Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas

Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas Terapia analítica para atravessar transformações da vida
Jung • Sonhos • Feminino
Cuidado integrativo
On-line 🌍 Olá! Para mais informações me chame no whatsapp.

Me chamo Elis Muriel, atuo como Terapeuta Comunitária e Integrativa, sou formada como Enfermeira Especialista em Saúde Mental e estou em formação no curso de Psicologia Junguiana pelo IJEP. Tenho experiência na Saúde Mental há mais de 10 anos com atuação em serviços especializados na área. Meu objetivo é acolher as dores emocionais, melhorar a qualidade de vida através do atendimento humanizado e acompanhamento através da abordagem Junguiana e dos tratamentos com as Terapias Integrativas.

13/09/2026

Desde o começo da minha vida (rs) sempre tive uma relação muito próxima com a literatura. Na adolescência, gostava muito de ler e, ao longo dos anos, a escrita também foi encontrando um lugar importante para mim. E não foram apenas os livros. As histórias contadas pelas pessoas que passaram pela minha vida também sempre ocuparam um lugar muito especial.

Toda história chega até nós pela palavra e a palavra pode se transformar em uma imagem, assim como uma imagem pode encontrar uma palavra. Às vezes, essas duas coisas conseguem expressar algo de maneira muito visceral, alcançando lugares que talvez a gente não consiga explicar tão facilmente.

Pensando nisso, quero trazer algumas histórias que podem vir da literatura, dos mitos, de um personagem ou até de uma imagem que, ao longo da minha vida, despertou em mim perguntas sobre a experiência de ser gente, sobre a experiência humana.

A partir dessas histórias, quero trazer também um olhar da Psicologia Analítica e pensar sobre o que essas imagens podem simbolizar, o que podem despertar em mim e, talvez, em você também.

A ideia não é trazer uma interpretação pronta ou dizer o que determinada história significa, mas sim deixar que essas histórias nos façam perguntas, despertem alguma emoção, alguma lembrança, alguma inquietação e, quem sabe, nos ajudem a olhar para experiências que, muitas vezes, são difíceis de nomear.

Algumas histórias a gente lê e outras, de alguma maneira, continuam vivendo dentro da gente.


Aprendemos muitas coisas sobre o cuidado, a disponibilidade e a capacidade de estar para o outro, mas pouco se fala sobr...
11/09/2026

Aprendemos muitas coisas sobre o cuidado, a disponibilidade e a capacidade de estar para o outro, mas pouco se fala sobre a importância de reconhecer os próprios limites. Em muitas relações, atender, acolher e compreender se tornam atitudes tão valorizadas que estabelecer uma fronteira pode trazer culpa, medo de decepcionar ou a sensação de estar sendo egoísta. O limite passa, então, a ser confundido com afastamento, quando também pode representar uma forma de preservar a própria integridade.

Na Psicologia Analítica, a construção de uma identidade própria envolve diferenciação, e diferenciar-se significa reconhecer que o outro possui desejos, necessidades e expectativas que não precisam determinar inteiramente as nossas escolhas. Um limite não precisa nascer da rejeição ou da dureza. Ele pode surgir do reconhecimento de que uma relação saudável também precisa comportar duas pessoas inteiras, com necessidades distintas e espaços que não precisam ser ultrapassados para que exista vínculo.

Existe liberdade em reconhecer que cuidar do outro não exige abandonar a si mesma, assim como estar disponível não significa estar acessível o tempo inteiro. O limite pode ser uma maneira de permanecer em uma relação sem desaparecer dentro dela, preservando aquilo que é próprio enquanto se reconhece a existência do outro. No reencontro consigo, aprender onde termina o outro e onde começa você também faz parte de voltar a ocupar o próprio lugar.

Não precisa ter tudo claro para começar, basta sentir que algo precisa ser olhado com mais cuidado. Se esse momento cheg...
09/09/2026

Não precisa ter tudo claro para começar, basta sentir que algo precisa ser olhado com mais cuidado. Se esse momento chegou para você, pode ser o momento de dar esse passo.

