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Monica Soares Arteterapia Olá! Meu nome e Monica Soares e este é um espaço para compartilhar meu trabalho como Arteterapeuta. Sinta-se à vontade!

Aqui você encontrará partilhas de estudos, pesquisas, curiosidades e possibilidade de atendimentos.

Partilhamos um pouco do que foram os encontros de setembro, em que investigamos a obra A invenção das mulheres: construi...
23/09/2026

Partilhamos um pouco do que foram os encontros de setembro, em que investigamos a obra A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero, da socióloga Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Foi um ciclo de deslocamentos, onde pudemos descolonizar olhares, tencionar os conceitos de gênero e atravessar as reflexões teóricas junto com as nossas produções plásticas e escritas no Diário de Bordo.

Seguimos para o mês de outubro com uma nova leitura! Acompanhe nossas redes para conhecer os detalhes do nosso próximo ciclo, em que estudaremos a escrita autobiográfica de Simone de Beauvoir.

📥 Deseja fazer parte do nosso Clube do Livro: Arteterapia e Feminismos? Entre em contato conosco via direct para garantir sua vaga nos próximos encontros! 🌿

20/09/2026

Esta semana teremos o nosso último encontro de estudos da obra "A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero", da socióloga Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Vivenciamos um percurso de deslocamentos epistemológicos, pudemos aprender a construir novas percepções, tencionar os conceitos ocidentais de gênero e atravessar reflexões teóricas que ganharam corpo e cor em nossas produções plásticas e escritas no momento criativo.

Anota aí: dia 22, terça-feira às 20h.

Bora?

Para mergulharmos no nosso ciclo de leitura do livro "A invenção das mulheres", destacamos quatro eixos fundamentais da ...
18/09/2026

Para mergulharmos no nosso ciclo de leitura do livro "A invenção das mulheres", destacamos quatro eixos fundamentais da pesquisa da socióloga nigeriana:

A autora demonstra que a centralidade do corpo biológico para organizar a hierarquia social é uma construção estritamente ocidental e colonial.

Na sociedade iorubá tradicional, as relações sociais não eram generificadas, mas organizadas pela senioridade (idade relativa e pertencimento à linhagem). O idioma iorubá é isento de gênero, ou seja, não há distinção anatômica para termos de parentesco como "irmão/irmã" ou pronomes de gênero.

A categoria "mulher" (associada à fragilidade e à subordinação pública) e a dominação masculina foram impositivas e resultantes do processo de colonização europeia, da cristianização e do letramento ocidental.

O conceito de mãe na tradição iorubá não representa subordinação doméstica, mas senioridade, liderança socio-espiritual e o ser humano arquetípico do qual todos derivam.

Essas epistemologias descoloniais servem como disparadores diretos para nossas produções plásticas e escritas no Diário de Bordo que criamos em nossos encontros.

🗓️ Próximo encontro de setembro: 22/09/2026 (terça-feira), às 20h.

📥 Garantia de vaga: Mande uma mensagem via direct para participar do nosso atelier síncrono! 🌿🎨📖

A socióloga Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí nos alerta que a teoria não é uma ferramenta neutra e nos convoca a examinar a arquitetura...
16/09/2026

A socióloga Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí nos alerta que a teoria não é uma ferramenta neutra e nos convoca a examinar a arquitetura do nosso pensar. As categorias herdadas do pensamento ocidental eurocêntrico constroem fronteiras, determinam quem é visível e definem quem pode ser reconhecido como sujeito de conhecimento.

Quando operamos acriticamente com conceitos universais de "gênero" ou "mulher", corremos o risco de reproduzir o mesmo apagamento colonial que tentamos combater.

Oyěwùmí nos desafia a perguntar: quais lentes estamos usando para olhar para as nossas próprias histórias? Quem são as vozes que sentam conosco à mesa do pensamento?

🗓️ Nosso próximo encontro síncrono: 22/09/2026 (terça-feira), às 20h.

📥 Como participar: Entre em contato via direct para garantir o seu lugar 🌿🎨📖

Entre julho, agosto e setembro, o Parque São Rafael foi solo de uma jornada de criação e resgate histórico. A exposição ...
11/09/2026

Entre julho, agosto e setembro, o Parque São Rafael foi solo de uma jornada de criação e resgate histórico. A exposição MEMORIOGRAFIA DAS RAÍZES, realizada pelo Coletivo Fio da Cobra, apresenta os frutos de um processo que uniu escuta, afeto e resistência territorial.

​Dividido em dois momentos que se entrelaçam a oficina Memórias do Agora e a residência artística As Baobás Ainda Sonham, o projeto trouxe o protagonismo de mulheres da terceira idade da nossa comunidade, em sua maioria migrantes, que alinhavaram suas biografias à própria história do bairro.

