Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas

Muriel Ajê - Psicologia Junguiana e Terapias Integrativas Terapia analítica para atravessar transformações da vida
Jung • Sonhos • Feminino
Cuidado integrativo
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Me chamo Elis Muriel, atuo como Terapeuta Comunitária e Integrativa, sou formada como Enfermeira Especialista em Saúde Mental e estou em formação no curso de Psicologia Junguiana pelo IJEP. Tenho experiência na Saúde Mental há mais de 10 anos com atuação em serviços especializados na área. Meu objetivo é acolher as dores emocionais, melhorar a qualidade de vida através do atendimento humanizado e acompanhamento através da abordagem Junguiana e dos tratamentos com as Terapias Integrativas.

A capacidade de se adaptar é importante, pois ajuda a conviver, construir relações e atravessar diferentes momentos da v...
08/06/2026

A capacidade de se adaptar é importante, pois ajuda a conviver, construir relações e atravessar diferentes momentos da vida. O problema surge quando a adaptação deixa de ser uma escolha e passa a ser uma forma automática de se relacionar com o mundo. Você aprende a corresponder ao que esperam, ao que pedem e ao que precisam de você. E isso costuma funcionar. Os conflitos diminuem, os vínculos se mantêm e tudo parece seguir seu curso.

Com o tempo, algumas escolhas já não partem mais de você. Certas opiniões deixam de ser expressas. Alguns desejos são adiados tantas vezes que acabam perdendo espaço. Sem perceber, você vai se moldando ao que está ao redor e se afastando do que sente, pensa e deseja.

O sofrimento não está apenas no que acontece na vida, mas também na distância criada em relação a si mesma. Quando a vida passa a ser conduzida apenas pelas exigências externas, podem surgir cansaço, vazio ou uma sensação de estranhamento difícil de nomear. Não porque haja algo errado, mas porque sua própria experiência deixou de ocupar um lugar importante.

Adaptar-se tem valor, mas também cobra um preço quando acontece à custa da própria presença. Chega um momento em que vale a pena perguntar: as escolhas que faço ainda carregam algo de mim ou respondem apenas ao que esperam de mim?


Uma crise se parece com um emaranhado de fios. No início, tudo parece confuso, apertado e sem saída. Quanto mais se puxa...
06/06/2026

Uma crise se parece com um emaranhado de fios. No início, tudo parece confuso, apertado e sem saída. Quanto mais se puxa com força, mais o nó se fecha. Com o tempo, algumas amarras começam a afrouxar. Não porque a vida volte a ser a mesma, mas porque algo em nós mudou na forma de olhar, sentir e viver a experiência.

Crises marcam momentos de transformação psíquica. Elas interrompem o ritmo habitual da vida e colocam em questão antigas certezas, identidades e formas de existir. É um território de passagem, desconfortável, mas profundamente fértil.

Existe uma tendência de querer sair dela o mais rápido possível, como se fosse apenas um obstáculo a ser superado, mas algumas travessias carregam um trabalho silencioso. Elas desmontam o que já não cabe e criam espaço para uma forma mais verdadeira de viver.

Talvez não venha apenas para testar a nossa força, mas para flexibilizar o que estava rígido, desfazer nós antigos e abrir caminhos que não poderiam surgir de outra maneira. A pressa pode silenciar processos importantes, pois nem tudo é para ser resolvido, solucionado…

Atravessar uma crise não significa sair ileso, mas permitir que a experiência deixe marcas, ensinamentos e transformações. Há nós que não se rompem pela força, mas pela coragem de permanecer com eles até que, aos poucos, encontrem um jeito de se desfazer.

Existem experiências internas que não chegam com clareza, mas como um incômodo, uma inquietação ou uma sensação difícil ...
21/05/2026

Existem experiências internas que não chegam com clareza, mas como um incômodo, uma inquietação ou uma sensação difícil de explicar. E quanto maior a tentativa de organizar tudo rapidamente, maior pode ser a angústia de não encontrar respostas.

Nem tudo o que emerge da psique se apresenta de forma clara, pois algumas vivências precisam ser sentidas antes de serem compreendidas. Quando existe muita pressa para entender, você pode acabar se afastando da própria experiência, tentando traduzir em pensamento algo que ainda está sendo vivido internamente.

Manter o que se sente sem exigir explicações imediatas também faz parte do processo. Aos poucos, o que parecia confuso ganha outro contorno, outro sentido e também outras palavras de expressão.

É possível que tenha uma voz em você que não grita, não disputa espaço com o barulho da rotina e nem insiste quando você...
09/05/2026

É possível que tenha uma voz em você que não grita, não disputa espaço com o barulho da rotina e nem insiste quando você a ignora. Ela apenas permanece de forma silenciosa, constante e esperando ser escutada. Muitas vezes você a sente, mas logo racionaliza, duvida e a deixa passar.

Aos poucos essa escuta interna vai ficando distante e não é porque ela desapareceu, mas porque você precisou se adaptar mais do que se escutar.

Essa voz pode ser compreendida como uma expressão da própria psique, da própria alma, um movimento interno que orienta, sinaliza e revela caminhos.

Não é sobre encontrar respostas imediatas, mas sobre começar a promover um espaço de escuta.