A maternidade pode alterar profundamente a maneira como uma mulher se relaciona com seus desejos. Projetos profissionais...
07/09/2026

A maternidade pode alterar profundamente a maneira como uma mulher se relaciona com seus desejos. Projetos profissionais, estudos, atividades criativas, amizades, interesses e planos pessoais podem ser adiados diante das necessidades de um filho. O tempo disponível muda, a rotina ganha outras exigências e a atenção passa a estar voltada para uma experiência que exige presença. Ainda assim, a existência desses desejos não depende da possibilidade de realizá-los imediatamente.

A criatividade não está restrita à produção artística, pois também aparece na capacidade de imaginar novas possibilidades para a própria vida, encontrar caminhos diferentes e transformar uma experiência interna em alguma forma de expressão. Um projeto guardado, uma vontade antiga ou um interesse que continua despertando curiosidade podem representar uma dimensão da mulher que permanece viva enquanto a maternidade ocupa grande parte de sua energia.

Dar espaço para esses desejos não significa colocar o filho em segundo plano ou recuperar a vida anterior como se a maternidade não tivesse transformado nada. Significa construir uma vida que possa comportar a mãe e a mulher que continua desejando, criando, trabalhando, aprendendo e fazendo planos. Há uma diferença importante entre abandonar um desejo e reconhecer que ele precisa de outro tempo, outra forma ou outras condições para encontrar lugar novamente.

A maternidade é parte da sua história. Não é a história inteira.

desejosmaternos

Há histórias que atravessam o tempo porque continuam dizendo alguma coisa sobre nós. Um mito, um romance, uma personagem...
07/09/2026

Há histórias que atravessam o tempo porque continuam dizendo alguma coisa sobre nós. Um mito, um romance, uma personagem, um poema ou uma imagem podem tocar experiências que também fazem parte da nossa própria vida, mesmo quando foram escritos ou contados em outro tempo, em outro lugar e para outras pessoas.

Quero percorrer algumas dessas histórias a partir da Psicologia Analítica, trazendo um olhar para a literatura, mitos e imagens que aparecem em diversas narrativas. Não para encontrar uma única interpretação para cada obra, mas para deixar que elas nos façam perguntas, despertem emoções e reflexões que nos ajudem a olhar para experiências humanas que muitas vezes são difíceis de dar um nome.

Medusa, Macabéa, Brás Cubas e outras histórias ainda virão por aqui. Porque algumas histórias não terminam quando fechamos o livro ou deixamos para trás a experiência do contato, elas continuam vivendo em nós e, de diferentes maneiras, ajudam a contar também quem somos.

O corpo acompanha todas as fases da nossa história, mas a relação que estabelecemos com ele também se transforma. Há per...
04/09/2026

O corpo acompanha todas as fases da nossa história, mas a relação que estabelecemos com ele também se transforma. Há períodos em que ele parece familiar e outros em que se torna estranho, principalmente quando passa por mudanças que alteram a maneira como nos percebemos. Entre expectativas, comparações e imagens de como deveríamos ser, o corpo pode deixar de ser vivido como parte de nós e passar a ser observado como algo que precisa corresponder.

A experiência corporal não está separada da vida psíquica. O corpo participa da maneira como sentimos, percebemos e nos relacionamos com o mundo, carregando marcas das experiências vividas e das formas pelas quais aprendemos a nos enxergar. Para o feminino, essa relação pode envolver diferentes momentos de transformação, como a adolescência, a maternidade, o envelhecimento e tantas outras mudanças que atravessam a identidade e modificam a maneira de habitar o próprio corpo.

Há uma diferença entre olhar para o corpo a partir da exigência de uma imagem e reconhecê-lo como parte da própria existência. O reencontro passa por uma relação menos marcada pela cobrança e mais próxima da presença, em que o corpo deixa de ser apenas aquilo que aparece para os outros e volta a ser também o lugar a partir do qual a própria vida é experimentada. Habitar o próprio corpo é reconhecer que ele não precisa representar uma ideia de feminino para ter lugar em nossa história.

Nem tudo chega primeiro como pensamento, pode chegar antes como uma sensação diferente, uma emoção que até chega ao desc...
02/09/2026

Nem tudo chega primeiro como pensamento, pode chegar antes como uma sensação diferente, uma emoção que até chega ao descontrole, como um incômodo.