Com fotografias de família, objetos, cantos e memórias orais, 13 moradoras transformaram a partida, os sonhos da bagagem e a construção do Parque São Rafael em uma linda cartografia afetiva, expressa em bordados, colagens e pinturas.
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Na residência imersiva, as participantes mergulharam nos tecidos, nas colagens e nas tintas para investigar: o que sonham as mais velhas para si e para o seu território?

Na contramão do apagamento da velhice, a imersão resgatou cosmopercepções africanas e indígenas, honrando essas mulheres como verdadeiras mestras e guardiãs de saberes.

​A mostra celebrou o encontro comunitário e intergeracional, reunindo as criações das participantes e dos arte-educadores Michele Saints, Karen Furbino e Diego Saito.

​Tal como o baobá, os saberes das nossas mais velhas fincam raízes profundas na terra para continuar gestando o futuro.

​O projeto foi contemplado pela 22ª Edição do Programa VAI – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Hoje vamos conhecer a história e a práxis intelectual de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, uma das teóricas descoloniais e antirracista...
03/09/2026

Hoje vamos conhecer a história e a práxis intelectual de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, uma das teóricas descoloniais e antirracistas mais influentes do pensamento contemporâneo.

Nascida na Nigéria, em 1957, na cidade de Ògbọ́mọ̀sọ́, Oyěwùmí pertence a uma importante linhagem iorubá. O convívio direto com os ritos, a língua e a organização tradicional do palácio de seu pai (sọ̀ún) deu a ela uma vivência profunda dos valores pré-coloniais iorubás que foram fundamentais para a sua trajetória acadêmica.

Graduada em Ciência Política na Nigéria e Doutora em Sociologia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), Oyěwùmí revolucionou a teoria social em 1997 com a publicação do premiado livro "A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero".

Atualmente professora titular na Stony Brook University, Oyěwùmí tornou-se, em 2021, a primeira mulher africana a receber o prestigiado prêmio Africanista Distinta da African Studies Association.

🗓️ Nossos encontros de setembro: Dias 08/09/2026 e 22/09/2026

Na semana passada visitei a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, com curadoria de Betânia Pinheiro, e fiquei ...
03/09/2026

Na semana passada visitei a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, com curadoria de Betânia Pinheiro, e fiquei muito tocada pela pesquisa da artista.

Marlene transforma afazeres e técnicas historicamente relegados ao espaço doméstico e invisibilizado, como o bordado, a costura e o crochê, em uma linguagem estética, crítica e profundamente política. O ato de coser é proposta como um gesto de reparação simbólica, costurando diálogos sobre corpo, maternidade, cuidado, identidade e violência.

Destaco as obras Coso porque está roto (que nos faz pensar no corpo, na cura e nos alinhavos do tempo) e a instalação Eu tenho a tua cara, com seus 49 rostos femininos em constante construção social.

Uma mostra necessária que nos convida a olhar para o feminino como construção histórica, memória viva e criação poética.

📍 A exposição está em cartaz no CCBB-SP. Valem muito a visita e o demorar do olhar.

No mês de setembro, nosso Clube do Livro: Arteterapia e Feminismos realiza um deslocamento epistemológico fundamental ao...
25/08/2026

No mês de setembro, nosso Clube do Livro: Arteterapia e Feminismos realiza um deslocamento epistemológico fundamental ao adentrar a obra "A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero", da socióloga nigeriana Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Marco referencial e divisor de águas nos estudos antirracistas e pós-coloniais, a pesquisa de Oyěwùmí desconstrói a ideia de que a categoria "mulher" e a sua subordinação sejam universais. A autora revela como o determinismo biológico, sobretudo a lógica que usa o corpo como base para organizar a hierarquia social, é um construto estritamente ocidental e colonial. Em oposição, recupera os conceitos e a organização da sociedade iorubá pré-colonial, na qual o corpo não operava como o eixo central de classificação social.

Ao resgatar memórias e saberes africanos apagados pela violência colonial, Oyěwùmí nos convoca a tencionar as próprias bases da teoria feminista ocidental, expandindo os nossos horizontes de emancipação.

🗓️ Nossos encontros de setembro: Dias 08/09/2026 e 22/09/2026 (terças-feiras), às 20h.

📥 Como participar: Entre em contato conosco via direct para garantir sua vaga e integrar nosso atelier síncrono de subjetividade, teoria crítica e criação plástica! 🌿🎨📖

Um pouco dos encontros que realizamos no mês de agosto, partilhando a leitura da obra Visceral de María Fernanda Ampuero...
20/08/2026

Um pouco dos encontros que realizamos no mês de agosto, partilhando a leitura da obra Visceral de María Fernanda Ampuero.

✨ Seguimos para o mês de setembro com uma nova leitura! Acompanhe nossas redes para saber um pouco mais sobre a obra e a autora do nosso próximo ciclo.

📥 Deseja fazer parte do nosso Clube do Livro: Arteterapia e Feminismos? Entre em contato conosco via direct para garantir sua vaga nos próximos encontros! 🌿🎨

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