Se você sente que se perdeu de si mesmo, o processo terapêutico pode ser um caminho de retorno.

elismurielterapeuta

Existem situações, relações e sentimentos que parecem mudar de forma, mas continuam produzindo a mesma sensação. Os cená...
06/05/2026

Existem situações, relações e sentimentos que parecem mudar de forma, mas continuam produzindo a mesma sensação. Os cenários se transformam, as pessoas mudam, o tempo passa… e, ainda assim, certos padrões permanecem.

As repetições podem ser compreendidas como tentativas da psique de trazer à consciência conteúdos que ainda não foram reconhecidos ou elaborados. Não surgem como punição, mas como movimentos que insistem porque carregam algo importante sobre a própria história.

O padrão não está apenas no que acontece fora, mas na forma como você se posiciona, no que tolera, no que evita ou no que continua buscando sem perceber. Enquanto isso não é compreendido, a repetição tende a continuar aparecendo em diferentes lugares da vida.

Olhar para esses movimentos exige coragem, porque implica sair da ideia de coincidência e começar a perceber o que existe de participação inconsciente nas escolhas e vínculos.

Padrões não aparecem por acaso. Eles podem estar mostrando algo que ainda não foi compreendido.

O que tem se repetido na sua vida?

Sentir deveria ser algo simples, mas em algum ponto do caminho  se torna um território vigiado quando você se percebe ca...
01/05/2026

Sentir deveria ser algo simples, mas em algum ponto do caminho se torna um território vigiado quando você se percebe cansada e se corrigindo. Te causa um incômodo antes mesmo de entender e surge uma sensação de que não deveria estar assim. É como se houvesse um padrão interno exigindo equilíbrio o tempo todo ou como se certas emoções fossem sinais de falha.

O que causa um peso não é o que a gente sente, mas como aprendemos a pensar sobre como devemos ou não sentir. Como se tivéssemos que dar conta de que é necessário manter uma certa imagem, de que algumas reações não combinam com quem deveríamos ser.

Viver assim vai criando aos poucos um distanciamento bem sutil, no qual você passa a se afastar do que sente.
Só que o que não encontra espaço não desaparece... permanece ali de outras formas, no silêncio ou na intensidade. O esforço para controlar vai cansando porque exige que esteja sempre se ajustando e tentando caber nos moldes apertados da vida

É totalmente humano e profundo não correspondermos o tempo todo, e também sentir coisas que não fazem sentido imediato. Não há uma lógica para gerenciar as emoções rs. O que existe é experiência.. é a vida acontecendo.

Não corrigir o que se sente pode tirar um pouco do peso, devolver um pouco de verdade e leveza à vida.
E, com o tempo, a culpa vai perdendo espaço por vc deixar de tratar o sentir com culpa.

Tem experienciado suas emoções?

Resolver pensando, analisando, organizando, sistematizando e buscando sentido em tudo. Para muitas coisas isso funciona,...
29/04/2026

Resolver pensando, analisando, organizando, sistematizando e buscando sentido em tudo. Para muitas coisas isso funciona, mas não é para tudo. As experiências internas que não se transformam pela lógica, precisam ser sentidas, vividas e atravessadas de alguma forma.

A psique não se expressa apenas pela razão, mas também por emoções, imagens, sensações, memórias e sintomas. Quando tudo é levado só para o pensamento, para o racional com certeza algo essencial vai ficar de fora.

Não é por falta de entendimento, mas sim por um excesso de tentativas de controlar tudo. Abrir espaço para sentir não significa perder o controle, mas se aproximar do que está sendo vivido de forma mais inteira.

A terapia pode ser um espaço para acessar isso de outra forma e ter mais flexibilizada consigo mesmo.

O que você tem tentado resolver só pensando?

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O corpo fala e não precisa de palavras para se fazer presente, porque encontra outras formas de expressão que atravessam...
27/04/2026

O corpo fala e não precisa de palavras para se fazer presente, porque encontra outras formas de expressão que atravessam o cotidiano: um cansaço que não passa, uma tensão constante, uma sensação difícil de explicar. Ainda assim, é comum seguir adiante como se isso não tivesse importância, como se fosse possível sustentar tudo sem escutar o que se manifesta.

Na Psicologia Analítica, o corpo pode ser compreendido como uma via de expressão do inconsciente. O que não encontra espaço na consciência não deixa de existir; apenas se desloca e passa a se apresentar de outras maneiras. Não como falha, mas como linguagem, carregando sentidos que não foram reconhecidos.

Escutar o corpo exige aproximação, e isso nem sempre é confortável, porque envolve entrar em contato com partes que foram deixadas de lado ao longo do tempo. O que é ignorado não desaparece, apenas encontra outros caminhos para se mostrar. Quando essa escuta acontece, a experiência muda de lugar, não pela tentativa de controlar, mas pela possibilidade de reconhecer o que está sendo vivido.

O que o seu corpo tem tentado te dizer?

Aquilo que sentimos não é para  ser silenciado ou controlado. A intensidade emocional é uma forma da psique chamar a ate...
24/04/2026

Aquilo que sentimos não é para ser silenciado ou controlado. A intensidade emocional é uma forma da psique chamar a atenção para algo que ainda não foi compreendido.

Afetos e sintomas são formas de linguagem do inconsciente. Ansiedade, irritação ou tristeza profunda não são exagero, mas um pedido de escuta.

Quando tentamos apenas controlar o que sentimos, podemos perder a oportunidade de compreender o que isso quer nos mostrar e quando nos escutamos, algo começa a se transformar.

O que suas emoções estão tentando mostrar?

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