫️O que os pacientes A, B e C tem em comum? Todos vestem o chamado “estigma da doença”. Quer entender melhor? Então vem comigo no post de hoje!
▫️Quando vestimos o estigma da doença, nós a experimentamos integralmente e isso afeta diretamente a nossa auto-estima e até mesmo o controle da Dor. Na consulta, acabamos falando do nosso diagnóstico, que por vezes nem ao menos está correto, antes mesmo de falarmos sobre o que estamos sentindo. É como se tatuássemos um diagnóstico na testa: “Hipertenso!”, “Osteoporótica!”, “Gastrite!”…
▫️Eu sei que muitas das vezes você busca um diagnóstico em um exame de imagem. Ver aquele enorme termo técnico lá no laudo, que mais parece uma condenação judicial, e que diz “Conclusão: você tem isso e aquilo e aquilo lá”, para que assim você possa tomar o remédio milagroso que vai combater o problema, certo? Todavia, na maioria das vezes, o seu problema não tem relação com o achado do exame de imagem, sobretudo no caso dos exames solicitados sem um propósito específico de auxiliar a nortear conduta.
▫️Ninguém pode ser definido ou limitado por um diagnóstico. Em outras palavras, as doenças que você teve (ou tem) não definem quem você é. O que lhe define é o que você faz para prevení-las, controlá-las ou tratá-las. Mas, quer saber? Essa relação “o que somos” vs “as nossas atitudes” vale para todos campos da nossa vida, não é mesmo?
Dr. Guilherme Rocha Jr.
Ortopedia & Medicina Esportiva
CRM-SP 193.880 | RQE 91.890
Membro Titular SBOT 18.053