Dra. Isabela Porto

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Dra. Isabela Porto 👩‍⚕️Médica | CRM-SP 234527
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25/09/2026

Quando o seu rendimento cai, a primeira conclusão costuma ser: “preciso me esforçar mais”.

Então você tenta compensar. Estende o horário, diminui as pausas, leva trabalho para casa e se cobra para produzir como produzia antes.

Só que concentração, memória, sono e energia mental também fazem parte da saúde. Quando começam a mudar de forma persistente, aumentar a cobrança pode fazer você passar ainda mais tempo tentando produzir sem entender por que aquilo que antes era simples ficou tão difícil.

Por isso, uma mudança no rendimento merece ser observada dentro do contexto.

Como você tem dormido? Sua cabeça consegue desacelerar fora do trabalho? Você consegue descansar sem continuar pensando no que precisa resolver? A preocupação está ocupando espaço até nos momentos em que nada está acontecendo?

Às vezes, a queda de produtividade é justamente o que faz a pessoa perceber que algo mudou.

Antes de concluir que está faltando disciplina, observe como você tem funcionado nas últimas semanas.

Salva este vídeo para lembrar disso quando vier a sensação de que você simplesmente deveria estar rendendo mais.

21/09/2026

“Porque somos feitos de solidão: enquanto procuramos amor no outro, perdemos a chance de fazer da solidão nossa aliada, dando ao outro a chave do nosso prazer.”

Essa passagem de “Bom Dia, Inverno” toca em algo importante para a saúde mental: quando o nosso bem-estar depende demais da presença, da aprovação ou da validação de alguém.

Vínculos são fundamentais. O problema é quando o outro passa a ser responsável por regular nossas emoções, preencher todos os silêncios ou confirmar constantemente o nosso valor.

Aprender a estar só também é construir recursos internos: reconhecer o que te faz bem, tolerar momentos de silêncio e encontrar prazer em uma vida que também existe quando ninguém está por perto.

Talvez cuidar da saúde mental também passe por isso: não deixar nas mãos de outra pessoa a única chave para se sentir bem consigo mesmo.

20/09/2026

Domingo, para mim, também é dia de andar pela cidade sem precisar saber exatamente o que vou encontrar.

Na Paulista, em poucos metros, você cruza com músicos tocando, pessoas dançando, manifestações, protestos e tantas formas diferentes de ocupar o mesmo espaço.

Eu gosto disso.

Gosto de estar em lugares que me tiram um pouco da minha própria rotina e me colocam em contato com outras histórias, expressões e formas de enxergar o mundo.

Participar da cultura de uma cidade também passa por isso: estar disponível para observar, escutar e conviver com aquilo que é diferente do que faz parte do nosso cotidiano.

É um dos meus jeitos preferidos de passar o domingo em São Paulo: caminhando sem muita pressa e deixando a cidade me surpreender.

14/09/2026

Há dois anos, comecei a trabalhar em um hospital especializado no tratamento da dependência química. Agora, assumo um novo desafio dentro dessa mesma instituição: a coordenação médica.

Esse período reforçou uma convicção que também levo para o consultório: casos complexos exigem conhecimento científico, integração entre profissionais, acompanhamento próximo e um tratamento pensado para cada pessoa.

Recebo essa nova responsabilidade muito feliz e grato pela confiança. Que seja um novo capítulo de muito trabalho e aprendizado.

07/09/2026

Um tratamento pode perder informações importantes quando cada profissional enxerga apenas o que acontece dentro da própria consulta.

Na saúde mental, diferentes áreas observam aspectos diferentes da mesma pessoa. O que aparece durante a psicoterapia pode ajudar a compreender uma mudança clínica.

Da mesma forma, alterações de sono, energia, apetite, concentração ou resposta ao tratamento podem trazer informações relevantes para o trabalho de outros profissionais.

Quando existe indicação, essa troca pode tornar o cuidado mais coerente.

Com a autorização do paciente, gosto de manter uma comunicação próxima com os profissionais envolvidos no tratamento, respeitando o papel e os limites de atuação de cada um.

O objetivo é simples: evitar que informações importantes fiquem isoladas e construir um cuidado que considere a pessoa como um todo.

Saúde mental também se cuida em conjunto.

Se você é profissional da saúde e acredita em um cuidado integrado, vamos nos conectar por aqui.

04/09/2026

Quanto mais eu trabalho com saúde mental, mais uma coisa f**a clara para mim: estar bem também precisa caber nas coisas comuns da vida.

Conseguir tomar um café sem pensar no próximo compromisso. Encontrar alguém de quem você gosta sem sentir que deveria estar trabalhando. Fazer exercício porque aquilo te faz bem, e não porque virou mais uma obrigação.

