05/10/2026
Quando uma prática da empresa deixa de ser cultura e passa a ser imposição?
Um caso julgado pela Justiça do Trabalho traz uma reflexão importante sobre liderança, liberdade de escolha e relações de poder no ambiente profissional.
Uma trabalhadora relatou que funcionários eram reunidos para participar de uma oração antes do expediente, inclusive pessoas que não compartilhavam daquela religião. O episódio fazia parte de um contexto mais amplo de humilhações e condutas abusivas no trabalho.
A questão vai além da prática religiosa.
Ela chama atenção para algo que pode acontecer em diferentes situações do cotidiano corporativo: quando uma escolha deixa de parecer realmente possível diante da autoridade de quem lidera.
Por isso, não basta avaliar a intenção de uma prática.
Também é preciso perguntar:
As pessoas conseguem discordar sem medo?
Existe liberdade real para recusar?
Os limites individuais são respeitados?
Há espaço seguro para relatar desconfortos?
Prevenção de riscos psicossociais também passa pela forma como as relações de poder, a comunicação e a organização do trabalho acontecem no dia a dia.
Uma cultura saudável não exige concordância. Ela permite posicionamento com segurança.
A Make prepara lideranças e organizações para reconhecer sinais, fortalecer relações e construir ambientes de trabalho mais conscientes e preventivos.