22/05/2026
DO LADO DE DENTRO DA ESTRADA …
Volte e meia, paro para pensar sobre como a gente insiste em medir a vida pelo ano de nascimento. Desde muito cedo, parece que a idade dita as regras do jogo.
No começo da minha carreira, sentia que precisava de mil artifícios para que me levassem a sério só por ser “jovem demais”. Hoje, aos 40+, vira e mexe escuto que “não pareço ter a idade que tenho” pelo meu espírito aventureiro, ou que certas coisas já não seriam mais para mim. Como se nossos sonhos, nosso humor e nosso romantismo diante da vida tivessem data de validade.
A verdade é que julgar alguém pela década em que nasceu é uma miopia tremenda. Já conheci jovens com uma rigidez enorme e pessoas idosas com uma jovialidade e um frescor admiráveis.
A idade cronológica não define quem somos.
O que nos define é o nosso repertório: os caminhos que escolhemos trilhar, os erros que nos ensinaram, as pessoas que cruzaram nossa vida e a forma como tudo isso moldou nossa maneira de ver o mundo. São os nossos mapas mentais que importam, não o número de primaveras acumuladas.
Eu gostaria muito, que a gente gastasse menos tempo rotulando os outros pela idade e mais tempo buscando entender a bagagem e a história de cada um.
A vida f**a bem mais leve — e o caminho, muito mais bonito.
Concorda?
📸 Acervo pessoal - Cambará do Sul