Na psicologia analítica, isso pode ser compreendido como manifestações do inconsciente que está pedindo para ser ouvido.

O que você tem sentido… sem conseguir explicar?

A maternidade inaugura uma experiência que transforma profundamente a vida de uma mulher, mas essa transformação não apa...
31/08/2026

A maternidade inaugura uma experiência que transforma profundamente a vida de uma mulher, mas essa transformação não apaga a história que existia antes dela. Há uma nova identidade que passa a ocupar um lugar central, acompanhada de responsabilidades, vínculos e mudanças que atravessam o cotidiano. Em meio a tudo isso, interesses, desejos, relações e aspectos da própria personalidade podem perder espaço, não porque deixaram de existir, mas porque a experiência materna passou a exigir quase toda a atenção disponível.

Na Psicologia Analítica, a personalidade não se resume ao papel que ocupamos em determinado momento da vida. Ser mãe passa a fazer parte da identidade, mas continua coexistindo com outras dimensões da mulher, como sua capacidade de desejar, criar, trabalhar, amar, escolher, descansar e construir relações que não estejam relacionadas à maternidade. Reconhecer essa multiplicidade não significa dividir a mulher em partes separadas, mas compreender que a experiência materna pode integrar quem ela é sem ocupar a totalidade de sua existência.

A mulher que continua existindo dentro da mãe não precisa ser recuperada como se tivesse desaparecido. Ela precisa encontrar espaço na vida que existe agora, com as mudanças, responsabilidades e descobertas trazidas pela maternidade. Há uma diferença entre voltar a ser quem se era e permitir que a mulher que se tornou possa incluir também tudo aquilo que continua fazendo sentido para ela. A maternidade pode transformar profundamente uma mulher sem exigir que ela deixe para trás as outras partes que também contam sua história.

A maternidade é parte da sua história. Não é a história inteira.

Nem sempre fugir traz alívio, só adia o encontro com algo importante.Do que você tem se afastado internamente?
26/08/2026

Nem sempre fugir traz alívio, só adia o encontro com algo importante.

Do que você tem se afastado internamente?

A mãe devoradora é uma imagem simbólica antiga e poderosa. Ela representa a face do arquétipo materno que ultrapassa o c...
24/08/2026

A mãe devoradora é uma imagem simbólica antiga e poderosa. Ela representa a face do arquétipo materno que ultrapassa o cuidado e passa a envolver, controlar e absorver. Sua força está justamente naquilo que também pertence ao materno: alimentar, proteger e manter próximo. Quando essa força não encontra espaço para a separação, o vínculo pode se tornar tão intenso que a autonomia passa a ser vivida como ameaça à relação.

Essa dinâmica não precisa estar relacionada apenas à relação entre mãe e filho. Ela também pode aparecer na experiência interna da mulher, quando a maternidade ocupa praticamente todo o espaço da identidade e as outras dimensões da personalidade deixam de encontrar lugar. A mulher pode continuar sendo mãe e, ao mesmo tempo, precisar desejar, criar, trabalhar, descansar, ter interesses próprios, estabelecer limites e reconhecer que sua existência não se resume à capacidade de cuidar.

Na Psicologia Analítica, a diferenciação faz parte do desenvolvimento da personalidade. A relação materna saudável não depende de uma fusão permanente, mas comporta proximidade e separação, proteção e autonomia, vínculo e individualidade.

Olhar para a imagem da mãe devoradora pode ser uma maneira de perceber quando o cuidado começou a ocupar um espaço tão grande que já não permite respirar dentro da própria identidade. A maternidade pode ser uma parte profunda da mulher sem precisar ser a totalidade de quem ela é.

Você sente que a maternidade deixou espaço para a mulher que existe além do papel de mãe?

# maternidade

Endereço

São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 16:00 - 21:00
Terça-feira 16:00 - 21:00
Quarta-feira 16:00 - 21:00
Quinta-feira 16:00 - 21:00
Sexta-feira 16:00 - 19:00
Sábado 08:00 - 13:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas:

Atalhos

Compartilhar