16/08/2026
Decisão não é sobre o que se pensa. É sobre o que se faz.
Toda semana recebo mensagens de pacientes contando o que gostariam de mudar. Poucas dessas mensagens se transformam em consulta. E é sobre isso que quero refletir neste domingo.
Não é aquilo que acreditamos que nos define. Não é aquilo que planejamos fazer algum dia. O que define uma pessoa são as decisões que ela toma e as atitudes que seguem essas decisões. O resto é intenção, e intenção sozinha não muda nada.
Falo isso também pela minha própria experiência. Percebi mudanças reais na minha vida quando parei de adiar e passei a agir com critério: quando decidi tratar a calvície, quando decidi cuidar da aparência com rigor, quando decidi disciplinar a mente com a mesma seriedade com que disciplino a rotina cirúrgica. Nenhuma dessas decisões foi impulsiva. Todas seguiram avaliação, protocolo e critério, mas todas exigiram o mesmo passo final: sair do plano e agir.
Vejo isso constantemente na prática. Operei essa semana uma paciente com mais de cinquenta anos que decidiu, finalmente, realizar a cirurgia de mama que adiava havia anos. A pergunta que ela mesma fez no pós operatório foi simples: por que não fiz isso antes?
Não existe resposta fácil para essa pergunta, e não vou fingir que existe. O que existe é um padrão que vejo repetidamente: pessoas que carregam um desejo legítimo, sustentado por avaliação médica adequada, e que só o realizam quando decidem, de fato, agir.
Isso não é sobre pressa. É sobre disciplina. Toda decisão que tomo, na vida pessoal ou na sala de cirurgia, passa por critério técnico antes de virar ação. Mas depois do critério, vem a execução. Sem ela, o critério não vale nada.
F**a a reflexão deste domingo: o que você tem adiado, mesmo sabendo, com critério, que é a decisão certa?
Dr. Guilherme Bersou / Cirurgião Plástico / CRM 113239 | RQE 53074