10/08/2026
Alimentação à base de vegetais e saúde dos rins: o que a ciência realmente nos diz?
Participei de uma entrevista para falar sobre a relação da alimentação à base de vegetais e os rins.
Um estudo recente, que acompanhou mais de 179 mil pessoas ao longo de 12 anos, observou que uma maior adesão a um padrão alimentar com vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas esteve associada a menor risco de desenvolver doença renal crônica.
Esse tipo de alimentação pode favorecer mecanismos importantes para a saúde renal, como a redução da inflamação e do estresse oxidativo e melhor qualidade metabólica da alimentação.
Um dos modelos que traduz essa proposta é a Dieta Planetária, desenvolvida a partir do trabalho da comissão EAT-Lancet, formada por pesquisadores de diferentes países para discutir uma alimentação simultaneamente saudável e sustentável.
Mas existe um ponto fundamental: associação não significa causalidade. E, principalmente, não significa que uma alimentação predominantemente vegetal seja necessariamente a melhor escolha para todas as pessoas — especialmente para quem já apresenta doença renal ou alterações nos exames.
Quando falamos de saúde renal, não existe uma dieta universal. Existe a necessidade de entender o indivíduo, seu estado nutricional, o estágio da doença, seus exames, seu metabolismo e até o que aquela alimentação representa dentro da sua rotina.
É justamente nessa interseção entre nutrição, metabolismo e função renal que a alimentação deixa de ser apenas uma recomendação genérica e passa a fazer parte de uma estratégia de prevenção e cuidado individualizado.
Na entrevista ao Correio do Povo, aprofundo esse tema e explico o que esse estudo pode — e o que não pode — nos dizer.
A matéria completa está nos destaques.
Dra. Patricia Goldenstein l Nefrologista em São Paulo
CRM: 117.229 l RQE: 35507