Chegar ao fim do dia cansado, mas sem sentir que passou mais um dia inteiro apenas tentando dar conta.

Eu atendo pessoas muito comprometidas com a própria carreira. Pessoas que estudaram, cresceram, conquistaram coisas importantes e ainda querem conquistar muito mais.

O problema aparece quando todo o resto começa a ser sacrif**ado para sustentar esse desempenho.

Sono, alimentação, relacionamentos, lazer, saúde. Aos poucos, viver vai f**ando
para depois.

Talvez por isso eu pense tanto em equilíbrio quando converso com meus pacientes.

Não como uma vida perfeitamente organizada, em que tudo funciona o tempo inteiro.

Penso em conseguir crescer profissionalmente sem precisar desaparecer da própria vida para isso.

É esse tipo de equilíbrio que vale a pena construir.

03/09/2026

Tem uma fase da vida em que viver assim parece fazer sentido.

Você está construindo sua carreira. Quer crescer, aproveitar as oportunidades, conquistar independência. Então aceita dormir um pouco menos essa semana. Cancela um jantar porque apareceu uma demanda. Deixa o exercício para quando a agenda melhorar. Adia uma viagem porque agora não parece ser a hora.

O problema é que a agenda nem sempre melhora.

Aos poucos, aquilo que deveria ser uma fase pode virar uma forma de viver. O descanso f**a para o fim de semana. Os amigos, para quando der. A família, para as férias. E o tempo livre começa a existir principalmente para recuperar energia suficiente para voltar ao trabalho.

Algumas pessoas só começam a questionar esse ritmo quando o corpo já está cobrando: o sono piora, a cabeça não desliga, a concentração diminui, a irritabilidade aparece e até momentos que deveriam ser prazerosos passam a ser acompanhados pela sensação de que existe alguma coisa pendente.

É possível querer crescer profissionalmente sem fazer da própria vida o preço desse crescimento.

Talvez essa frase seja um bom convite para observar a sua rotina:

Quanto da vida que você diz estar construindo você consegue viver hoje?

31/08/2026

Talvez uma das maiores dúvidas antes de começar um tratamento psiquiátrico seja: “E depois da consulta?”

Porque algumas decisões só mostram como funcionam quando chegam à vida real.

É depois que você volta para a rotina que percebe como está dormindo, como seu corpo responde, quais dúvidas apareceram e o que está sendo fácil ou difícil de colocar em prática.

Por isso, eu entendo o acompanhamento como parte do tratamento.

A consulta serve para conhecer sua história, avaliar o que está acontecendo e construir um plano que faça sentido para a sua realidade. Depois, acompanhar a evolução permite observar a resposta ao tratamento e avaliar, com segurança, os próximos passos.

Quero que meus pacientes entendam o que estamos fazendo e por quê. Que possam trazer dúvidas. Que participem das decisões. E que saibam que existe continuidade entre uma consulta e outra.

Para mim, cuidado em saúde mental também se constrói assim: com ciência, individualização e acompanhamento ao longo do processo.

Se você está considerando iniciar um acompanhamento psiquiátrico, o link da bio explica como funciona o atendimento.

23/08/2026

Domingo também pode ser produtivo.

Produtivo em cafés demorados, conversas sem olhar o relógio, algumas páginas de um livro, um almoço feito com calma ou simplesmente algumas horas sem precisar entregar nada para ninguém.

Quando a semana inteira gira em torno de metas, prazos e responsabilidades, até descansar pode começar a dar culpa.

Só que uma vida boa também precisa ter momentos que não servem para melhorar currículo, aumentar desempenho ou adiantar a segunda-feira.

Hoje, espero que você consiga aproveitar pelo menos um deles

17/08/2026

Uma segunda-feira comum por aqui.

Começou com caminhada e treino de tênis de mesa. Depois, uma passada nos Correios para enviar uma receita antes de seguir para os atendimentos.

Entre consultas e prontuários, o dia foi acontecendo no ritmo que uma segunda-feira pede. E, no final, ainda teve aquela pausa obrigatória para dar carinho no dog.

Gosto desses dias porque eles me lembram de algo que também aparece muito no consultório: trabalho e responsabilidade fazem parte da vida, mas a vida precisa continuar existindo ao redor deles.

E até a ida aos Correios carrega um pouco da forma como escolhi exercer a psiquiatria. A consulta termina, mas o cuidado continua.

No fim, equilíbrio também se constrói assim: cuidando do trabalho, da saúde e dos pequenos momentos que fazem o dia valer a pena.

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Rua Cincinato Braga, 340
São Paulo, SP
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